Li tão poucos livros neste ano que nem vou fazer a tradicional divisão por categorias. Aí vai o que gostei, na ordem em que li:
—Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie. Vale todo o hype, foi "o" livro que indiquei pra listinha do Amálgama.
—The Great Escape: Health, Wealth, and the Origins of Inequality, Angus Deaton. Um ótimo panorama de como a humanidade tem conseguido escapar da pobreza, por um grande entendido do assunto. Relevante tanto para leigos quanto para (presumo) doutores.
—Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago. Não, eu ainda não tinha lido. Brilhante.
—The Sense of an Ending, Julian Barnes. Primeiro romance do Barnes que leio, vou virar freguês. Assustador, mostra que provavelmente não vou ficar mais sábio com a idade.
—My Brilliant Friend, Elena Ferrante. Outra autora que justifica o hype, das coisas boas que li na Itália. Também um antídoto para a era em que escritores são mais famosos pelo o que colocam no Instagram do que pelo o que escrevem.
—Stoner, John Williams. Depois que li, soube que virou um best seller tardio e acidental na Europa. Como o Barnes acima, bem pessimista quanto a segunda metade da vida (olha a minha mid-life crisis chegando adiantada).
—Thinking, Fast and Slow, Daniel Kahneman. Uma biografia científica brilhante de um dos poucos Nobeis de economia que faz-se entender além da academia, e das lições de humildade mais convincentes que já tive.
—The Structure of Scientific Revolutions, Thomas S. Kuhn e The Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte, Karl Marx. Da categoria "deveria ter lido na faculdade, mas era vagabundo demais." Eternamente grato aos colossais Michael Piore e Suzanne Berger por terem me colocado pra ler isso no fabuloso curso de Economia Política do MIT (tem uma versão online).
—Man's Search for Meaning, Viktor E. Frankl. Não é o Primo Levi, mas adiciona a um relato comovente sobre a vida nos campos de concentração nazistas uma exposição sobre logoterapia, abordagem interessantíssima da psicologia.
Ainda estou pra terminar o The Great Transformation, do Polanyi, que certamente entraria nessa lista, e ontem comecei o primeiro volume do My Struggle, do Knausgaard, que deve ser a leitura do verão. Ao Papai Noel, só peço mais tempo livre ano que vem.
Mostrando postagens com marcador Marx. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marx. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
Thomas Piketty e o espírito do tempo
![]() |
| Piketty ontem na Harvard Kennedy School (foto roubada da Masoomeh Khandan) |
Desperto o blog da sonolência dos últimos meses para falar sobre o que todo mundo tem falado (o mundo como esse estranho lugar onde as pessoas debatem conceitos abstratos ligados a dinheiro e produção): o novo livro de Thomas Piketty, "Capital in the 21st Century", que deve roubar de "Why Nations Fail" e "This Time Is Different" o título de obra de economia menos lida (qual o público para um trabalho acadêmico de mais de 600 páginas, traduzido do Francês, por mais que escrito de forma acessível e bem editado? Admitindo que fica bonito na estante, "CAPITAL" em letronas vermelhas na lombada) e mais comentada deste século.
Como parte do tour de lançamento da obra nos EUA, que o New York Times noticiou como "Economist Receives Rock Star Treatment", ontem o autor parou por aqui, mais especificamente do lado da sala onde eu costumo ter a maioria das minhas aulas. Cheguei meia hora antes, com a intenção de olhar o movimento e comer algo antes de sentar; acabei, alertado por um amigo, pegando um dos últimos lugares disponíveis. A sala foi enchendo, enchendo, enchendo, enchendo, e, quando Piketty chegou, poucos minutos atrasado, havia gente em pé, a um metro da porta, esticando o pescoço para tentar ver e ouvir qualquer coisa. De fato, tratamento de rock star.
Piketty foi apresentado por Larry Summers como o autor do livro de economia que "causou mais sensação do que qualquer outro em duas décadas, abraçando uma vasta rede de informação e experiência." A tal rede de informação foi construída em um projeto de 20 anos de pesquisa que juntou dados de declarações de renda de mais de 20 países, com séries começando, em alguns casos, no fim do século XVIII. Depois de dividir o mérito dessa base de dados com um grande time de pesquisadores, Piketty logo disse que o objetivo principal do livro é difundir o conhecimento sobre a evolução da riqueza no mundo (zhe knowledge ov evolution ov wealth) e que as recomendações de política econômica são secundárias (mais sobre isso adiante). Sua intenção era atualizar o famoso trabalho de Simon Kuznets, um dos pais do uso de métodos empíricos na economia, agora com mais dados de mais países e poder de computação infinitamente maior.
