Mostrando postagens com marcador contrário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador contrário. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

É hora de vender dólar?

Os sinais contrários se acumulam... (minha opinião: talvez seja no curto prazo, mas o ajuste ainda não terminou).





sexta-feira, 26 de abril de 2013

I Like Eike

Na verdade, não, nem perto disso. Segue valendo o que escrevi no ano passado. Ocorre que talvez tenha chegado o ponto em que toda's as notícias ruins conhecidas já estão incorporadas às ações do "Grupo X", e que os preços já caíram tanto que ficaram atrativos para novos investidores, mais realistas e com mais margem de segurança. Alguns sinais contrários são gritantes:

1. Muitos dos analistas que recomendavam compra das ações a preços muito mais altos (tenho uma coleção de relatórios com preço-alvo de OGXP3 a R$20, R$30...) tornaram-se pessimistas, agora "prevendo" cotações muito baixas (a mesma OGXP3 a R$2, R$1,20, R$0,80...). Acho que vão se provar errados tanto na ida quanto na volta. Além disso, não entendo a motivação de um analista para recomendar venda de um papel que caiu 95%, por mais que tenha convicção que a empresa não vale nada. Em preços de liquidação forçada (o que parece ter sido o caso para algumas empresas), a assimetria e a margem de segurança estão para o lado oposto (sem contar o aumento da importância de insiders, pessoas familiarizadas com as possíveis negociações para salvar o grupo). Parece uma obediência cega ao modelo de fluxo de caixa descontado, como se este cobrisse todos os fatores que influenciam o preço de uma ação...

2. O sempre atento Arthur M. apontou para a capa da última edição da Exame. Não é um indicador tão bom quanto a capa da Veja, mas vem em hora oportuna.

Se não ficou claro: não gosto das empresas, da gestão, dos negócios. Só acho que há uma oportunidade altamente especulativa, algo como comprar um bilhete de loteria com algum viés a seu favor. Qualquer investimento nessas empresas deve ser feito considerando que há chance não desprezível dele valer, em alguns meses, zero; acredito, porém, que há uma probabilidade maior de que esses preços dobrem ou tripliquem. Caveat emptor.

P.S. E essa é a capa da Época desta semana:


quarta-feira, 17 de abril de 2013

Brasil x México, de novo

Isso é do Financial Times de hoje:


E esse é a razão (em moeda local e sem correção, e, sim, sei que talvez não seja o melhor jeito de comparar) entre o Ibovespa e o principal índice de ações do México (IPC) - estamos em níveis de 1994:




Uma das minhas "previsões" do início do ano é que o desempenho da bolsa brasileira seria melhor do que o da mexicana. Por enquanto estou muito errado (mais de 10% errado), mas tanto o sentimento desse valor relativo quanto os preços são extremos (e por isso sigo acreditando na previsão). Nem o Brasil era tão bom, nem o México é tão bom, nem o Brasil é tão ruim, etc, etc, etc...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A inflação no Brasil vai cair

Duas das principais revistas semanais do país falam de inflação em suas matérias de capa das últimas edições (ambas usando a "criativa" alegoria do tomate). Cuidado, compradores de NTN-B.


O mercado já começou a precificar a queda na inflação - o gráfico abaixo é das inflações futuras precificadas por vários dos vencimentos de NTN-B (gráfico roubado da Tullett Prebon - clique para aumentar):


Como de costume, há uma diferença sensível entre as opiniões que não custam e as que custam. Sempre prefiro as da segunda categoria.

P.S. O Mansueto Almeida tem razão, isso é mais marcante que qualquer capa de revista. Só espero que ele esteja errado e não seja essa a influência decisiva em Brasília.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Ibovespa x Realidade (ou vice-versa)

Dia bom para pensar sobre o mercado de ações por aqui - sexta-feira foi feriado em São Paulo, o S&P500 fechou acima de 1,500 e hoje tem uma pequena correção. Em condições "normais", seria um bom dia para ações brasileiras. No mundo real, o Ibovespa cai 2%, para o nível mais baixo neste ano.

Minha percepção é que é muito grande o pessimismo com a economia brasileira - sobretudo com sua condução pelo governo. Para comprovar isso basta abrir o caderno de economia de algum jornal brasileiro em um dia aleatório dos últimos meses e contar quantas notícias negativas sobre o país aparecem para cada uma positiva. Lá fora, o Brasil deixou de ser o Cristo Redentor decolando e os problemas (que nunca deixaram de existir) voltaram às manchetes.

Minha heurística para lidar com cenários desse tipo é lembrar da frase do professor Eduardo Giannetti que tantas vezes citei aqui: não éramos tão ruins, nem nos tornamos tão bons. O dilema agora é: acreditar nisso e achar que há valor no Ibovespa, que o mercado está exagerando no pessimismo; ou há uma mensagem mais forte dos mercados, que de fato o Brasil está se afundando na estagflação e isso vai ser refletido em mais um ano ruim para as companhias listadas?

