quinta-feira, 24 de maio de 2012

Leituras da Semana

#OccupyFourthDimension
- Entrevista de Ray Dalio, da Bridgewater, para a Barron's. Vale também recomendar de novo a entrevista de Jim Chanos para a Graham & Doddsville.

- Mark Spitznagel, sócio de Nassim Taleb na Universa, sobre economia austríaca e a utilidade de seu arcabouço para evitar cisnes negros nos mercados de ações.

- Robert Shiller tentando dar uma força para os formandos em finanças: "Finance, at its best, does not merely manage risk, but also acts as the steward of society’s assets and an advocate of its deepest goals."

- Apostolos Doxiadis, coautor do fabuloso Logicomix, acha que autodestruição faz parte do caráter nacional da Grécia. Como a história ajuda a entender os dilemas do país.

- Albert Fishlow respondendo à onda de pessimismo com o Brasil.

- Paul Krugman sobre as impossibilidades da desvolarização cambial.

- Jared Diamond sobre o Why Nations Fail e a dificuldade do livro em conciliar sua tese central (instituições) com alguns fatores geográficos que lhe parecem evidentes. Acho que dá pra tirar um axioma postulando que todos essas obras com teses grandiosas de desenvolvimento e história econômica não conseguem passar sem furos grandes, a tarefa é impossível. Boas resenhas, como a do Diamond, também não ficam sem presepadas: ele fala que a Argentina é o maior exportador de alimentos da América Latina (pelos dados da OMC, o Brasil exporta quase o dobro).

- Amartya Sen sobre a Europa, para o NY Times.

- Como vai o futebol, vai a economia? Jamil Chade usa a final da Liga dos Campeões para comparar as finanças da liga alemã com as outras da Europa.

- Dois bons contrapontos a todo o confete jogado para Tony Judt nos últimos tempos: Eric Hobsbawm, num texto ao mesmo tempo ressentido, crítico e elogioso; e o sociólogo de Berkeley Dylan Riley, numa crítica muito aguda a toda a obra de Judt e sua postura como historiador.

- Open the Spigots and Drown the Bigots! As marchas drunkeynesianas pela legalização da cerveja nos EUA, em 1932.

- Um exemplo de intervenção pesada nos mercados.

- Carl Sagan sobre o equilíbrio entre ceticismo e aceitação de novas ideias.

- Hans Rosling em dose dupla: sobre riqueza, religião e fertilidade e nessa demonstração fantástica de concisão, clareza e elegância (seguramente vai ser um dos minutos mais bem gastos da sua semana):

7 comentários:

Anônimo disse...

Olá,

Desculpe a ignorância, pois minha dúvida é bem elementar.

Existe algum tipo de ajuste nos índices da bolsa que compensem as variações nos índices de preços?

Acho que não deve haver, mas quando vejo índices em queda por anos, mesmo com preços em elevação, só consigo imaginar que haja alguma compensação desse tipo.

De qualquer forma, obrigado.

Rafael

Drunkeynesian disse...

Não há. Índice de bolsa só varia de acordo com as variações nas ações que o compõe. O fato do índice cair enquanto a inflação sobe só reforça a performance ruim das ações em termos reais.

Davila disse...

Mas existe um pequenino ajuste sim, via distribuição de dividendos...O índice é composto pelos preços ex div, e os dividendos são teoricamente indexados a inflação. Bemmm pequeno..

Drunkeynesian disse...

São só correlacionados, né? Não indexados... O preço das ações também tende a subir quando a inflação sobe muito, mas não há garantia disso.

Davila disse...

Algumas empresas são indexados (ok, chega de forçar meu ponto hehehe) como utilities etc...<5% índice...

Drunkeynesian disse...

Não sabia que tinha indexação. É pouco, mesmo, de qq maneira.

Frank disse...

"eguramente vai ser um dos minutos mais bem gastos da sua semana"

sensacional a apresentação do Rosling.

acho q é a aposentadoria dos malthusianos :)