quarta-feira, 20 de março de 2013

III ENBECO

Não vou poder ir a Vitória, mas o encontro deve ser bacana, cheio de gente interessante. O cartaz (clique para aumentar) está aí embaixo; mais informações com os incansáveis Shikida e Cristiano.


15 comentários:

Anônimo disse...

Não entendi o PAUL KRUGMAN (Drunkeynesian)

Drunkeynesian disse...

Chegou a hora de eu revelar minha verdadeira identidade.

Anônimo disse...

Hahaha Paul Krugman é Corinthiano, aí sim. Sério, não entendi.

Jorge Browne disse...

Vai ser um bom encontro. O que chama atenção é a blogsfera econômica brasileira ser essencialmente ortodoxa. Me pergunto se isso reflete a "correlação de forças" dentro da profissão ou algum outro fator. Acho que é o primeiro, mas torço pelo segundo.

DK, na atual situação te classifico como um "ortodoxo cético", no melhor sentido da palavra. Farás falta no encontro.

Anônimo disse...

Só não entendo como um blog que cita Keynes em seu nome pode ser tão pouco Keynesiano e heterodoxo

Drunkeynesian disse...

Talvez porque acredito que se Keynes vivesse hoje dificilmente seria qualificado como "keynesiano e heterodoxo"... mas essa discussão é longa.

Anônimo disse...

Só com debate sobre os fatos de hoje baseados na teoria Keynesiana é que poderia definir isso acredito.
Uma interpretação keynesiana de qualidade falta nesse momento tão importante da economia mundial.
Paul Krugman faz suas tentativas, você concorda com o que Krugman tem publicado em suas colunas no NYT ou em seus recentes livros?

Drunkeynesian disse...

Acho que o Krugman e os keynesianos em geral confiam demais no efeito do gasto do governo para a economia, e dão pouca importância para o estoque de dívida na partida. Qualquer coisa que se fale sobre o Keynes hoje é contrafactual, mas quando ele vivia a macroeconomia como objeto de estudo era muito recente, qualquer coisas que ele fizesse de novo poderia ser rotulado como "heterodoxa".

Delfim Bisnetto disse...

"O que chama atenção é a blogsfera econômica brasileira ser essencialmente ortodoxa."

Acho que o pensamento econômico não convencional no Brasil tem muita dificuldade com comunicação.

Há uma enorme tendência a assuntos de pouco interesse para o público menos especializado, principalmente criticar a "ortodoxia" e sugerir grandes soluções macroeconômicas (nem sempre muito realistas) como se fossem a panaceia absoluta.

É difícil ver um heterodoxo tratando dos temas cotidianos da economia com base em dados e hipóteses simples, como este blog, ou da política econômica de modo detalhado, convincente e acessível (embora por vezes monótono), como o Alex...

De modo que o debate heterodoxo acaba sempre voltado para os iniciados e, principalmente, para os convertidos...

Jorge Browne disse...

Bisnetto, pregar para os convertidos todos pregam (o Mão Visível é um exemplo), panáceias nem sempre muito realistas os ortodoxos também tem (reformas micro e educação).

Agora, tratar "dos temas cotidianos da economia" de forma acessível e clara dá o que pensar...

Assim como a crítica constante. Citando o Noahpinion sobre os Pós Keynesianos When not engaged in bitter denunciation of the "neoclassicals" who supposedly pushed them out of their once-hallowed place in the halls of academia, this species can actually have quite a lot of interesting things to say.

Anônimo disse...

Mas os gastos do Governo realmente são muito importantes e essenciais na recuperação de uma economia depressiva, que segundo Keynes é o prorrogamento de um momento com alto nível de desemprego, crescimento próximo a zero e sem tendência definida para melhora ou piora (Quadro esse que muitas economias ao redor do planeta se encontram, principalmente na Europa). Pela análise das expectativas dos agentes e volta do investimento privado e toda teoria dele, a política fiscal do governo, mais que a monetária, é muito importante. Ele também relata como você deve saber melhor que eu sobre sua preocupação com o endividamento excessivo, mas essa preocupação deveria ter sido no momento do boom. Portando, aqueles países que conseguem captar recursos a juros baixos (Estados Unidos, Alemanha), não devem agora se preocupar com endividamento e sim com a recuperação econômica. Até porque única forma de diminuir o endividamento me parece ser restabelecendo o crescimento econômico e aumentando o faturamento, do contrário estaremos em um plano fracassado de austeridade com aumento do nível das dívidas como vemos na zona do euro. Sei que daria uma longa discussão, mas é em torno disso que trata algumas das teorias pós-keynesianas recentes e do Krugman.

Floripa Trader

Sou inteligentão disse...

É o seguinte, amigos: se não tem equação, não serve. Nós economistas já conseguimos mapear as causes e efeitos de todas as variáveis econômicas, portanto sabemos como tudo interage através de nossos modelos sensacionais. esses Keynesianos não sabem nada de cálculo

Anônimo disse...

Parecido com o discurso do Robert Lucas em 2003 o comentário anterior.
Dizendo que a macroeconomia havia sido resolvida e nunca mais passaríamos por ciclos de depressão econômica, 2003!!!
Toda vez que eu leio aquilo e muitas outras declarações do "mainstream" como essa, mais me da gosto de estudar e não acreditar em manuais sonhadores.
Recomendo o livro do ano passado do Krugman, mesmo que você não concorde com as soluções, vai dar muita risada dos depoimentos daqueles que ele chama de "pessoas muito sérias".

Floripa Trader

Anônimo disse...

Para dar risada é o paper do Stiglitz afirmando que "as chances de o governo ser forçado a intervir na Fannie E Freddie são tão pequenas que não podem ser calculadas"

Drunkeynesian disse...

Stiglitz sendo esculachado: http://www.youtube.com/watch?v=sAAnV-AolTI