Ele divide os principais resultados da pesquisa em três pontos:
1. O retorno de uma sociedade patrimonial e baseada em riqueza—a desigualdade de renda e riqueza nos EUA e Europa parece ter voltado aos patamares do início do século XX, no que Paul Krugman, em sua resenha de "Capital in the 21st Century" para a New York Review of Books chamou de "uma nova era dourada." Isso já havia sido adiantado no ano passado, quando Emmanuel Saez (coautor frequente de Piketty) publicou uma atualização para o clássico "Income Inequality in the United States, 1913—1988", de 2003.
2. O futuro da concentração de riqueza—aqui entra a inequação que tem sido repetida como se fosse a nova fórmula da teoria da relatividade. Se r > g (o retorno para o capital for maior do que a taxa de crescimento da economia), como parece ocorrer na maior parte do tempo, a riqueza tende a se concentrar. Entre 1987 e 2013, pelas estimativas de Piketty, a riqueza dos bilionários cresceu a 6,8% anuais, enquanto a mesma taxa para a riqueza média foi de 2,1%.
3. O tratamento da desigualdade nos Estados Unidos—ele comenta que, em 1919, Irving Fisher era presidente da Associação Americana de Economia e demonstrava preocupação com a crescente desigualdade, qualificando-a como uma "ameaça para a democracia americana." Hoje, qualquer tentativa de aumento em impostos progressivos é rotulada como "anti-liberdade" no melhor dos casos e "fascista" no pior. Piketty mostra o gráfico com evolução da alíquota de imposto de renda para a faixa mais altas, que chegou a 90% nos EUA do pós-II Guerra e foi exportada para os derrotados Alemanha e Japão.
Terminada a apresentação, Larry Summers foi o primeiro a perguntar, sugerindo que talvez a desigualdade atual não seja produto do sistema de impostos ou da remuneração do estoque de capital, mas do fato de que "há mais empreendedores, mais Bill Gates e Mark Zuckerberg." Piketty respondeu, de bate-pronto, que empreendedorismo e inovação não começaram ontem, e que inventores de tecnologias muito mais disruptivas do que o WhatsApp não chegaram perto de acumular os bilhões de dólares acumulados pelos magnatas de hoje. Summers parece ter ficado irritado e aproveitou o resto do tempo na sala para atualizar o sono.
Outro figurão na plateia, Michael Ignatieff, perguntou se não era preciso fazer uma diferenciação normativa entre os tipos de desigualdade (lembrou muito, mas sem citar, a ideia de categorias que Daniel Markovits, de Yale, delineou—vejam o último slide desta apresentação que fiz há um tempinho). Piketty concordou, mas disse haver um trade-off entre esse tipo de diferenciação e manter o código tributário simples e não-intrusivo.
͏
—
Thomas Piketty é o primeiro a admitir que as aplicações para política pública não são o forte do seu trabalho. Um imposto global sobre fortunas parece altamente implausível, e os efeitos do aumento da desigualdade no crescimento estão longe de ser claros—ele argumenta que concentração de riqueza provavelmente reduz crescimento, mas tanto a teoria como a evidência empírica estão longe de apontarem de forma inequívoca para a confirmação dessa hipótese. É possível que desigualdade seja apenas um sintoma de um mal do capitalismo que ainda não foi identificado, mas que parece também ser responsável por baixo dinamismo do mercado de trabalho e uma recuperação lenta da crise de 2007/2008. De qualquer forma, as razões para combater desigualdade continuam sendo mais morais do que contidas no domínio da economia.
