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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Os filmes (e séries) de 2014
Tem muita coisa que foi lançada em 2013 e eu não tinha visto, não sei se regula com o que passou no Brasil ano passado. Em ordem aleatória:
—All Is Lost, J.C. Chandor. Belíssima atuação do Robert Redford, mais um golaço de Chandor (ele dirigiu Margin Call).
—August Osage County, John Wells. Julia Roberts encarando Meryl Streep sem fazer feio (pelo contrário), em mais uma história de famílias infelizes.
—Before Midnight, Richard Linklater. Inferior ao anterior, mas um final digno para uma grande trilogia.
—La Grande Bellezza, Paolo Sorrentino. Não há cinismo que resista a Roma, tive a sorte de comprovar.
—In a World..., Lake Bell. A estreia da bela Bell na direção, grata surpresa.
—Movie 43, Steven Brill & Elizabeth Banks. Não vejam, é totalmente idiota (ri demais, porém).
—Prisoners, Denis Villeneuve. Melhor noir dos últimos tempos.
—A Touch of Sin, Zhangke Jia. Filmaço chinês que acho que o Tarantino gostaria de ter feito.
—La vie d'Adèle, Abdellatif Kechiche. Valeria só pela Adèle Exarchopoulos, linda e talentosa, mas é um filmaço por si só.
—Boyhood, Richard Linklater. Óbvio.
Entre as séries, gostei das temporadas de Orange Is the New Black, Girls (julguem!) e Ray Donovan. Homeland chegou a empolgar um pouco, mas terminou mal, mal. Penei pra ver uma temporada de The Americans, achei uma merda, estragaram uma premissa ótima. Gostei bastante de True Detective, mas acho que menos do que a média dos palpiteiros. House of Cards se perdeu e nunca mais vai se encontrar, acho. E bom, mas bom mesmo é Black Mirror, mas a última temporada é de 2013 (ainda não vi o episódio de Natal deste ano, bom programa pra daqui a pouco).
Feliz Natal, caros!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Os filmes de 2013
Foi bem difícil acompanhar os lançamentos este ano, o que quer dizer que ficaram de fora da minha amostra um monte de filmes potencialmente bons, que ainda pretendo assistir (A Hijacking, Before Midnight, Drinking Buddies, Frances Ha, Hannah Arendt, Machete Kills, The Bling Ring, The Kings of Summer, Blue Jasmine, Azul É a Cor Mais Quente, Gravidade, Capitão Phillips, Metegol, Enough Said...). De qualquer jeito, aí vai o que gostei da produção recente, em ordem alfabética do título em Português:
- Amor é Tudo o Que Você Precisa (Den skaldede frisør), Susanne Bier
Depois das pedradas Em um Mundo Melhor e Depois do Casamento, Bier vai relaxar na Itália e volta com essa comédia inteligente e pouco pretensiosa.
- A Caça (Jagten), Thomas Vinterberg
Acho que o melhor filme do ano, muito perturbador. Pra ficar pensando em crianças, verdade, reputação, amizade...
- A Datilógrafa (Populaire), Régis Roinsard
Uma comédia francesa com visual dos anos 1950 e que envolve um concurso de datilografia não pode ser ruim.
- A Família Flynn (Being Flynn), Paul Weitz
Todo mundo falou de De Niro em Silver Linings Playbook, mas este é o grande papel recente dele.
- Ferrugem e Ossos (De rouille et d'os), Jacques Audiard
Impressionante atuação de Marion Cotillard como uma treinadora de baleias que perde as pernas. A obra-prima de Audiard, porém, segue sendo o anterior O Profeta.
- Histórias que Contamos (Stories We Tell), Sarah Polley
A sensibilidade costumeira de Polley em versão autobiográfica.
- A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty), Kathryn Bigelow
Mais um filmaço da dupla Bigelow / Boal, deviam colocar eles pra tentar salvar Homeland.
- Marcados para Morrer (End of Watch), David Ayer
Filme de polícia sem glamour e romantização. Parabéns a quem deu o título em Português, que entrega o final.
- Nota de Rodapé (Hearat Shulayim), Joseph Cedar
As complicações de paternidade, judaismo e competição profissional, tudo junto e com humor fino.
- The Queen of Versailles, Lauren Greenfield
Pra entrar sob o verbete "alavancagem" em algum dicionário de cinema. Documentário muito interessante sobre os delírios do mercado americano antes do estouro da bolha.
- As Sessões (The Sessions), Ben Lewin
A mais nobre das profissões. Belíssima atuação de John Hawkes.
- O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Talvez não justifique plenamente o hype, mas, de forma sutil, fala muito mais sobre o Brasil de hoje do que outras obras mais pretensiosas.
- Spring Breakers: Garotas Perigosas (Spring Breakers), Harmony Korine
Só pelo delírio visual (podia ser também pelo papel de James Franco).
- Tese Sobre um Homicídio (Tesis sobre un homicidio), Hernán Goldfrid
Porque não podia faltar um argentino com Ricardo Darin na lista.
- As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower), Stephen Chbosky
Como aborrescente pode não ser chato (OK, exceção da exceção, mas deu um belo filme). Saudades bestas de, meses depois de ouvir pela primeira vez, descobrir o nome de uma música boa que estava tocando no rádio.
- A Vida de Pi, (Life of Pi), Ang Lee
O uso mais bonito de 3D que já vi (não fosse por isso, acho que não estaria na lista).
- O Voo (Flight), Robert Zemeckis
Blockbuster divertidíssimo, não tem como não gostar se você for fascinado por aviões.
- Amor é Tudo o Que Você Precisa (Den skaldede frisør), Susanne Bier
Depois das pedradas Em um Mundo Melhor e Depois do Casamento, Bier vai relaxar na Itália e volta com essa comédia inteligente e pouco pretensiosa.
- A Caça (Jagten), Thomas Vinterberg
Acho que o melhor filme do ano, muito perturbador. Pra ficar pensando em crianças, verdade, reputação, amizade...
- A Datilógrafa (Populaire), Régis Roinsard
Uma comédia francesa com visual dos anos 1950 e que envolve um concurso de datilografia não pode ser ruim.
- A Família Flynn (Being Flynn), Paul Weitz
Todo mundo falou de De Niro em Silver Linings Playbook, mas este é o grande papel recente dele.
- Ferrugem e Ossos (De rouille et d'os), Jacques Audiard
Impressionante atuação de Marion Cotillard como uma treinadora de baleias que perde as pernas. A obra-prima de Audiard, porém, segue sendo o anterior O Profeta.
- Histórias que Contamos (Stories We Tell), Sarah Polley
A sensibilidade costumeira de Polley em versão autobiográfica.
- A Hora Mais Escura (Zero Dark Thirty), Kathryn Bigelow
Mais um filmaço da dupla Bigelow / Boal, deviam colocar eles pra tentar salvar Homeland.
- Marcados para Morrer (End of Watch), David Ayer
Filme de polícia sem glamour e romantização. Parabéns a quem deu o título em Português, que entrega o final.
- Nota de Rodapé (Hearat Shulayim), Joseph Cedar
As complicações de paternidade, judaismo e competição profissional, tudo junto e com humor fino.
- The Queen of Versailles, Lauren Greenfield
Pra entrar sob o verbete "alavancagem" em algum dicionário de cinema. Documentário muito interessante sobre os delírios do mercado americano antes do estouro da bolha.
- As Sessões (The Sessions), Ben Lewin
A mais nobre das profissões. Belíssima atuação de John Hawkes.
- O Som ao Redor, Kleber Mendonça Filho
Talvez não justifique plenamente o hype, mas, de forma sutil, fala muito mais sobre o Brasil de hoje do que outras obras mais pretensiosas.
- Spring Breakers: Garotas Perigosas (Spring Breakers), Harmony Korine
Só pelo delírio visual (podia ser também pelo papel de James Franco).
- Tese Sobre um Homicídio (Tesis sobre un homicidio), Hernán Goldfrid
Porque não podia faltar um argentino com Ricardo Darin na lista.
- As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower), Stephen Chbosky
Como aborrescente pode não ser chato (OK, exceção da exceção, mas deu um belo filme). Saudades bestas de, meses depois de ouvir pela primeira vez, descobrir o nome de uma música boa que estava tocando no rádio.
- A Vida de Pi, (Life of Pi), Ang Lee
O uso mais bonito de 3D que já vi (não fosse por isso, acho que não estaria na lista).
