terça-feira, 22 de maio de 2012

Inflation Targeting Is Dead, Long Live Inflation Targeting

Escrevi este texto como teste para um projeto de blog em Inglês que parece muito bacana. Se for pra frente, informo por aqui. Correções e comentários são, como de costume, muito benvindos.


Inflation targeting is dead. Harvard’s Kennedy School professor Jeffrey Frankel, a former economic advisor to Bill Clinton, is now trying to write its obituary, in an article for Project Syndicate. According to Prof. Frankel, the system that was born in New Zealand in 1990 and exported successfully to several other countries passed away in September 2008, when most of the world’s central banks cut interest rates to record lows in an attempt to curb the effects of a major liquidity squeeze and avoid the prospects of long term deflation. Since then, the central banks that used to adopt the system did not formally abandon it and the Federal Reserve released an explicit inflation target, but it is clear that price stability is either taken for granted or became less important than other economic policy goals. Inflation targeting may not make much sense in a world where inflation, to paraphrase the FOMC communicates, is to remain subdued for a long period of time.

If inflation is no longer a problem, central banks could use their increased discretionary power to pursue new and more ambitious goals. In a world of difficult political coordination and little consensus about what must be done to put the economy back on the growth and development track, central banks are the ultimate instruments of economic policy implementation. Over the past few years, they have become responsible not only for price and financial stability, but also for a substantial part of government funding in the developed world. The consequences of this huge experiment are still to be totally understood and felt; meanwhile, a group of countries rely heavily on central banks to keep their debt cost at sustainable levels.

One of the many challenges of this new economic order will be dealing with collateral effects of ultra loose monetary policy. Using a single instrument to pursue several and sometimes conflicting goals cannot be seen as a definitive solution. In the near future, governments will be pushed to come up with an answer to the problems masked by unprecedented amounts of central bank intervention. The trigger can be a negative response from voting ballots, or, in a global scale, a return of rising prices. History shows that periods of inflation and deflation always come to an end. Then either the responsibility of economic policy will be transferred back to democratic elected leaders, or central banks will have to reevaluate their priorities and occasionally rediscover inflation targeting as an effective and useful nominal anchor. Reports of the demise of inflation targeting may prove, eventually, to be greatly exaggerated.

16 comentários:

Davila disse...

http://www.valor.com.br/brasil/2669094/bc-vai-liberar-compulsorio-para-estimular-credito-anuncia-mantega

A jornalista nem percebeu a BRUTAL mudança de paradigma presente na notícia dela...

"Quando me perguntam se sou ou não a favor da 'independência' do BACEN, minha resposta é de tipo existencial: será que o monstro deve existir?" Roberto Campos

Drunkeynesian disse...

Muito bem observado. O paradigma de BC independente morreu junto com o sistema de metas.

Thomas H. Kang disse...

Excelente post - e o inglês está bem claro e fácil de ler (do jeito que eles gostam, simples e preciso). Continue firme!

Drunkeynesian disse...

Muito obrigado, Thomas!

Arthur disse...

Não parece blog, parece jornalismo.

Drunkeynesian disse...

Essa é uma boa crítica, obrigado!

Samer Shousha disse...

Mantendo meu estilo academico chato, de uma olhada nesse artigo do Mike Woodford que questiona a incompatibilidade de termos Inflation Targeting e Financial Stability (o Woodford e' o autor de Interest & Prices, o livro-texto de cursos de monetaria hj em dia, um dos defensores de inflation targeting junto com o Bernanke e tb muito influente no "credit easing" do Fed (se quiser uma apresentacao sobre esse ultimo tema mando-lhe por email, acho que nao esta disponivel na web, passou-nos no curso aqui):
http://www.columbia.edu/~mw2230/ITFinStab.pdf

Drunkeynesian disse...

Valeu, Samer. Vou olhar, sim.

Anônimo disse...

de fato acho prematuro demais proclamar o fim do inflation target. (apesar de que mantega e cia devem achar o contrario. mas enfim, sao neo-populistas). porem, que o sistema mostrou falhas isso e inegavel. Nao ter olhado com maior importancia para bolhas no mercado imobiliario foi um erro. Nao consigo achar agora mas um trabalho muito importande do blanchard alguns anos atras ja vinha alertanto para isso. Bernanke de certa forma criticou esse trabalho dizendo que pos-crise a politica funcionaria melhor. (sera?). Australia por exemplo trata a inflacao no setor imobiliario com mais atencao ao considerar a politica monetaria. nao vou me extender por aqui mas esse eh o ponto. o sistema funcionou muito bem principalmente com a ajuda dos produros e mao de obra chinesa baixando os preços mundiais. mas tem muito o que melhorar

Drunkeynesian disse...

Talvez o maior problema do inflation targeting é que ele precisa de condições muito específicas para funcionar - ou seja, as condições onde política monetária tem efeito sobre a demanda agregada, o que não parece ser o caso, por exemplo, dos tempos atuais nos países desenvolvidos.

Jorge Browne disse...

DK, podes considerar o jornalismo como alternativa profissional.

O último parágrafo é uma pérola analítica. Põe ele no teu currículo.

Mais um elemento na minha Cruzada contra o termo populismo: agora também tem "neo-populistas". Vai entender...

Drunkeynesian disse...

Opa, obrigado! Eu sou um jornalista frustrado, queria prestar e fui desencorajado por um professor jornalista.

Parece que deu certo o negócio, logo atualizo aqui.

Anônimo disse...

Target NGDP

Delfim Bisnetto disse...

Muito bom mesmo, não apenas no conteúdo, mas também no estilo. O remate twainiano foi muito legal!

E o abandono do "inflation targeting" nos países onde a inflação ainda é um problema, como fica?

Drunkeynesian disse...

Obrigado!

O case nessa linha é a Turquia, né? 10% de inflação, crescimento e déficit de conta corrente. Quem deveria apanhar é a moeda.

NPTO disse...

Bem bacana. Mantenha-nos informado sobre o blog em inglês.