Por que, então, todo o barulho em torno do livro? Aqui, apelo para o pensamento atribuído a Victor Hugo que diz que não há nada mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou. Desde que a crise foi controlada, governos e progressistas parecem buscar uma nova agenda de política econômica. Atacar a desigualdade parece conveniente, tanto numa tentativa de estender a influência do governo sobre a economia quanto pelo forte apelo moral. O problema é o costumeiro às boas intenções: se um mundo mais igual é preferível, os meios para atingir esse objetivo estão cercados de obscuridade e consequências indesejadas. Aumentar impostos talvez seja a única política factível, mas criará distorções e não necessariamente atingirá os alvos desejados (vide a experiência recente de François Hollande na terra de Piketty). Por outro lado, outras propostas que mais provavelmente contribuiriam mais para a diminuição da desigualdade global (que, sujeita a pouco debate, é muito maior entre países do que dentro de um determinado país), como leis de imigração mais flexíveis, passam longe do debate.
Escrevi tudo isso sem ter lido mais do que as orelhas e a contracapa do livro, que pode ou não surpreender quando o fizer, mas arrisco uma conclusão: "Capital in the 21st Century" é uma obra de pesquisa empírica de ponta, resultado de um trabalho que leva nosso entendimento sobre riqueza e desigualdade para o ponto mais alto da história. Piketty, porém, não é o novo Marx ou Keynes (ou nem mesmo o salvador da economia política no século XXI): é brilhante, estava no lugar certo na hora certa, mas sua obra e suas conclusões ainda vão ter que sobreviver a vários testes de realidade para que a aura de profeta se justifique. O lado positivo é que ele parece saber disso, e deve continuar seu excelente trabalho, agora como improvável herói de um ramo do conhecimento que, ao menos aos olhos do público geral, andava a procura de uma figura sobrehumana.
Marcadores:
academia,
crise,
desenvolvimento,
desigualdade,
EUA,
Keynes,
livros,
Marx,
Thomas Piketty
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Leituras da Semana
- Warren Buffett chega ao Twitter.
- Porque o ouro não fornece proteção contra a inflação.
- A história de 128 anos da composição do índice Dow Jones.
- Cinco mitos sobre o México.
- Sete mitos sobre keynesianismo.
- Dani Rodrik sobre o que está certo e errado com a teoria econômica.
- Quando não pagar dívidas.
- Em defesa dos sweatshops.
- Manicures nos EUA e os benefícios da importação de mão-de-obra.
- 198 países visitados, o fim da jornada de Gunnar Garfors.
- Reflexões sobre um ano sem internet.
- Marx + Cosmopolitan.
- Os 200 anos de Soren Kierkegaard. Kierkegaard como influência para a economia.
- A última entrevista de Vinícius de Moraes.
- Batman no consultório de psiquiatria e no laboratório de física.
- O infográfico mais relevante desta semana.
- Porque o ouro não fornece proteção contra a inflação.
- A história de 128 anos da composição do índice Dow Jones.
- Cinco mitos sobre o México.
- Sete mitos sobre keynesianismo.
- Dani Rodrik sobre o que está certo e errado com a teoria econômica.
- Quando não pagar dívidas.
- Em defesa dos sweatshops.
- Manicures nos EUA e os benefícios da importação de mão-de-obra.
- 198 países visitados, o fim da jornada de Gunnar Garfors.
- Reflexões sobre um ano sem internet.
- Marx + Cosmopolitan.
- Os 200 anos de Soren Kierkegaard. Kierkegaard como influência para a economia.
- A última entrevista de Vinícius de Moraes.
- Batman no consultório de psiquiatria e no laboratório de física.
- O infográfico mais relevante desta semana.
Marcadores:
academia,
ações,
América Latina,
comércio exterior,
commodities,
internet,
Keynes,
Marx,
mercado financeiro,
off topic,
ouro,
renda fixa,
teoria econômica,
Warren Buffett
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Frases do Dia - Utopias
In its distance from any existing or realistically imaginable condition of society, “the communist idea” that has been resurrected by thinkers such as Alain Badiou and Slavoj Žižek is on a par with fantasies of the free market that have been revived on the right. The ideology promoted by the Austrian economist F.A. Hayek and his followers, in which capitalism is the winner in a competition for survival among economic systems, has much in common with the ersatz version of evolution propagated by Herbert Spencer more than a century ago. Reciting long-exploded fallacies, these neo-Marxian and neoliberal theories serve only to illustrate the persisting power of ideas that promise a magical deliverance from human conflict.
Da brilhante resenha de John Gray para uma nova biografia de Karl Marx, do historiador Jonathan Sperber.
P.S. Hoje Hayek faria 114 anos.