- O Voo (Flight), Robert Zemeckis
Blockbuster divertidíssimo, não tem como não gostar se você for fascinado por aviões.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Desenvolvimento no Cinema
Do paper do Banco Mundial The Projection of Development - Cinematic Representation as An(other) Source of Authoritative Knowledge?, uma lista de filmes envolvendo temas de desenvolvimento:
- Apocalypto (2006)
- Avatar (2009)
- Bamako (2006)
- Beyond Borders (2003)
- Black Robe (1991)
- Blood Diamond (2006)
- Cannibal Tours (1989)
- Casino Royale (2006)
- Circle of Deceit (1981)
- City of God (2002)
- Critical Assignment (The Guinness film, 2003)
- Dirty Pretty Things (2002)
- Entre Nos (2009)
- Even the Rain (También la lluvia) (2010)
- Gandhi (1984)
- Gangs of New York (2002)
- Gangster’s Paradise: Jerusalema (2008)
- Hotel Rwanda (2004)
- In the Loop (2009)
- Johnny Mad Dog (2008)
- Journey to Banana Land (1950)
- Jungle Drums of Africa (1953)
- La Yuma (2010)
- Men with Guns (1997)
- Missing (1982)
- Salaam Bombay (1988)
- Salmon Fishing in Yemen (2011)
- Salvador (1983)
- Sin Nombre (2009)
- Slumdog Millionaire (2009)
- Tears of the Sun (2003)
- The Beach (2000)
- The Constant Gardener (2005)
- The Constant Gardner (2005)
- The Day after Tomorrow (2004)
- The Fog of War (2003)
- The Gods Must be Crazy (1981)
- The Hurt Locker (2008)
- The Killing Fields (1984)
- The Last King of Scotland (2006)
- The March (1990)
- The Mission (1986)
- The Motorcycle Diaries (2004)
- The Painted Veil (2006)
- The Year of Living Dangerously (1982)
- Tsotsi (2005)
- Turistas (2006)
- Under Fire (1983)
- Viva Zapata (1952)
- Volunteers (1985)
- White Material (2009)
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Leituras perdidas
- A miragem da classe média na América Latina.
- Bela lista de leituras para um mestrado caseiro em economia.
- Um ótimo compilador de notícias sobre conjuntura macroeconômica.
- Porque voos com passagens totalmente vendidas decolam da Venezuela com metade da lotação.
- Debate no NY Times sobre a crise diplomática Brasil-EUA.
- 10 mandamentos para o uso de e-mail, por Tim Harford.
- Um GIF animado útil, ensinando a melhorar a apresentação de gráficos.
- Desintelligentsia, blog novo do Vinicius Justo com o nobre propósito de desancar as asneiras ditas por aí. Vida longa!
- O Grande Lebowski em um minuto.
- Duke Ellington no Afeganistão (!!!)
- O CalTech disponibilizou em HTML o primeiro volume das célebres aulas de Richard Feynman.
- Clarice Lispector entrevistando Pablo Neruda.
- Bela lista de leituras para um mestrado caseiro em economia.
- Um ótimo compilador de notícias sobre conjuntura macroeconômica.
- Porque voos com passagens totalmente vendidas decolam da Venezuela com metade da lotação.
- Debate no NY Times sobre a crise diplomática Brasil-EUA.
- 10 mandamentos para o uso de e-mail, por Tim Harford.
- Um GIF animado útil, ensinando a melhorar a apresentação de gráficos.
- Desintelligentsia, blog novo do Vinicius Justo com o nobre propósito de desancar as asneiras ditas por aí. Vida longa!
- O Grande Lebowski em um minuto.
- Duke Ellington no Afeganistão (!!!)
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Leituras da Semana
- Duplo autojabá: falei para uma matéria da revista InfoMoney sobre o papel do Twitter em investimentos e um texto meu em inglês sobre livre comércio no Brasil.
- Relatório do Credit Suisse sobre infraestrutura no Brasil.
- O mais recente relatório anual da OECD sobre educação.
- Relatório anual da UNCTAD sobre investimentos globais.
- Robert Gordon e uma teoria para a estagnação dos EUA.
- Entrevista de José Alexandre Scheinkman para a Folha. Scheinkman está trocando Princeton por Columbia.
- Um modelo econômico para o mercado de etanol no Brasil.
- Dylan Grice sobre o valor intrínseco do ouro.
- Timothy Garton Ash sobre a liderança da Alemanha na Europa.
- Duas conferências de Barry Eichengreen em São Paulo.
- Entrevista do FT com Edward Tufte.
- Os filmes favoritos de Kubrick, Scorsese, Woody Allen, Coppola, Tarantino... A lista de filmes que Spike Lee recomenda a seus alunos na NYU.
- Problemas envolvendo o Microsoft Word.
- As semelhanças entre Walter White, Steve Jobs e Marc Zuckerberg.
- Como escolher as melodias mais bonitas já compostas.
- Relatório do Credit Suisse sobre infraestrutura no Brasil.
- O mais recente relatório anual da OECD sobre educação.
- Relatório anual da UNCTAD sobre investimentos globais.
- Robert Gordon e uma teoria para a estagnação dos EUA.
- Entrevista de José Alexandre Scheinkman para a Folha. Scheinkman está trocando Princeton por Columbia.
- Um modelo econômico para o mercado de etanol no Brasil.
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- Os filmes favoritos de Kubrick, Scorsese, Woody Allen, Coppola, Tarantino... A lista de filmes que Spike Lee recomenda a seus alunos na NYU.
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sexta-feira, 24 de maio de 2013
Leituras da Semana
- Ambrose Evans-Pritchard compra uma briga sobre o Japão com Kyle Bass.
- A Islândia no pós-crise, mito ou milagre? (nenhum dos dois, claro)
- Almoço do Valor com Armínio Fraga.
- Uma explicação para a falta de papel higiênico na Venezuela.
- O viciante novo site de rankings da Bloomberg.
- Stálin e Churchill, companheiros de copo.
- Um mapa do Brasil que realmente importa.
- Entrevista da Folha com Costa-Gavras sobre O Capital, seu mais recente filme.
- Drauzio Varella sobre Paulo Vanzolini.
- Os 50 melhores jogos da história do Campeonato Brasileiro.
- Piadas de matemáticos.
- A Islândia no pós-crise, mito ou milagre? (nenhum dos dois, claro)
- Almoço do Valor com Armínio Fraga.
- Uma explicação para a falta de papel higiênico na Venezuela.
- O viciante novo site de rankings da Bloomberg.
- Stálin e Churchill, companheiros de copo.
- Um mapa do Brasil que realmente importa.
- Entrevista da Folha com Costa-Gavras sobre O Capital, seu mais recente filme.
- Drauzio Varella sobre Paulo Vanzolini.
- Os 50 melhores jogos da história do Campeonato Brasileiro.
- Piadas de matemáticos.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Leituras da Semana
- Pesquisa do Deutsche Bank sobre preços pelo mundo.
- Uma aula de humildade (parece sincera) por Bill Gross.
- O que a Europa tem a aprender com as crises de dívida da América Latina.
- Charles Gave prevê uma depressão para a França.
- Entrevista da Salon com Jim Chanos.
- John Cassidy sobre Janet Yellen, a possível futura presidente do Fed.
- Robert M. Solow sobre Ben Bernanke e a financialização nos EUA.
- George Soros volta a defender a emissão de eurobônus.
- Barry Eichengreen e a influência da história nas políticas monetárias dos EUA e da Europa.
- A entrevista mais recente de Stanley Druckenmiller, para a Bloomberg.
- Um documentário sobre planos de estabilização no Brasil (ainda não vi).
- Os departamentos de história nos EUA voltaram a estudar o capitalismo.
- Qual questão vários cientistas temem ser perguntados?
- Quatro livros de Tony Judt estão sendo relançados nos EUA.
- Como investir na Coreia do Norte.
- O tratado definitivo sobre tretas na internet.
- Uma tabela periódica do jazz.
- Ian McEwan sobre Margaret Thatcher. Sua carreira em 10 momentos e pelas capas da The Economist. Recomendação de livros sobre o thatcherismo.
- Dana Stevens, a ótima crítica de cinema da Slate, sobre Roger Ebert. Duas das críticas mais legais dele: a do lançamento de Apocalypse Now e a de Waking Life para a série Great Movies.
- Literatura erótica, literalmente.
- A explicação definitiva para a escalada dos preços do tomate.
- Uma aula de humildade (parece sincera) por Bill Gross.
- O que a Europa tem a aprender com as crises de dívida da América Latina.
- Charles Gave prevê uma depressão para a França.
- Entrevista da Salon com Jim Chanos.
- John Cassidy sobre Janet Yellen, a possível futura presidente do Fed.
- Robert M. Solow sobre Ben Bernanke e a financialização nos EUA.
- George Soros volta a defender a emissão de eurobônus.
- Barry Eichengreen e a influência da história nas políticas monetárias dos EUA e da Europa.
- A entrevista mais recente de Stanley Druckenmiller, para a Bloomberg.
- Um documentário sobre planos de estabilização no Brasil (ainda não vi).
- Os departamentos de história nos EUA voltaram a estudar o capitalismo.
- Qual questão vários cientistas temem ser perguntados?
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- Como investir na Coreia do Norte.
- O tratado definitivo sobre tretas na internet.
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segunda-feira, 25 de março de 2013
Leituras da Semana (passada) - não contém Chipre
- Operando ações aleatoriamente.
- Biografia de Albert O. Hirschmann, sai semana que vem nos EUA.
- Férias no Irã, com inflação acelerando.
- O comércio entre países do hemisfério sul do mundo já é quase tão importante quanto entre sul e norte.
- Os piores gráficos em trabalhos científicos.
- Moisés Naím indica cinco livros sobre poder.
- O preço do bagre no Vietnã, uma historinha sobre livre comércio (ou não).
- O que o fim do Reader diz sobre o Google.
- Cerveja como base da civilização.
- Fatos sobre a Hungria.
- Dois belos ensaios de Zadie Smith: sobre alegria e sobre Joni Mitchell, descontinuidades e inconsistências.
- Hipsters e a era da ironia.
- Um filme para cada estado dos EUA.
- A batalha das fontes com e sem serifa.
- Biografia de Albert O. Hirschmann, sai semana que vem nos EUA.
- Férias no Irã, com inflação acelerando.
- O comércio entre países do hemisfério sul do mundo já é quase tão importante quanto entre sul e norte.