Ainda fico com a primeira opção, pela heurística e pelo meu viés contrário: muito pessimismo está embutido no preço relativo Ibovespa abaixo de 60,000 / S&P500 acima de 1,500 (para não falar do IPC mexicano na máxima histórica). Acredito que estamos vendo uma capitulação de velhos detentores de ações, estas sendo trocadas de mãos que as recebem a preços mais atrativos, visão clara de que o Brasil não é nenhum milagre de potencial de lucros e mais disposição a aguentar as eventuais barbeiragens do governo e das companhias. Muito dinheiro entrou no Brasil nos últimos anos com expectativas irreais de retornos; agora, aparentemente, o mercado volta à realidade, e quem fez as apostas erradas está reconhecendo o prejuízo e deixando os ativos para quem tem disposição de carregá-los por mais tempo ou por retornos menores.

Há dois grandes riscos aqui: o primeiro, claro, é esse diagnóstico estar errado e o Ibovespa, com os problemas que já levantei, ter se tornado um imenso value trap, com as principais companhias passando anos sem entregar lucros e os aparentes preços atrativos mostrarem-se, em retrospecto, altos demais. O segundo é estar certo muito cedo, e, por algum tempo, a tendência dos últimos meses prevalecer antes que a ideia gere algum lucro.

Outra possibilidade é o Ibovespa ser o "canário na mina" para o crescimento da China, com sua alta concentração em empresas ligadas a commodities servindo como indicador de problemas em breve, o que não parece estar no preço de alguns outros mercados.

Qualquer que seja a realidade, essa divergência é interessantíssima em um ambiente geral de grande otimismo (ou pelo menos ausência de pessimismo concreto), e deve se resolver nos próximos meses. Em resumo, minha aposta, contra o consenso, é numa recuperação relativa do Ibovespa. Façam as suas.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mais um para a lista de indicadores contrários

Amanhã chega às bancas a primeira edição da Forbes em Português:



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Como são decisões de política econômica

As opções:


O processo.

Tudo do espetacular episódio "Margaritaville", da 13ª temporada de South Park. Foi exibido originalmente em março de 2009, poucos dias depois da pior fase da crise nos mercados americanos - teria servido como um bom indicador contrário. Vale ver inteiro aqui. O pai de Matt Stone (um dos criadores da série), Gerald W. Stone, foi professor de economia (chegou até a escrever um livro-texto) e serviu de consultor para o roteiro, que tem um final inequivocamente keynesiano.

sábado, 16 de junho de 2012

Comecemos a nos preocupar

A China planeja construir o edifício mais alto do mundo (838m), em três meses, em Changsha, capital da província de Hunan (que, com 7 milhões de habitantes, não está entre as 30 maiores cidades do país - !!!). O porquê da preocupação? Veja no (ótimo) Humble Student of the Markets.


P.S. Poucos sabem que a versão correta desse gráfico é esta aqui.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Duas, ops, três capas de revista para acompanhar

Já escrevi aqui sobre o suposto poder preditivo (só que ao contrário) de capas de revista. Esta semana tivemos dois novos exemplares para testar a teoria:

- A capa da Spiegel, expulsando a Grécia do euro (mais aqui):


- Capa da italiana Internazionale, vendendo o Brasil que cresce, gera emprego e lava mais branco:


Update - Hoje a The Economist fez questão de também se colocar na lista:


domingo, 27 de julho de 2008

Indicadores Curupira

O Curupira, aquela simpática figura do folclore brasileiro que tem os pés virados para trás, inspira este post. A regra é simples: quando alguma revista da Editora Abril alardear que "é a hora da bolsa" ou algo do tipo, fuja correndo da Bovespa. Ao contrário, quando a notícia for "o fim da bolsa", é hora de comprar.

Já temos material para um primeiro teste: em Maio, a capa da você s/a anunciava a mágica de fazer dinheiro com ações. A média dos fechamentos do Ibovespa daquele mês foi de 71,075 pontos, sendo que no dia 20 o índice atingiu sua máxima histórica, aos 73,438 pontos. Desde então, a bolsa desceu a ladeira. Em Junho, o Ibovespa encerrou o mês perto dos 65 mil pontos, e agora estamos beirando os 57 mil pontos. Momento oportuno, portanto, para uma capa pessimista: a Exame desta quinzena pergunta se a bolsa virou um mico. É hora de abrir a carteira e ir às compras. Depois cobrem o teste.

A idéia, como era de se esperar, não tem nada de original (na linha da lenda criada em torno do grande Mario Henrique Simonsen, que, depois de ler uma tese de um aluno, teria dito: "Sua tese tem idéias boas e novas. O problema é que as novas não são boas e as boas não são novas."). Há muito fala-se de capas de revistas como indicadores contrários (a The Economist já foi tão malhada por conta disso que já passou a se auto-ironizar em muitas ocasiões), e um estudo de três professores da Universidade de Richmond (em inglês aqui) analisa estatisticamente esse efeito.
Para explicar o fenômeno, podemos lembrar que investidores profissionais, que correspondem ao grosso do volume das bolsas, geralmente têm acesso antecipado às mesmas informações das revistas (análises, consultas com analistas, etc). De posse dessas informações, eles tomam suas decisões de investimento, que afetam os preços das ações. Quando as revistas chegam as bancas, pelo menos parte desse movimento já ocorreu, portanto a chance de uma reversão estar próxima é maior -- seja por esses investidores profissionais estarem realizando lucros, seja porque o fluxo de notícias, positivas ou negativas, cessou.