Marcadores:
austríacos,
capitalismo,
citações,
Hayek,
liberalismo,
livros,
Marx
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Leituras da Semana
- Bom resumo de toda a polêmica Reinhart / Rogoff.
- Uma (longa) lista de livros sobre finanças quantitativas.
- Boa apresentação sobre crises financeiras e mecanismos de propagação.
- Entrevista com Olivier Blanchard, no Valor.
- Entrevista com Nate Silver.
- Entrevista (de 2010) com James Montier.
- Apresentação de Jim Chanos sobre a China.
- Quanto US$5 compram em comida pelo mundo.
- John Gray sobre Karl Marx.
- Hitler, Trotsky, Tito, Freud, Stalin: vizinhos.
- Philip Roth sobre um velho professor.
- Como o captcha realmente funciona.
- Uma nova função matemática.
- Uma (longa) lista de livros sobre finanças quantitativas.
- Boa apresentação sobre crises financeiras e mecanismos de propagação.
- Entrevista com Olivier Blanchard, no Valor.
- Entrevista com Nate Silver.
- Entrevista (de 2010) com James Montier.
- Apresentação de Jim Chanos sobre a China.
- Quanto US$5 compram em comida pelo mundo.
- John Gray sobre Karl Marx.
- Hitler, Trotsky, Tito, Freud, Stalin: vizinhos.
- Philip Roth sobre um velho professor.
- Como o captcha realmente funciona.
- Uma nova função matemática.
Marcadores:
academia,
China,
crise,
história,
Jim Chanos,
livros,
Marx,
mercado financeiro,
off topic,
preços
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Leituras das últimas semanas
![]() |
| Geografia é destino? |
- Uma explicação alternativa para a desaceleração do Brasil: um "sudden stop" auto-imposto.
- Dois bons textos do Mansueto Almeida sobre o "milagre" dos bancos públicos: aqui e aqui.
- Breve história dos controles de preços.
- James Montier, da GMO, sobre hiperinflações.
- Teoria dos jogos aplicada na sala de aula.
- Edmund Phelps sobre expectativas racionais.
- A relação entre o formato dos países e sua economia.
- As leis fundamentais da estupidez humana, pelo historiador econômico italiano Carlo M. Cipolla (dica Leo Monasterio)
- Os livros que influenciaram John Van Reenen, da LSE.
- Dilbert na aula de macroeconomia.
- Uma carta de Karl Marx para Abraham Lincoln.
- Estatística na União Soviética.
- Um mapa do domínio mundial da Anheuser-Busch InBev e SABMiller.
- Explorando uma base de dados de 10.000 atores pornô.
- Ótima lista (em construção) dos melhores filmes sobre política (dica Maurício Santoro).
- Velocidade Máxima na vida real.
Marcadores:
academia,
bancos,
bancos centrais,
Brasil,
cinema,
história,
inflação,
livros,
macroeconomia,
Marx,
microeconomia,
off topic,
piadas,
preços
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Leituras da Semana
![]() |
| Not-so-dismal art |
- O verdadeiro custo do salvamento da AIG.
- A moda México.
- Uma breve história da macroeconomia.
- Charles Goodhart e Vincent Reinhart contra metas pra PIB nominal.
- Resenha da biografia de Paul Volcker. Preciso comprar. O novo livro de Alan S. Blinder, sobre a crise.
- Edward Chancellor e Mike Monnelly sobre a vulnerabilidade do sistema de crédito da China.
- Um "teste de significância" para Davos.
- Debate imaginário entre Keynes, Marx, Lagarde e Schumacher.
- O que economistas sabem sobre imigração.
- Conheça a "Great Gatsby Curve".
- Uma briga (com classe) entre Tim Harford e Gideon Rachman, economista x historiador.
- Boa história sobre o possível fim das empregadas domésticas no Brasil.
- Provavelmente o gráfico econômico mais cool da história.
- A população mundial por latitude e longitude.
- André Lara Resende sobre otimismo.
- Uma entrevista com Edward Tufte.
- Uma visita a Pyongyang.
- 102 grandes artigos do ano passado.
- 38 mil (!!!) livros gratuitos para Kindle. A baixa margem de lucro da Amazon.
- Para os músicos amadores, um ótimo site com partituras dos Real Book.
- Richard Linklater sobre a sequência de Antes de Anoitecer, que estreou no festival de Sundance.