- Os piores gráficos em trabalhos científicos.
- Moisés Naím indica cinco livros sobre poder.
- O preço do bagre no Vietnã, uma historinha sobre livre comércio (ou não).
- O que o fim do Reader diz sobre o Google.
- Cerveja como base da civilização.
- Fatos sobre a Hungria.
- Dois belos ensaios de Zadie Smith: sobre alegria e sobre Joni Mitchell, descontinuidades e inconsistências.
- Hipsters e a era da ironia.
- Um filme para cada estado dos EUA.
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sexta-feira, 8 de março de 2013
Leituras da Semana
![]() |
| Helicópteros de dinheiro são para os fracos |
- Uma comparação interessante entre os índices de inflação de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Venezuela e variações de preços na internet. O resultado é o que você imagina. Dica do leitor J.
- Aviões de dinheiro (literais) teriam salvado a Grécia de uma corrida bancária. O euro esteve incrivelmente perto de se esfacelar ano passado.
- Mansueto Almeida duas vezes sobre bancos públicos: aqui e aqui.
- A (falta de) competitividade internacional do Brasil.
- A Argentinofilia de Paul Krugman.
- Moisés Naím sobre Hugo Chávez. Ótimo gráfico comparando a evolução dos termos de troca nos países da América Latina, reforça o tamanho da sorte que acompanhou os mandatos de Chávez. O editorial da última The Economist.
- Os bairros mais caros do Brasil.
- O Índice Starbucks.
- Ótimo guia para ratings de crédito soberano.
- Uma introdução à desigualdade global, por Branko Milanovic.
- Entrevista da Folha com Ricardo Paes de Barros.
- As cidades com quartos de hotel mais caros do mundo.
- Você anda lendo demais o Zero Hedge?
- Uma carta para Marissa Mayer, a CEO do Yahoo! que proibiu os funcionários de trabalharem de casa.
- Entrevista com John Gray.
- Entrevista com Teju Cole, sobre drones e mais.
- Do que fala a literatura brasileira contemporânea.
- Um projeto para ler todos os romances mais vendidos dos últimos 100 anos.
- Uma resenha muito interessante de Django Livre.
- Candidatando-se para a vaga de papa.
- Jacques Derrida entrevistando Ornette Coleman.
- Criei um Tumblr para alimentar (como se precisasse) meu lado diletante.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Leituras das últimas semanas
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| Geografia é destino? |
- Uma explicação alternativa para a desaceleração do Brasil: um "sudden stop" auto-imposto.
- Dois bons textos do Mansueto Almeida sobre o "milagre" dos bancos públicos: aqui e aqui.
- Breve história dos controles de preços.
- James Montier, da GMO, sobre hiperinflações.
- Teoria dos jogos aplicada na sala de aula.
- Edmund Phelps sobre expectativas racionais.
- A relação entre o formato dos países e sua economia.
- As leis fundamentais da estupidez humana, pelo historiador econômico italiano Carlo M. Cipolla (dica Leo Monasterio)
- Os livros que influenciaram John Van Reenen, da LSE.
- Dilbert na aula de macroeconomia.
- Uma carta de Karl Marx para Abraham Lincoln.
- Estatística na União Soviética.
- Um mapa do domínio mundial da Anheuser-Busch InBev e SABMiller.
- Explorando uma base de dados de 10.000 atores pornô.
- Ótima lista (em construção) dos melhores filmes sobre política (dica Maurício Santoro).
- Velocidade Máxima na vida real.
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
O melhor do Carnaval 2013
Enquanto o nível de álcool no sangue vai baixando e a inspiração não aparece, resolvi descaradamente copiar um post do Leo Monasterio:
Filmes
- The Bothersome Man - Norueguês, de 2006, começa com um jeitão Paris, Texas (só que filmado na Islândia) e mostra uma distopia onde todos parecem felizes, mas não há espaço para sentimentos. Isso é mostrado ao longo do filme com tanta sutileza (ou sou tapado, mesmo) que demorei bastante para perceber o que havia de errado na cidade fictícia, e depois fiquei bastante tempo pensando.
- O Lado Bom da Vida - Seria fraquinho se tivesse ido ver com poucas expectativas, mas é quase um insulto depois de saber que está concorrendo a 8 Oscars, entre eles todas as principais categorias. Valeu para ver a versão mulherão da Jennifer Lawrence.
- O Mestre - O visual às vezes lembra as obras de Terrence Malick, a trilha, de novo do Radiohead Jonny Greenwood, é original e perturbadora, e o filme é difícil e recompensador. A ótima Dana Stevens precisou de duas revisões para escrever uma crítica.
- 2 Coelhos - Bom filme brasileiro do ano passado, com enredo malucão e contado de forma não-linear, relevando aos poucos novas informações e twists, com pouco descanso para o espectador. Não seria surpresa se alguém resolvesse comprar e refilmar em Hollywood.
- Beaufort - Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008, perdendo para o ótimo Os Falsários. Narra os últimos dias da ocupação de Israel em um castelo cruzado no Líbano, em 2000. Muito tenso e realista, supostamente baseado na experiência do diretor como oficial do exército.
Livros
Os livros perderam feio no feriado para a cerveja, os filmes e a quinta temporada de The Wire... Avancei muito pouco no Dom Quixote (previsão de término: dezembro) e no Antifragile (muito menos "devorável" que os outros livros do Taleb).
Filmes
- The Bothersome Man - Norueguês, de 2006, começa com um jeitão Paris, Texas (só que filmado na Islândia) e mostra uma distopia onde todos parecem felizes, mas não há espaço para sentimentos. Isso é mostrado ao longo do filme com tanta sutileza (ou sou tapado, mesmo) que demorei bastante para perceber o que havia de errado na cidade fictícia, e depois fiquei bastante tempo pensando.
- O Lado Bom da Vida - Seria fraquinho se tivesse ido ver com poucas expectativas, mas é quase um insulto depois de saber que está concorrendo a 8 Oscars, entre eles todas as principais categorias. Valeu para ver a versão mulherão da Jennifer Lawrence.
- O Mestre - O visual às vezes lembra as obras de Terrence Malick, a trilha, de novo do Radiohead Jonny Greenwood, é original e perturbadora, e o filme é difícil e recompensador. A ótima Dana Stevens precisou de duas revisões para escrever uma crítica.
- 2 Coelhos - Bom filme brasileiro do ano passado, com enredo malucão e contado de forma não-linear, relevando aos poucos novas informações e twists, com pouco descanso para o espectador. Não seria surpresa se alguém resolvesse comprar e refilmar em Hollywood.
- Beaufort - Concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008, perdendo para o ótimo Os Falsários. Narra os últimos dias da ocupação de Israel em um castelo cruzado no Líbano, em 2000. Muito tenso e realista, supostamente baseado na experiência do diretor como oficial do exército.
Livros
Os livros perderam feio no feriado para a cerveja, os filmes e a quinta temporada de The Wire... Avancei muito pouco no Dom Quixote (previsão de término: dezembro) e no Antifragile (muito menos "devorável" que os outros livros do Taleb).
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Leituras da Semana
![]() |
| Not-so-dismal art |
- O verdadeiro custo do salvamento da AIG.
- A moda México.
- Uma breve história da macroeconomia.
- Charles Goodhart e Vincent Reinhart contra metas pra PIB nominal.
- Resenha da biografia de Paul Volcker. Preciso comprar. O novo livro de Alan S. Blinder, sobre a crise.
- Edward Chancellor e Mike Monnelly sobre a vulnerabilidade do sistema de crédito da China.
- Um "teste de significância" para Davos.
- Debate imaginário entre Keynes, Marx, Lagarde e Schumacher.
- O que economistas sabem sobre imigração.
- Conheça a "Great Gatsby Curve".
- Uma briga (com classe) entre Tim Harford e Gideon Rachman, economista x historiador.
- Boa história sobre o possível fim das empregadas domésticas no Brasil.
- Provavelmente o gráfico econômico mais cool da história.
- A população mundial por latitude e longitude.
- André Lara Resende sobre otimismo.
- Uma entrevista com Edward Tufte.
- Uma visita a Pyongyang.
- 102 grandes artigos do ano passado.
- 38 mil (!!!) livros gratuitos para Kindle. A baixa margem de lucro da Amazon.
- Para os músicos amadores, um ótimo site com partituras dos Real Book.
- Richard Linklater sobre a sequência de Antes de Anoitecer, que estreou no festival de Sundance.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Conferindo as previsões para 2012
Hora do leitor se divertir com a pretensão deste escriba ao imaginar há um ano o que aconteceria nos doze meses seguintes:
- Juros reais no Brasil vão seguir caindo. Investir em NTN-Bs seguirá sendo uma boa opção, o retorno deve superar o CDI por mais um ano.
Comecei com um mega acerto: para a alegria dos fundos multimercados, os juros caíram de forma praticamente ininterrupta durante 2010. Para os detentores de NTN-B, melhor ainda, já que a inflação seguiu relativamente alta. O rendimento anual da NTN-B 2022 caiu de 5,47% para 3,32%, e o índice IMA-B rendeu quase 27% no ano. 1 / 1.
- Juros das Treasuries americanas também cairão, fazendo novas mínimas históricas.
Fato: os juros de 10 anos americanos começaram o ano a 1,95%, terminaram a 1,80%, mas chegaram a 1,39% em julho, menor taxa desde sempre. 1 / 1.
