quinta-feira, 14 de março de 2013

Gráfico do Dia - real forte (por enquanto)

Em maio do ano passado, o real era a moeda que mais havia se desvalorizado no ano. Este ano, a situação é oposta: o real corrigiu a desvalorização do ano passado e está entre as moedas que mais se fortaleceram em 2013. Por enquanto, aparentemente, ganha a corrente que defende manter o câmbio relativamente apreciado para combater a inflação contra os industrialistas. No campo dos fundamentos, caminhamos para ter o pior saldo em balança comercial desde 2002.

O gráfico abaixo é de variação percentual contra o dólar americano.


11 comentários:

Jorge Browne disse...

Olá DK, finalmente consegui botar em dia a leitura do blog. A aposta que um grupo de economistas fez numa mesa de bar era de que, com a Selic do jeito que está, a alternativa do BC para a inflação seria o câmbio.

Parece que está valendo.

A questão é se o IED vai cobrir o rombo da balança, de qualquer forma com o monte de reservas que temos há gordura para queimar.

"O" Anonimo disse...

Acho que a questão é quanto tempo podemos continuar com inflação no limite da meta e crescimento medíocre sem que a Dona Bronca resolva dobrar a aposta ou mudar as traves de lugar. Minha aposta, um tanto especulativa, é que as traves da meta de inflação vão mudar de lugar, e vai ser logo (antes do final do ano)

Drunkeynesian disse...

Eu achei que pudessem fazer isso no ano passado... este ano ainda acho que a inflação cai, mas é uma opinião não menos especulativa do que a da mudança de traves. O que parece dado é que não vão dar a alta de juros que seria necessária pra atacar a inflação de serviços.

Jorge Browne disse...

Acho uma alta dos taxa de juros ruim, a apreciação do Real pode ser explosiva. O Dólar já oscila lá por baixo da meta implícita, e com isso atinge os nervos do governo (ou da dona bronca hehe...) que vê, com razão, a barbaridade que é o crescimento econômico doméstico vazar para fora.

Desde é claro, que a inflação esteja controlada, o que é o que o BC tem dito. Citando um artigo recente.
A Autoridade Monetária ainda entende que a dinâmica inflacionária tende a se acomodar e a convergência à meta estará em curso uma vez que ultrapassemos a janela móvel desfavorável em relação ao início do ano passado quando tivemos preços atipicamente baixos.

Especulações... especulações...

Ticão disse...

Um leigo pergunta.

Subir os juros diminui a inflação?
O histórico brasileiro demonstra isso?

E em que medida? Em qual correlação?
Subir os juros de 10 para 12 diminui a inflação de 6 para 4 ?

Drunkeynesian disse...

Putz, essa discussão é complexa...

Subir os juros derruba a inflação na medida em que reprime a demanda. Uma alta grande nos juros evidentemente derrubaria a inflação; para altas menores, é difícil isolar esse fator e separar as causalidades. E a relação está longe de ser linear assim...

Victor Pacheco disse...

O quê intriga por quê a inflação no Brasil é tão resistente ? Com um crescimento pífio, o mundo todo exportando deflação (commodities, bens de capital, etc) e taxas de juros, ainda altas para padrões internacionais, a danada da inflação não cede.

Drunkeynesian disse...

Muita indexação, na minha opinião... quando tinha chance de ser enterrada, o salário mínimo voltou a ser corrigido por inflação + PIB passado...

Anônimo disse...

A "danada da Inflação" não cede porque no Brasil não é causada apenas pelo aquecimento da Economia ou do lado da demanda, temos uma inflação alimentada também pela nossa fraca produção industrial e oferta de bens, por isso muito influenciada por variações cambiais. Mas conforme vários estudos do IPEA, para a economia Nacional uma inflação 1% mais alta é MUITO menos ruim a uma taxa de juros 1% mais alta, por diversos os motivos, como desembolso necessário a mais para pagar as dívidas atreladas a esses juros.
Sem contar o fato de que muita da nossa inflação é afetada por variáveis em que a taxa de juros não consegue frear, por exemplo preço de tomate, e demais alimentos, que as vezes são questões sazonais ou problemas pelo lado da oferta.

Floripa Trader

Anônimo disse...

Drunk, eu não chamaria o título do post como você. "Real forte" Pois para mim uma moeda forte é uma moeda conversível e uma moeda estável. Coisas que nossa moeda infelizmente nunca será, eu chamaria de "real valorizado".

Floripa Trader

Anônimo disse...

Mandou bem Floripa. É que o drunk é um otimista inveterado.