Marcadores:
academia,
América Latina,
Ásia,
China,
cinema,
demografia,
desenvolvimento,
HPE,
Keynes,
livros,
macroeconomia,
Marx,
off topic
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Leituras da semana (passada)
![]() |
| Palau, mom |
- Pedro Malan sobre os 18 anos do Plano Real. Semana passada resgataram também um texto da época assinado por um tal Guido Mantega.
- Edmar Bacha consegue encontrar erotismo na macroeconomia. Cada um com sua tara...
- Flavio Comim sobre o acerto de Dilma ao minimizar a importância do PIB.
- Um mito da FEA-USP se despede.
- Marcelo Ballvé sobre securitização e os problemas dos bancos médios no Brasil. O Marcelo tem feito um ótimo trabalho na cobertura desses temas, vale acompanhar.
- Dani Rodrik acha que Brasil, Índia e Coréia do Sul estão em boa posição relativa para os próximos anos na economia global.
- Richard P. Mattione, da GMO, sobre a Espanha.
- Os "gráficos mais importantes do mundo" (sei lá se são, mas muitos são bem interessantes).
- Uma boa crítica de Noah Smith ao Zero Hedge.
- O maior hedge fund do mundo não está tendo um ano exatamente brilhante.
- As ligações perigosas de Hayek com Pinochet.
- Como economistas se atrapalham com estatística.
- O que Daniel Kahneman sabe.
- Guardian sobre um possível renascimento do marxismo na Inglaterra.
- Infográficos (picaretas) da antiga União Soviética.
- Uma carta de Kurt Vonnegut para a família, direto de um campo de repatriação de prisioneiros da II Guerra.
- Como fazer um TED Talk.
- Procrastine e seja feliz.
- Considere migrar para Palau.
Marcadores:
academia,
bancos,
Brasil,
crise,
desenvolvimento,
econometria,
Europa,
fundos,
Guido Mantega,
Hayek,
história,
Inglaterra,
Marx,
off topic,
psicologia
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Leituras da Semana
![]() |
| Não tem preço |
- David Rosenberg, economista pessimista de carteirinha, está ameaçando virar a camisa.
- Anatole Kaletsky agora tem um blog na Reuters.
- Uma aulinha da The Economist sobre como colocar 2000 anos de dados em um gráfico.
- A Foreign Affairs publicou uma série de contrapontos ao artigo pessimista com o Brasil do mês passado. De novo parei no paywall, agradeço a quem conseguir os textos e me mandar.
- Da turma do Why Nations Fail, 10 motivos que levam um país a desmoronar.
- 3x William Easterly: novo paper, que atribui quase metade do desenvolvimento global atual à colonização europeia; um cartoon sobre desenvolvimento e uma micro-opinião sobre a Rio+20.
- Há uma relação (inversa) entre índice de propriedade de imóveis e desenvolvimento?
- Deirdre McCloskey sobre os danos da intervenção estatal nos séculos XIX e XX, texto pequeno para uma discussão imensa (e ela consegue mencionar não menos que 20 autores em duas páginas - quanta gente consegue debater contra esse nível de erudição?).
- Nicholas D. Kristof visita o Irã e fala sobre os efeitos das sanções econômicas.
- Maurício Santoro sobre a Argentina, que deve entrar em recessão este ano (mas não pelos dados oficiais, claro).
- Timothy Garton Ash sobre mais um renascimento de Aung San Suu Kyi.
- Garry Wills sobre a crítica de Mangabeira Unger a Obama e o dilema ideal x possível em política.
- O grande Costa-Gavras sobre a Grécia.
- Calvin & Haroldo para entender a política no Egito.
- Karl Marx foi parar num cartão de crédito. Treme o Highgate Cemetery.
- Cartazes maximalistas de ídolos do rock.
- E há um novo vídeo da série Where the Hell Is Matt?, imperdível. Há alegria no Eixo do Mal:
Marcadores:
América Latina,
Argentina,
Ásia,
Brasil,
dados,
desenvolvimento,
EUA,
Grécia,
liberalismo,
macroeconomia,
Marx,
mercado financeiro,
mercado imobiliário,
off topic,
Oriente Médio,
política
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Leituras da Semana
- Charlie Munger, o primeiro violino do maestro Warren Buffett, faz companhia a Keynes na definição de ouro como uma "relíquia bárbara": "I think gold is a great thing to sew in to your garments if you're a Jewish family in Vienna in 1939 but I think civilized people don't buy gold." A maioria dos americanos acha que ouro é o investimento mais seguro (seguido de imóveis, não parecem ter aprendido muito).