- Juros de 10 anos dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Alemanha começam 2012 mais ou menos nos mesmos níveis (entre 1,9% e 2,0%). Acredito em algumas apostas de divergência, comprando EUA e Canadá e vendendo os outros dois.
A hipótese por trás dessa previsão é que o mercado de renda fixa ia começar a diferenciar ainda mais entre os créditos soberanos; aconteceu justo o contrário: spreads fecharam e os juros tiveram uma nova convergência. No caso da Europa, a decisão da Alemanha de, indiretamente, financiar a dívida da parte "ruim" do continente não só não piorou sua percepção de risco de crédito, mas muito dinheiro entrou no país em busca de segurança. Os juros de EUA, Canadá e Inglaterra terminaram 2012 mais ou menos no mesmo patamar (perto de 1,9%); a Alemanha furou de vez a previsão e encerrou o ano pagando 1,32%. 0 / 1.
- Política monetária segue frouxa no mundo todo. E tome QE3 nos EUA, QEn no Reino Unido, algo parecido na Europa...
Sim, bancos centrais seguiram muito ativos, e a política monetária seguiu bastante frouxa (mais em termos de juros baixos do que em crescimento de balanços - monetaristas vão preferir esta medida). A próxima alta de juros no mundo desenvolvido concorre no futuro distante com a volta do cometa Halley. 1 / 1.
- O real vai seguir se depreciando contra o dólar americano, assim como o rand sul-africano, a lira turca, o peso mexicano e o forint húngaro.
2012 passou longe de ser um ano de fortalecimento geral do dólar. O real e o rand de fato se depreciaram, mas as demais moedas que listei bateram com gosto na minha cara (lira turca +6%, peso mexicano +8,4%, forint +10%). 0,3 / 1.
- Reservas internacionais brasileiras não chegam aos US$ 400 bilhões. Chance não desprezível de começarem a cair. Comprar CDS do Brasil e México a um prêmio de 160 b.p. (50 b.p. mais baixo que o da França) parece uma boa aposta assimétrica.
De novo previsão baseada na ideia de dólar mais forte, ou um aperto na liquidez nesta moeda. Valeu para as reservas do Brasil (terminaram o ano perto de US$380 bilhões, mais ou menos estáveis desde maio), mas os prêmios de CDS seguiram o fechamento dos spreads de renda fixa. Brasil e México começam 2013 com prêmios próximos a 100 b.p. (do ponto de vista de assimetria, a aposta agora é ainda melhor). 0,4 / 1.
- Sigo comprando bancos americanos, vendendo bancos europeus (o short selling está banido na maioria dos mercados na Europa, mas há como montar proxies disso).
A estratégia teria sido muito ganhadora se fosse revertida por volta do meio do ano. Desde então, o pacote de bondades de Mario Draghi e companhia provocou uma forte recuperação nas ações dos bancos europeus. Os índices que representam esses mercados tiveram desempenhos muito parecidos: o S&P500 Financials Index (EUA) subiu 26%; o Stoxx 600 Banks subiu 23,5%. 0,5 / 1.
- Se o crescimento da China ameaçar ir abaixo do esperado, o banco central voltará a desvalorizar o yuan. Acho o payoff dessa aposta muito bom, mesmo num cenário de crescimento inalterado, já que a maioria do mundo acha que o yuan só deveria se valorizar. Outra aposta muito boa em moedas é comprar coroa dinamarquesa contra euro, favorita do Cerebelo Econômico.
É, a maioria do mundo teve razão, e o yuan valorizou 1% contra o dólar durante 2012 (pelo menos confirmou a assimetria da aposta). O peg euro / coroa dinamarquesa seguiu inabalado. 0,2 / 1.
- Preços de imóveis nos EUA já fizeram a mínima; o índice Case-Shiller deve voltar a subir. Em São Paulo e no Rio, creio que estamos perto de uma inflexão. No melhor dos casos, acredito em altas até 10%, e o custo de oportunidade começaria a pesar.
A última leitura do Case-Shiller é do final de outubro; se vale a tendência, de fato, o índice fez uma mínima no final de 2011 e passou a subir. A alta até então era de 5%. Por aqui, o FIPE ZAP subia 13% nos doze meses até o final de novembro - nada perto da exuberância dos últimos anos, mas longe de causar alguma preocupação para os compradores. 0,5 / 1.
- Ações para vender: LinkedIn, Zynga, Groupon, Facebook (depois do IPO). No geral, negócios que dependem de muita fé em crescimento de fluxos de caixa futuros não irão bem (Grupo X?). Vou seguir apostando contra a Apple porque errei no ano passado (péssimo motivo, mas aqui passa).
Nas ações americanas LinkedIn bateu na minha cara (+75%), acertei em cheio as demais (Zynga -75%, Groupon -75%, Facebook caiu 33% do IPO até o final do ano). O ano de fato foi péssimo para os sócios do Eike Batista (OGX -65%, MMX -36%, LLX -25%, OSX -11%), assim como era o motivo para apostar contra a Apple (+33% - ainda que tenha valido a regra de bolso que diz que empresas ainda não conseguiram passar muito tempo com valor de mercado acima de US$500 bilhões). 0,7 / 1.
- Agências de classificação de risco vão continuar o mergulho na direção da irrelevância. Venderia ações da Moody's, por princípio. Possivelmente sofrerão ameaças ou represálias dos governos que tiverem suas notas rebaixadas.
Talvez tenha acertado o princípio (os mercados de dívida soberana pouco reagiram a vários rebaixamentos, sobretudo na Europa), mas o acionista da Moody's teve um grande ano (+47%), provavelmente pela forte atividade de novos emissores. 0,3 / 1.
- Será bom comprar ações no Brasil, mas num preço pelo menos 10% mais baixo do que estão começando o ano. Ainda assim, melhor fazer o mínimo de stock picking do que comprar o índice, temo muito pela combinação de commodities + empresas picaretas que o compõe hoje. Para pegar um caso, bancos grandes devem ir melhor do que o índice. Empresas "parceiras" do BNDES, pior.
10% de queda no Ibovespa coincide (foi sorte, mesmo, não tinha pensado nesses termos) com o melhor suporte para o índice no ano, ao redor dos 52.000 pontos. E de fato o stock picking evitando commodities e picaretas funcionou muito bem, vide o bom desempenho de muitos fundos ativos ou long-short. Houve alguma dispersão entre os bancos grandes (BB e Bradesco melhores, Itaú e Santander piores), e as empresas X e os frigoríficos (pra ficar nos casos mais evidentes) de fato foram pior do que o índice. 0,8 / 1.
- Não gosto de Vale, vai ser dos shorts mais líquidos disponíveis no mercado quando o mundo se der conta de que a China pode, surpresa, não crescer perto de 10% ano após ano.
Vale chegou a cair mais de 20% no ano, teve uma grande recuperação e terminou mais ou menos no 0 x 0. O susto com o minério de ferro passou relativamente rápido, mas foi uma oportunidade para quem soube realizar lucros. 0,4 / 1.
- Bancos médios vão seguir indo mal no Brasil. O modelo de negócios da maioria deles (captar caro no exterior e emprestar ainda mais caro aqui) parece estar se esgotando. O FGC deve ter trabalho.
BVA, Cruzeiro do Sul... as fraudes começaram a aparecer, mas o mercado diferenciou bem o setor, e os demais listados (Indusval, Pine, ABC) tiveram um bom ano. 0,5 / 1.
- Não tenho grandes convicções em commodities, mas se fosse pra comprar algo, seria petróleo.Agrícolas têm cara de que ainda podem cair muito.
Petróleo passou bem pouco tempo acima de onde começou o ano ($103 para o barril de WTI), teria sido péssimo investimento. O índice de agrícolas (DBA) caiu um pouco durante o ano (3%), com grande diferenciação (trigo, soja e milho subiram; açúcar, algodão e café caíram bastante). 0,1 / 1.
- Creio que hedge funds terão outro ano para ser esquecido, com mercados de ações sem tendência e intervenções cada vez maiores dos governos.
De fato, o ano foi muito difícil para hedge funds, que muito provavelmente (dados demoram para serem consolidados) tiveram desempenho pior do que a maioria das estratégias passivas. Ações ficaram mesmo sem tendência durante grande parte do ano, e as intervenções tiveram gatilhos e consequências muito difíceis de serem previstas. 1 / 1.
- Ainda há alguma intenção de concluir a Rodada de Doha, da OMC? Se há, vai falhar.
Não houve, aparentemente o mundo tinha coisas mais importantes para se preocupar. 0 / 0.
- São Paulo vai eleger um prefeito de ruim a muito ruim.
Considerando que estivemos perto de eleger o Rousseau Mano, acho que saímos no lucro. 0,5 / 1.
- Metade das participantes do Big Brother farão capas da Playboy e/ou Sexy.
Não contei, mas essa previsão é quase como dizer que o sol vai nascer amanhã: um dia vai falhar, mas demora... 1 / 1.
- Meryl Streep será, de novo, indicada para um Oscar (dããã).
Não só foi indicada, ganhou o terceiro como a Margaret Thatcher do fraquinho A Dama de Ferro. 1 / 1.
- O Corinthians finalmente vence a Libertadores (PAREM DE RIR!). Lusa se segura na série A.
Preciso recorrer aos grandes irmãos Gershwin para celebrar o maior acerto da história deste blog:
They all laughed at Christopher Columbus
When he said the world was round
They all laughed when Edison recorded sound
They all laughed at Wilbur and his brother
When they said that man could fly
They told Marconi
Wireless was a phony
It's the same old cry
(...)
For ho, ho, ho!
Who's got the last laugh?
Hee, hee, hee!
Let's at the past laugh
Ha, ha, ha!
Who's got the last laugh now?
E a Lusa bem que tentou cair, mas se segurou entre os grandes. 1,2 / 1.
- Usain Bolt perde os 100m rasos, mas leva os 200m em Londres. Brasil fará novo fiasco, no futebol masculino e no geral.
Bolt foi a Apple dos esportes, impossível apostar contra. Quanto ao Brasil:
- Os filmes argentinos continuarão (muito) melhores que os brasileiros.
Na minha lista de melhores do ano entraram um argentino e um brasileiro, mas não foi um ano em que acompanhei de perto a produção de ambos (leitores, alguma opinião?). Grandes expectativas para O Som ao Redor, que estreia em SP amanhã. 0,5 / 1.
- O megahit Ai Se Eu Te Pego será regravado em Espanhol, Italiano, Romeno, Swahili, Esperanto e Cantonês.
Devem ter gravado até em klingon e algumas das línguas do Tolkien. Algumas amostras aqui. 0,8 / 1.
- O mundo não vai acabar em 21 de Dezembro. Lá pra Novembro eu publico a nova data.
Esqueci de publicar a nova data, mas, aparentemente, sobrevivemos. 1 / 1.
- Vou errar mais previsões do que no ano passado.
Somando meus pontos (se corretamente atribuídos, cornetem nos comentários):
Previsões "sérias" (economia, mercados e afins): 8,5 / 16 = 53%
Previsões aleatórias: 6,9 / 8 = 86%
Total: 15,4 / 24 = 64%
Acertei mais do que ano passado, o que faz esta metaprevisão contar como erro e joga meu desempenho para 62%, um pouco melhor do que um chimpanzé jogando cara ou coroa (pior ainda considerando que o que puxou a média pra cima foram as previsões não relacionadas à economia - aceito ofertas de emprego para comentar entretenimento e esportes).
Numa nota um pouco mais séria: a cada ano que passo trabalhando com gestão de dinheiro, aumenta minha convicção de que acertar previsões tem importância secundária para essa atividade (sorte, flexibilidade, gestão de risco e margem de segurança são muito mais relevantes). Hoje trato-as como hipóteses: boas até serem contrariadas pelos mercados, tendo que ser trocadas ou modificadas a partir daí (como diz um antigo chefe, somos pagos para ganhar dinheiro para os clientes, não para nos provarmos certos). Tendo partido de economista de formação quase totalmente ortodoxa e cheio de convicções, esse tem sido um processo difícil de deseducação, mas que tem facilitado enormemente minha vida. Talvez sirva de conselho para quem quer seguir o mesmo caminho.
Em alguns dias coloco aqui meus chutes para este ano, ainda preciso gastar mais um tempo pensando.
- Juros reais no Brasil vão seguir caindo. Investir em NTN-Bs seguirá sendo uma boa opção, o retorno deve superar o CDI por mais um ano.
Comecei com um mega acerto: para a alegria dos fundos multimercados, os juros caíram de forma praticamente ininterrupta durante 2010. Para os detentores de NTN-B, melhor ainda, já que a inflação seguiu relativamente alta. O rendimento anual da NTN-B 2022 caiu de 5,47% para 3,32%, e o índice IMA-B rendeu quase 27% no ano. 1 / 1.
- Juros das Treasuries americanas também cairão, fazendo novas mínimas históricas.
Fato: os juros de 10 anos americanos começaram o ano a 1,95%, terminaram a 1,80%, mas chegaram a 1,39% em julho, menor taxa desde sempre. 1 / 1.
- Juros de 10 anos dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Alemanha começam 2012 mais ou menos nos mesmos níveis (entre 1,9% e 2,0%). Acredito em algumas apostas de divergência, comprando EUA e Canadá e vendendo os outros dois.
A hipótese por trás dessa previsão é que o mercado de renda fixa ia começar a diferenciar ainda mais entre os créditos soberanos; aconteceu justo o contrário: spreads fecharam e os juros tiveram uma nova convergência. No caso da Europa, a decisão da Alemanha de, indiretamente, financiar a dívida da parte "ruim" do continente não só não piorou sua percepção de risco de crédito, mas muito dinheiro entrou no país em busca de segurança. Os juros de EUA, Canadá e Inglaterra terminaram 2012 mais ou menos no mesmo patamar (perto de 1,9%); a Alemanha furou de vez a previsão e encerrou o ano pagando 1,32%. 0 / 1.
- Política monetária segue frouxa no mundo todo. E tome QE3 nos EUA, QEn no Reino Unido, algo parecido na Europa...
Sim, bancos centrais seguiram muito ativos, e a política monetária seguiu bastante frouxa (mais em termos de juros baixos do que em crescimento de balanços - monetaristas vão preferir esta medida). A próxima alta de juros no mundo desenvolvido concorre no futuro distante com a volta do cometa Halley. 1 / 1.
- O real vai seguir se depreciando contra o dólar americano, assim como o rand sul-africano, a lira turca, o peso mexicano e o forint húngaro.
2012 passou longe de ser um ano de fortalecimento geral do dólar. O real e o rand de fato se depreciaram, mas as demais moedas que listei bateram com gosto na minha cara (lira turca +6%, peso mexicano +8,4%, forint +10%). 0,3 / 1.
- Reservas internacionais brasileiras não chegam aos US$ 400 bilhões. Chance não desprezível de começarem a cair. Comprar CDS do Brasil e México a um prêmio de 160 b.p. (50 b.p. mais baixo que o da França) parece uma boa aposta assimétrica.
De novo previsão baseada na ideia de dólar mais forte, ou um aperto na liquidez nesta moeda. Valeu para as reservas do Brasil (terminaram o ano perto de US$380 bilhões, mais ou menos estáveis desde maio), mas os prêmios de CDS seguiram o fechamento dos spreads de renda fixa. Brasil e México começam 2013 com prêmios próximos a 100 b.p. (do ponto de vista de assimetria, a aposta agora é ainda melhor). 0,4 / 1.
- Sigo comprando bancos americanos, vendendo bancos europeus (o short selling está banido na maioria dos mercados na Europa, mas há como montar proxies disso).
A estratégia teria sido muito ganhadora se fosse revertida por volta do meio do ano. Desde então, o pacote de bondades de Mario Draghi e companhia provocou uma forte recuperação nas ações dos bancos europeus. Os índices que representam esses mercados tiveram desempenhos muito parecidos: o S&P500 Financials Index (EUA) subiu 26%; o Stoxx 600 Banks subiu 23,5%. 0,5 / 1.
- Se o crescimento da China ameaçar ir abaixo do esperado, o banco central voltará a desvalorizar o yuan. Acho o payoff dessa aposta muito bom, mesmo num cenário de crescimento inalterado, já que a maioria do mundo acha que o yuan só deveria se valorizar. Outra aposta muito boa em moedas é comprar coroa dinamarquesa contra euro, favorita do Cerebelo Econômico.
É, a maioria do mundo teve razão, e o yuan valorizou 1% contra o dólar durante 2012 (pelo menos confirmou a assimetria da aposta). O peg euro / coroa dinamarquesa seguiu inabalado. 0,2 / 1.
- Preços de imóveis nos EUA já fizeram a mínima; o índice Case-Shiller deve voltar a subir. Em São Paulo e no Rio, creio que estamos perto de uma inflexão. No melhor dos casos, acredito em altas até 10%, e o custo de oportunidade começaria a pesar.
A última leitura do Case-Shiller é do final de outubro; se vale a tendência, de fato, o índice fez uma mínima no final de 2011 e passou a subir. A alta até então era de 5%. Por aqui, o FIPE ZAP subia 13% nos doze meses até o final de novembro - nada perto da exuberância dos últimos anos, mas longe de causar alguma preocupação para os compradores. 0,5 / 1.
- Ações para vender: LinkedIn, Zynga, Groupon, Facebook (depois do IPO). No geral, negócios que dependem de muita fé em crescimento de fluxos de caixa futuros não irão bem (Grupo X?). Vou seguir apostando contra a Apple porque errei no ano passado (péssimo motivo, mas aqui passa).
Nas ações americanas LinkedIn bateu na minha cara (+75%), acertei em cheio as demais (Zynga -75%, Groupon -75%, Facebook caiu 33% do IPO até o final do ano). O ano de fato foi péssimo para os sócios do Eike Batista (OGX -65%, MMX -36%, LLX -25%, OSX -11%), assim como era o motivo para apostar contra a Apple (+33% - ainda que tenha valido a regra de bolso que diz que empresas ainda não conseguiram passar muito tempo com valor de mercado acima de US$500 bilhões). 0,7 / 1.
- Agências de classificação de risco vão continuar o mergulho na direção da irrelevância. Venderia ações da Moody's, por princípio. Possivelmente sofrerão ameaças ou represálias dos governos que tiverem suas notas rebaixadas.
Talvez tenha acertado o princípio (os mercados de dívida soberana pouco reagiram a vários rebaixamentos, sobretudo na Europa), mas o acionista da Moody's teve um grande ano (+47%), provavelmente pela forte atividade de novos emissores. 0,3 / 1.