- O poder da "repressão financeira" para destruir dívida.
- Um bom relatório do Santander sobre os limites (ou falta deles) para a atuação do BNDES.
- Os fantásticos cursos abertos virtuais de Yale viraram livros. A iniciativa é tão bacana que eu deveria fazer propaganda toda semana. Dá para aprender sobre mercados financeiros com um tal Robert Shiller; eu comecei a assistir a um curso sobre capitalismo que parece muito bom.
- Enquanto isso, na UERJ, você pode aprender como se tornar um ninja.
- Elio Gaspari e o cheiro de picaretagem no livro Breakout Nations (o autor diz que o Plano Real saiu durante o governo Collor). A The Economist resenhou.
- Raghuram Rajan publicou, na Foreign Affairs, um artigo muito comentado sobre as possíveis lições da recessão nos EUA. Aqui um resumo das discussões.
- John Kay defende o fim do oligopólio bancário e menores barreiras de entrada no setor.
- Shaquille O'Neal agora é doutor (provavelmente o maior do mundo). Título da tese: How Leaders Utilize Humor or Seriousness in Leadership Styles.
- Uma conversa do Wall Street Journal com Deirdre McCloskey (é de Janeiro, tinha deixado passar).
- Para quem estiver pensando em seguir carreira de trader.
- Hugh Hendry preocupado com a "monocultura de fundos". Eu, com iniciativas como a do banco central do Japão, que está comprando ETFs de ações. A época parece ser de grande ameaça para livres mercados.
- James Montier, da GMO, na conferência anual do CFA Institute.
- Celso Barros, do NPTO, sobre as complicações de ler Marx.
- Das Kapital... em quadrinhos.
- O ministério de piadas prontas de Portugal, numa tentativa de amenizar a crise, cortou quatro feriados do calendário. Ganha um (ig)Nobel quem provar a relação entre número de feriados em um país e crescimento econômico.
- O poder da "repressão financeira" para destruir dívida.
- Um bom relatório do Santander sobre os limites (ou falta deles) para a atuação do BNDES.
- Os fantásticos cursos abertos virtuais de Yale viraram livros. A iniciativa é tão bacana que eu deveria fazer propaganda toda semana. Dá para aprender sobre mercados financeiros com um tal Robert Shiller; eu comecei a assistir a um curso sobre capitalismo que parece muito bom.
- Enquanto isso, na UERJ, você pode aprender como se tornar um ninja.
- Elio Gaspari e o cheiro de picaretagem no livro Breakout Nations (o autor diz que o Plano Real saiu durante o governo Collor). A The Economist resenhou.
- Raghuram Rajan publicou, na Foreign Affairs, um artigo muito comentado sobre as possíveis lições da recessão nos EUA. Aqui um resumo das discussões.
- John Kay defende o fim do oligopólio bancário e menores barreiras de entrada no setor.
- Shaquille O'Neal agora é doutor (provavelmente o maior do mundo). Título da tese: How Leaders Utilize Humor or Seriousness in Leadership Styles.
- Uma conversa do Wall Street Journal com Deirdre McCloskey (é de Janeiro, tinha deixado passar).
- Hugh Hendry preocupado com a "monocultura de fundos". Eu, com iniciativas como a do banco central do Japão, que está comprando ETFs de ações. A época parece ser de grande ameaça para livres mercados.
- James Montier, da GMO, na conferência anual do CFA Institute.
- Celso Barros, do NPTO, sobre as complicações de ler Marx.
- Das Kapital... em quadrinhos.
- O ministério de piadas prontas de Portugal, numa tentativa de amenizar a crise, cortou quatro feriados do calendário. Ganha um (ig)Nobel quem provar a relação entre número de feriados em um país e crescimento econômico.
Marcadores:
academia,
bancos,
BNDES,
capitalismo,
citações,
commodities,
crise,
Europa,
fundos,
Hugh Hendry,
Keynes,
livros,
macroeconomia,
Marx,
mercado financeiro,
ouro,
renda fixa,
Warren Buffett
Assinar:
Postagens (Atom)


