- Será bom comprar ações no Brasil, mas num preço pelo menos 10% mais baixo do que estão começando o ano. Ainda assim, melhor fazer o mínimo de stock picking do que comprar o índice, temo muito pela combinação de commodities + empresas picaretas que o compõe hoje. Para pegar um caso, bancos grandes devem ir melhor do que o índice. Empresas "parceiras" do BNDES, pior.
10% de queda no Ibovespa coincide (foi sorte, mesmo, não tinha pensado nesses termos) com o melhor suporte para o índice no ano, ao redor dos 52.000 pontos. E de fato o stock picking evitando commodities e picaretas funcionou muito bem, vide o bom desempenho de muitos fundos ativos ou long-short. Houve alguma dispersão entre os bancos grandes (BB e Bradesco melhores, Itaú e Santander piores), e as empresas X e os frigoríficos (pra ficar nos casos mais evidentes) de fato foram pior do que o índice. 0,8 / 1.
- Não gosto de Vale, vai ser dos shorts mais líquidos disponíveis no mercado quando o mundo se der conta de que a China pode, surpresa, não crescer perto de 10% ano após ano.
Vale chegou a cair mais de 20% no ano, teve uma grande recuperação e terminou mais ou menos no 0 x 0. O susto com o minério de ferro passou relativamente rápido, mas foi uma oportunidade para quem soube realizar lucros. 0,4 / 1.
- Bancos médios vão seguir indo mal no Brasil. O modelo de negócios da maioria deles (captar caro no exterior e emprestar ainda mais caro aqui) parece estar se esgotando. O FGC deve ter trabalho.
BVA, Cruzeiro do Sul... as fraudes começaram a aparecer, mas o mercado diferenciou bem o setor, e os demais listados (Indusval, Pine, ABC) tiveram um bom ano. 0,5 / 1.
- Não tenho grandes convicções em commodities, mas se fosse pra comprar algo, seria petróleo.Agrícolas têm cara de que ainda podem cair muito.
Petróleo passou bem pouco tempo acima de onde começou o ano ($103 para o barril de WTI), teria sido péssimo investimento. O índice de agrícolas (DBA) caiu um pouco durante o ano (3%), com grande diferenciação (trigo, soja e milho subiram; açúcar, algodão e café caíram bastante). 0,1 / 1.
- Creio que hedge funds terão outro ano para ser esquecido, com mercados de ações sem tendência e intervenções cada vez maiores dos governos.
De fato, o ano foi muito difícil para hedge funds, que muito provavelmente (dados demoram para serem consolidados) tiveram desempenho pior do que a maioria das estratégias passivas. Ações ficaram mesmo sem tendência durante grande parte do ano, e as intervenções tiveram gatilhos e consequências muito difíceis de serem previstas. 1 / 1.
- Ainda há alguma intenção de concluir a Rodada de Doha, da OMC? Se há, vai falhar.
Não houve, aparentemente o mundo tinha coisas mais importantes para se preocupar. 0 / 0.
- São Paulo vai eleger um prefeito de ruim a muito ruim.
Considerando que estivemos perto de eleger o Rousseau Mano, acho que saímos no lucro. 0,5 / 1.
- Metade das participantes do Big Brother farão capas da Playboy e/ou Sexy.
Não contei, mas essa previsão é quase como dizer que o sol vai nascer amanhã: um dia vai falhar, mas demora... 1 / 1.
- Meryl Streep será, de novo, indicada para um Oscar (dããã).
Não só foi indicada, ganhou o terceiro como a Margaret Thatcher do fraquinho A Dama de Ferro. 1 / 1.
- O Corinthians finalmente vence a Libertadores (PAREM DE RIR!). Lusa se segura na série A.
Preciso recorrer aos grandes irmãos Gershwin para celebrar o maior acerto da história deste blog:
They all laughed at Christopher Columbus
When he said the world was round
They all laughed when Edison recorded sound
They all laughed at Wilbur and his brother
When they said that man could fly
They told Marconi
Wireless was a phony
It's the same old cry
(...)
For ho, ho, ho!
Who's got the last laugh?
Hee, hee, hee!
Let's at the past laugh
Ha, ha, ha!
Who's got the last laugh now?
E a Lusa bem que tentou cair, mas se segurou entre os grandes. 1,2 / 1.
- Usain Bolt perde os 100m rasos, mas leva os 200m em Londres. Brasil fará novo fiasco, no futebol masculino e no geral.
Bolt foi a Apple dos esportes, impossível apostar contra. Quanto ao Brasil:
0,7 / 1.
- Os filmes argentinos continuarão (muito) melhores que os brasileiros.
Na minha lista de melhores do ano entraram um argentino e um brasileiro, mas não foi um ano em que acompanhei de perto a produção de ambos (leitores, alguma opinião?). Grandes expectativas para O Som ao Redor, que estreia em SP amanhã. 0,5 / 1.
- O megahit Ai Se Eu Te Pego será regravado em Espanhol, Italiano, Romeno, Swahili, Esperanto e Cantonês.
Devem ter gravado até em klingon e algumas das línguas do Tolkien. Algumas amostras aqui. 0,8 / 1.
- O mundo não vai acabar em 21 de Dezembro. Lá pra Novembro eu publico a nova data.
Esqueci de publicar a nova data, mas, aparentemente, sobrevivemos. 1 / 1.
- Vou errar mais previsões do que no ano passado.
Somando meus pontos (se corretamente atribuídos, cornetem nos comentários):
Previsões "sérias" (economia, mercados e afins): 8,5 / 16 = 53%
Previsões aleatórias: 6,9 / 8 = 86%
Total: 15,4 / 24 = 64%
Acertei mais do que ano passado, o que faz esta metaprevisão contar como erro e joga meu desempenho para 62%, um pouco melhor do que um chimpanzé jogando cara ou coroa (pior ainda considerando que o que puxou a média pra cima foram as previsões não relacionadas à economia - aceito ofertas de emprego para comentar entretenimento e esportes).
Numa nota um pouco mais séria: a cada ano que passo trabalhando com gestão de dinheiro, aumenta minha convicção de que acertar previsões tem importância secundária para essa atividade (sorte, flexibilidade, gestão de risco e margem de segurança são muito mais relevantes). Hoje trato-as como hipóteses: boas até serem contrariadas pelos mercados, tendo que ser trocadas ou modificadas a partir daí (como diz um antigo chefe, somos pagos para ganhar dinheiro para os clientes, não para nos provarmos certos). Tendo partido de economista de formação quase totalmente ortodoxa e cheio de convicções, esse tem sido um processo difícil de deseducação, mas que tem facilitado enormemente minha vida. Talvez sirva de conselho para quem quer seguir o mesmo caminho.
Em alguns dias coloco aqui meus chutes para este ano, ainda preciso gastar mais um tempo pensando.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Os filmes de 2012
2012 foi um ano ótimo para dizer que o cinema está em decadência, que Hollywood prefere o comodismo de investir em sequências e filmes de super-heróis (idealmente juntando as duas coisas), que a Europa está quebrada e isso se reflete na produção cinematográfica, etc, etc... Como não acredito muito nisso tudo (e ainda não li o livro novo do David Denby para ter uma opinião mais embasada), só torço para que ao longo do tempo a produção de grandes filmes volte para uma média, e que isso seja indicação de que em 2013 veremos muitos bons filmes por aqui.
O fato é que nada que vi este ano (critério: foi lançado nos cinemas no Brasil) me empolgou tanto quanto os melhores filmes do ano passado (Cisne Negro, Incêndios, Homens e Deuses, Em um Mundo Melhor, A Minha Versão do Amor...). Tenho grandes expectativas, porém, para vários dos filmes que apareceram nos EUA e Europa no segundo semestre e devem ser lançados aqui de forma estabanada, poucas semanas antes do Oscar: os novos de Paul Thomas Anderson, Tarantino, Kathryn Bigelow e Michael Haneke; o Lincoln de Spielberg, etc. Enfim, aí vão os filmes que mais gostei neste ano (em ordem alfabética):
- Argo, Ben Affleck
Abusa dos recursos dramáticos para contar uma história que não precisaria deles; ainda assim, vale ser assistido. Daí a merecer o Oscar (como alguns disseram) há um grande abismo.
- A Chave de Sarah (Elle s'appelait Sarah), Gilles Paquet-Brenner
Vale pela atuação de Kristin Scott Thomas e pela boa história dentro da ocupação nazista na França. Não li o livro, que dizem ser bom, também.
- Deus da Carnificina (Carnage), Roman Polanski
É mais uma peça de teatro gravada do que um filme, mas acho que não teremos muitas oportunidades de ver Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reily juntos num palco, dirigidos pelo Polanski.
- Drive, Nicolas Winding Refn
Ryan Gosling mostrando que é um dos melhores atores da sua geração. Legal também ver Refn (dinamarquês, da ótima série Pusher) entrando de vez no mercado americano.
- Elefante Branco (Elefante Blanco), Pablo Trapero
O melhor argentino que apareceu por aqui. Trapero segue filmando os submundos de Buenos Aires, aqui lembrando um pouco Cidade de Deus (acho que ficou impossível para qualquer cineasta filmar violência em favelas no mundo sem o público lembrar dessa referência).
- Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz), Sarah Polley
Não pode ter erro um filme cujo título toma emprestada uma música do Leonard Cohen, né?
- Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, Beto Brant
Melhor filme brasileiro que vi no ano (OK, a amostra é minúscula). Camila Pitanga se entrega no papel, e as paisagens do Pará ficam lindonas na tela grande (Pará está no topo da lista de lugares que quero conhecer). Ah, o livro do Marçal Aquino também é ótimo.
- O Garoto da Bicicleta (Le gamin au veló), Jean-Pierre e Luc Dardenne
O inferno das boas intenções, para pensar e repensar.
- O Gato do Rabino (Le chat du rabbin), Antoine Delesvaux e Joann Sfar
Aventura delirante de um gato que quer se converter ao judaísmo, numa Argélia que ainda tolerava diversas religiões. Sempre bom constatar que existe vida inteligente nos desenhos animados fora da Pixar.
- Na Estrada (On the Road), Walter Salles
Não tenho nenhuma devoção pelo livro do Kerouac, talvez por isso tenha gostado do filme. A trilha sonora, que mistura bebop com composições atuais do argentino Gustavo Santaolalla, é espetacular.
- O Porto (Le Havre), Aki Kaurismäki
Trata com rara leveza o problema da imigração ilegal da África para a Europa e é lindamente filmado.
- Rota Irlandesa (Route Irish), Ken Loach
O problema da terceirização da segurança no Iraque aos olhos de um simpatizante de longa data dos trabalhadores mais pobres.
- A Separação (Jodaeiye Nader az Simin), Asghar Farhadi
Talvez "o" grande filme do ano, derruba um monte de clichês sobre o Irã e alimenta outros. Desde que vi no cinema estou para rever, acho que é o tipo de filme que vai melhorar a cada vez que é revisitado (por mais nada, é sempre bom ver a Leila Hatami na tela).
- Shame, Steve McQueen
Achei que é mais sobre a solidão numa grande cidade do que sobre o vício em sexo, mas tem bastante deste, também.
- Tudo Pelo Poder (The Ides of March), George Clooney
Clooney repete o bom cinema com tema político de Boa Noite e Boa Sorte. Elenco excelente.
- Weekend, Andrew Haigh
O amor homossexual livre de constrangimento ou clichês, como deveria ser tratado sempre.
Quase apareceram na lista acima: A Toda Prova, Além da Liberdade, Apenas Uma Noite, Os Descendentes, O Exótico Hotel Marigold, Histórias Cruzadas, O Homem Que Mudou o Jogo, Intocáveis, Jovens Adultos, Magic Mike, Precisamos Falar Sobre o Kevin, Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo, Selvagens.
Algumas coisas recentes muito boas que passaram batido pelo cinema aqui (alguns apareceram na Mostra de São Paulo): Chico & Rita, Jiro Dreams of Sushi, Liberal Arts, Margaret (filmaço), Martha Marcy May Marlene, Tiny Furniture.
O fato é que nada que vi este ano (critério: foi lançado nos cinemas no Brasil) me empolgou tanto quanto os melhores filmes do ano passado (Cisne Negro, Incêndios, Homens e Deuses, Em um Mundo Melhor, A Minha Versão do Amor...). Tenho grandes expectativas, porém, para vários dos filmes que apareceram nos EUA e Europa no segundo semestre e devem ser lançados aqui de forma estabanada, poucas semanas antes do Oscar: os novos de Paul Thomas Anderson, Tarantino, Kathryn Bigelow e Michael Haneke; o Lincoln de Spielberg, etc. Enfim, aí vão os filmes que mais gostei neste ano (em ordem alfabética):
- Argo, Ben Affleck
Abusa dos recursos dramáticos para contar uma história que não precisaria deles; ainda assim, vale ser assistido. Daí a merecer o Oscar (como alguns disseram) há um grande abismo.
- A Chave de Sarah (Elle s'appelait Sarah), Gilles Paquet-Brenner
Vale pela atuação de Kristin Scott Thomas e pela boa história dentro da ocupação nazista na França. Não li o livro, que dizem ser bom, também.
- Deus da Carnificina (Carnage), Roman Polanski
É mais uma peça de teatro gravada do que um filme, mas acho que não teremos muitas oportunidades de ver Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reily juntos num palco, dirigidos pelo Polanski.
- Drive, Nicolas Winding Refn
Ryan Gosling mostrando que é um dos melhores atores da sua geração. Legal também ver Refn (dinamarquês, da ótima série Pusher) entrando de vez no mercado americano.
- Elefante Branco (Elefante Blanco), Pablo Trapero
O melhor argentino que apareceu por aqui. Trapero segue filmando os submundos de Buenos Aires, aqui lembrando um pouco Cidade de Deus (acho que ficou impossível para qualquer cineasta filmar violência em favelas no mundo sem o público lembrar dessa referência).
- Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz), Sarah Polley
Não pode ter erro um filme cujo título toma emprestada uma música do Leonard Cohen, né?
- Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, Beto Brant
Melhor filme brasileiro que vi no ano (OK, a amostra é minúscula). Camila Pitanga se entrega no papel, e as paisagens do Pará ficam lindonas na tela grande (Pará está no topo da lista de lugares que quero conhecer). Ah, o livro do Marçal Aquino também é ótimo.
- O Garoto da Bicicleta (Le gamin au veló), Jean-Pierre e Luc Dardenne
O inferno das boas intenções, para pensar e repensar.
- O Gato do Rabino (Le chat du rabbin), Antoine Delesvaux e Joann Sfar
Aventura delirante de um gato que quer se converter ao judaísmo, numa Argélia que ainda tolerava diversas religiões. Sempre bom constatar que existe vida inteligente nos desenhos animados fora da Pixar.
- Na Estrada (On the Road), Walter Salles
Não tenho nenhuma devoção pelo livro do Kerouac, talvez por isso tenha gostado do filme. A trilha sonora, que mistura bebop com composições atuais do argentino Gustavo Santaolalla, é espetacular.
- O Porto (Le Havre), Aki Kaurismäki
Trata com rara leveza o problema da imigração ilegal da África para a Europa e é lindamente filmado.
- Rota Irlandesa (Route Irish), Ken Loach
O problema da terceirização da segurança no Iraque aos olhos de um simpatizante de longa data dos trabalhadores mais pobres.
- A Separação (Jodaeiye Nader az Simin), Asghar Farhadi
Talvez "o" grande filme do ano, derruba um monte de clichês sobre o Irã e alimenta outros. Desde que vi no cinema estou para rever, acho que é o tipo de filme que vai melhorar a cada vez que é revisitado (por mais nada, é sempre bom ver a Leila Hatami na tela).
- Shame, Steve McQueen
Achei que é mais sobre a solidão numa grande cidade do que sobre o vício em sexo, mas tem bastante deste, também.
- Tudo Pelo Poder (The Ides of March), George Clooney
Clooney repete o bom cinema com tema político de Boa Noite e Boa Sorte. Elenco excelente.
- Weekend, Andrew Haigh
O amor homossexual livre de constrangimento ou clichês, como deveria ser tratado sempre.
Quase apareceram na lista acima: A Toda Prova, Além da Liberdade, Apenas Uma Noite, Os Descendentes, O Exótico Hotel Marigold, Histórias Cruzadas, O Homem Que Mudou o Jogo, Intocáveis, Jovens Adultos, Magic Mike, Precisamos Falar Sobre o Kevin, Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo, Selvagens.Algumas coisas recentes muito boas que passaram batido pelo cinema aqui (alguns apareceram na Mostra de São Paulo): Chico & Rita, Jiro Dreams of Sushi, Liberal Arts, Margaret (filmaço), Martha Marcy May Marlene, Tiny Furniture.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Leituras Atrasadas (últimas do ano)
Para antes da turma ir ler 50 Tons de Cinza na beira do mar:
- Vá ao pub para entender o Natal.
- O PIB cósmico está em colapso. Não à toa o mundo acaba amanhã.
- Ian Bremmer sobre a bobagem do "conceito" BRICs.
- Como é a distribuição de renda nos BRICs.
- Um ótimo pacote de dados da economia brasileira, cortesia do Credit Suisse.
- 370 anos de bancos centrais em um gráfico.
- Ótima introdução para o teorema de Bayes.
- Uma olhada na caixa preta das finanças dos clubes de futebol brasileiros.
- Almoços com Nassim Taleb e Warren Buffett.
- Stephen Wolfram sobre a biografia de Benoît Mandelbrot.
- Conheça Maria Popova, a dona do ótimo Brain Pickings.
- Woody Allen respondendo questões esquisitas.
- Boa entrevista do FHC para a Folha.
- Mais listas de livros: Financial Times, Psy-Fi Blog, Bloomberg, The Economist, London School of Economics, Bill Gates, Foreign Policy.
- Os melhores cartazes em protestos no ano.
- O hype em torno de Chris Ware e seu novo "livro".
- Confirmada a existência de unicórnios - na Coreia do Norte, onde mais.
- Vá ao pub para entender o Natal.
- O PIB cósmico está em colapso. Não à toa o mundo acaba amanhã.
- Ian Bremmer sobre a bobagem do "conceito" BRICs.
- Como é a distribuição de renda nos BRICs.
- Um ótimo pacote de dados da economia brasileira, cortesia do Credit Suisse.
- 370 anos de bancos centrais em um gráfico.
- Ótima introdução para o teorema de Bayes.
- Uma olhada na caixa preta das finanças dos clubes de futebol brasileiros.
- Almoços com Nassim Taleb e Warren Buffett.
- Stephen Wolfram sobre a biografia de Benoît Mandelbrot.
- Conheça Maria Popova, a dona do ótimo Brain Pickings.
- Woody Allen respondendo questões esquisitas.
- Boa entrevista do FHC para a Folha.
- Mais listas de livros: Financial Times, Psy-Fi Blog, Bloomberg, The Economist, London School of Economics, Bill Gates, Foreign Policy.
- Os melhores cartazes em protestos no ano.
- O hype em torno de Chris Ware e seu novo "livro".
- Confirmada a existência de unicórnios - na Coreia do Norte, onde mais.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Leituras das últimas duas semanas
| Skål! |
- Nova carta de Jeremy Grantham, da GMO, sempre pertinente.
- Uma boa lista de livros sobre história das finanças; outra de filmes sobre mercado financeiro.
- Mark Dow defende Hillary Clinton como próxima secretária do tesouro americano.
- Entrevista com Eugene F. Fama.
- Luiz Felipe de Alencastro acha que a reeleição de Obama é uma vitória do keynesianismo (não sei se concordo).
- John Kay sobre o fetiche da manufatura.
- Nassim Taleb e cinco princípios para uma sociedade antifrágil. A Economist resenhou seu novo livro, que sai nos EUA semana que vem.
- Acemoglu, Robinson e Verdier sobre variedades de capitalismo (ou porque não podemos ser todos nórdicos).
- O fundo soberano da Noruega tornou-se o maior do mundo, ultrapassando o de Abu Dhabi.
- A história da participação de mulheres em trabalhos científicos. Economia é dos campos com menos presença feminina.
- O Santa Fe Institute abriu seu primeiro curso online, gratuito.
- Coisas mais novas que Oscar Niemeyer.
- A história do piso de cacos de lajota das casas paulistas.
- Ganhe um Nobel de Física... e uma torneira com cerveja ilimitada.
- Uma entrevista longa, meio velha e muito boa com João Moreira Salles.
- Cartões de visita dos personagens de Star Wars.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Nate Silver, o cara
Um negro, nascido no Havaí de pai queniano e que passou parte da infância na Indonésia; e um judeu, gay, nerd, de 34 anos, formado em Chicago e morador do Brooklyn são os grandes personagens das eleições dos EUA. O primeiro todo mundo sabe quem é; o segundo é Nate Silver, o estatístico que fazia previsões sobre a carreira de jogadores de beisebol (como o personagem de Jonah Hill em Moneyball) e ganhou destaque ao prever com grande acurácia o resultado das eleições presidenciais de 2008. Este ano ele justificou o hype e o dinheiro que o NY Times gastou para colocar seu blog embaixo do portal do jornal, cravando o resultado da votação em todos os estados - calando a boca dos que o acusavam de um viés democrata e enchendo a bola das pesquisas e métodos estatísticos, quando bem utilizados.
É evidente que o modelo de Silver não é infalível - em alguma eleição futura ele vai errar (ou encerrar a carreira antes, no auge). Por enquanto, vai desfrutar da fama merecida e vender alguns milhares de cópias a mais (alô, editoras brasileiras) do seu livro recém lançado, The Signal and the Noise: Why So Many Predictions Fail-but Some Don't. Este escriba já vai ter que adquirir a sua, para cumprir a promessa que fez caso ele repetisse o sucesso das previsões nesta eleição.
Mais Nate Silver:
- Nate Silver e as lições de 2012
- Entrevista para o Huffington Post
P.S. O xkcd diz verdades:
É evidente que o modelo de Silver não é infalível - em alguma eleição futura ele vai errar (ou encerrar a carreira antes, no auge). Por enquanto, vai desfrutar da fama merecida e vender alguns milhares de cópias a mais (alô, editoras brasileiras) do seu livro recém lançado, The Signal and the Noise: Why So Many Predictions Fail-but Some Don't. Este escriba já vai ter que adquirir a sua, para cumprir a promessa que fez caso ele repetisse o sucesso das previsões nesta eleição.
Mais Nate Silver:
- Nate Silver e as lições de 2012
- Entrevista para o Huffington Post
P.S. O xkcd diz verdades:
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Leituras da Semana
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| Greatest sungas in the world |
- Barry Eichengreen sobre o desaquecimento da economia da China.
- Suíça: país ou hedge fund?
- Um perfil de Mohamed El-Erian, da PIMCO, no New York Times. Se você acha o bônus de banqueiros absurdo, veja quanto ele e Bill Gross levaram no ano passado (em que os fundos da PIMCO não foram bem).
- 10 cidades americanas onde casas custam menos que um carro (Detroit no topo, para provar que a história gosta de produzir ironias).
- A incapacidade da Europa de fomentar empreendedorismo, ótima matéria na The Economist.
- Cinco livros sobre estatística e risco.
- Compartilhamento de arquivos na internet virou uma religião, na Suécia.
- Saiu a atualização desta década da lista dos melhores filmes da história pela Sight and Sound. Cidadão Kane perdeu o topo que vinha ocupando nos últimos 50 anos.
- Uma bela crítica de O Porto, um dos melhores filmes que vi este ano.
- Susan Sontag sobre amor, ilustrado.
- Os links olímpicos: o The Big Picture sempre tem as melhores coletâneas de fotos - aqui a primeira dos jogos.Cartazes das Olimpíadas de Moscou. As escolhas de grandes momentos olímpicos do ótimo Iconic Photos. Uma classificação dos esportes em duas dimensões.Os significados políticos e históricos da cerimônia de abertura. Uma crítica de Christopher Hitchens aos jogos, de 2010.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Leituras da Semana
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| Enxergar bem é um luxo desnecessário |
- A última carta ao investidor da Greenlight Capital, de David Einhorn.
- Bolhas na ausência de mercados são mais devastadoras, diz Robert Shiller.
- John Kay conta a parábola do boi.
- Oito jovens economistas falam sobre os possíveis rumos da dismal science.
- O mapa do Japão e sua curva de Phillips.
- O fracasso da Europa em fomentar empreendedorismo.
- O que é possível comer com uma renda abaixo da linha da pobreza em 15 países.
- Republicanos, esses socialistas.
- A história de quatro grandes impérios (espanhol, francês, português, britânico) contada como criaturas numa placa de Petri.
- Fui apresentado ao Coursera, um excelente agregador de cursos online de ótimas universidades.
- O aniversário do grande Nelson Mandela foi semana passada, mas vale ver esse vídeo da história da vida dele contada pelas redes sociais.
- Noruega, sempre dando aulas de civilização.
- Ai. Thomas. Friedman.
- O rabugento e exigente Miles Davis ouvindo alguns discos de jazz, e soltando provavelmente um dos maiores elogios que João Gilberto já recebeu: "He could read a newspaper and sound good!"
- É científico: música pop nunca foi tão barulhenta e chata.
- A relação de escritores com dinheiro.
- Porque Nicolas Cage é o maior ator de sua geração.
- O que lê Lisa Simpson.
- A Ernst & Young sobre o impacto socioeconômico da Copa 2014.
- Os inevitáveis links olímpicos: cinco livros sobre a história olímpica de Londres. O Guardian compilou seis previsões do quadro de medalhas (todas com os EUA voltando à frente da China, sem precisar apelar para a contagem de todas as medalhas ao invés de só os ouros). Xavier Sala-i-Martín e The Economist sobre os métodos por trás dessas previsões. Mais uma receita para criar potências olímpicas. O regularmente brilhante Adam Gopnik, da New Yorker, sobre os jogos. Na Foreign Policy, os oito momentos mais carregados de política da história dos jogos.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
Leituras da Semana
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| Pago dividendos em ouro, prata e bronze. |
- Análise interessante sobre uniões monetárias: uma união com países começados com "M" seria (em teoria) mais eficiente que o euro, e a América Latina seria uma boa candidata a adotar moeda única (o que dá alguma razão ao Paulo Guedes).
- O que o spread bancário no Brasil tem a ver com o preço de vergalhões de aço.
- Como era a economia de Cuba antes da revolução de 1959.
- As 20 maiores companhias privadas (não listadas em bolsa) dos EUA.
- Novo paper de Reinhart (os dois) & Rogoff, sobre excesso de dívida e como isso prejudica crescimento.
- Barry Eichengreen indica cinco livros sobre o euro.
- Dani Rodrik sobre o poder das ideias.
- Marcus Nunes sobre porque o Brasil não cresce.
- A Pizza Hut mais cara do mundo.
- Warren Buffett revelando uma atleta olímpica (!!!).
- Entrevista de Amartya Sen para a Veja.
- Amy Finkelstein ganhou a medalha John Bates Clark deste ano.
- Um caixa eletrônico em latim - no Vaticano, obviamente.
- Uma das versões (em pastel) de "O Grito", de Munch, foi leiloada ontem na Sotheby's de Nova York por US$ 120 milhões - maior valor obtido por um quadro em um leilão. Na The Economist, os quadros mais caros da história. Nada de crise nesse mercado.
- Hillary Clinton rejeitando um convite para participar da continuação de Forgetting Sarah Marshall.
- Robert Crumb antecipou o Facebook - em 40 anos.
- Os atletas mais bem pagos do mundo em 30 modalidades.
- Roger Ebert revê sua lista dos dez melhores filmes da história, incluindo Árvore da Vida, para alegria do meu amigo Batata.
- O curioso manual para os novos empregados da Valve, criadora de videogames.
- John Rawls argumenta porque beisebol é o melhor esporte.
- Os dez mandamentos do ensino, por Bertrand Russell.
- Se não quiser mais trabalhar em 2012...
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