sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

10 coisas que não entendo da política econômica de Dilma

Como os leitores habituais já devem ter percebido, estou longe de ser crítico incondicional do que se faz na condução da política econômica no Brasil - não acho, por exemplo, que a ortodoxia irrestrita é nossa salvação, nem que os ministérios são dominados por completos imbecis. Ainda assim, pelo meio de mandato de dona Dilma, muita coisa me escapa a compreensão, e, honestamente, algumas delas não sei se por estupidez de quem as determina ou falha no meu entendimento. Abaixo compartilho parte dessa reflexão em 10 pontos (fui listando e cheguei em nove, obviamente acrescentei mais um por razões de marketing):

1. Comunicação e estratégia do Banco Central

Eu espumo de raiva toda vez que leio algum comunicado do BC. Primeiro a convergência para o centro da meta de inflação é "não-linear", depois essa menção desaparece; uma hora eles se metem a emitir comunicados oficiais sobre o que sai na imprensa, mas cansaram, ao longo do ano passado, de "mandar recados" por vários diretores antes das reuniões de política monetária. Achei totalmente legítima a tentativa de buscar um novo equilíbrio para a taxa Selic, mas há algum tempo o juro real é menor do que o que Dilma prometeu no início do mandato (2%) e tenho a impressão de que eles passam os dias torcendo por algum choque deflacionário (algo como a torcida para que chova nos rios que alimenta hidrelétricas) para que a inflação ceda um pouco.

Uma possibilidade é que está tudo combinado com os russos, ou seja, o governo vai trabalhar para, como no ano passado, tirar alguns pontos da inflação com desonerações, subsídios, etc - o que nos leva a...

2. Não atacar a indexação da economia

Aqui penso especificamente na regra de reajuste do salário mínimo (pelo crescimento do PIB + inflação). Já ouvi o Nelson Barbosa dizer com todas as palavras que a regra foi pensada para atacar distribuição de renda; ocorre que os efeitos secundários começam a aparecer na forma de inflação persistentemente alta (que atrapalha muito mais quem não tem ganhos indexados) e uma compressão de margens de lucro que acaba por sufocar os "espíritos animais" e o investimento. Meu problema aqui, notem, é com privilégios adquiridos, não com a ideia de que os empresários precisam de defesa ou que é ilegítimo tentar distribuir renda.

3. Mania de microgerenciamento

Esse é o caso geral em que caem outros pontos abaixo e as tentativas de influenciar a inflação de um mês para o outro (como se isso fosse fazer grande diferença), acertar a taxa de câmbio em um intervalo de cinco centavos (idem), lançar pacotes com medidas cujo impacto é totalmente marginal, etc... Parece tolice, ou tentativa de disfarçar incapacidade de mexer no que realmente importa.

4. Tentativas de enganar todos, o tempo todo

A sabedoria de Abraham Lincoln diz que isso é uma impossibilidade, o que não impede tentativas por aqui. O exemplo mais recente é das amalucadas manobras contábeis para cumpri a meta de superávit fiscal do ano passado - aos olhos do governo, isso é preferível do que assumir que o ano foi difícil, o crescimento foi baixo e a meta não foi cumprida; ou, como defendeu o Delfim, definir uma nova meta, compatível com os juros mais baixos e que seguiria garantindo uma dinâmica muito boa para a dívida. Dizem as "fontes" que esse caso específico gerou uma briga entre as secretarias de política econômica e do tesouro; pior que tenha vencido a que optou pelo truque, sancionado pelo ministro e a presidenta.

5. Por que não aumentar o preço do combustível?

Pela inflação, claro. Ou porque há uma percepção de que é necessário subsidiar esses preços, às custas da arrecadação de impostos e da saúde financeira da Petrobras, que fica na incrível situação de perder mais dinheiro quanto mais gasolina vender. Ou porque alguém defende que o preço do petróleo vai cair no mercado internacional ao longo do tempo.

Como a meta de inflação vale para o ano-calendário, o governo perdeu uma ótima chance de dar o aumento no final do ano passado, sabendo que a inflação não estouraria o teto da meta e deixaria 2013 menos pressionado. E o acionista minoritário da Petrobras não pode ser destruído - a empresa precisa atrair dinheiro privado para dividir os riscos da exploração do pré-sal (a opção a isso seria fazer todo o investimento pelo tesouro, e dar mais passos na direção de re-estatização da empresa).

6. Não permitir ajustes no mercado de trabalho

Esse ponto é bastante polêmico, já que manter uma taxa de desemprego baixa é um dos melhores objetivos de política econômica que posso imaginar. Há, porém, as tradicionais consequências de suprimir um movimento que seria feito naturalmente no mercado: adiar o ajuste possivelmente atrasa a recuperação do investimento (forçando empresas a terem, por algum tempo, retornos mais baixos), dificulta a vida de quem não está empregado (e estaria disposto a trabalhar por menos do que o salário de mercado) e acumula desequilíbrios para um ponto, no futuro, em que vai ser inevitável atacá-los.

Para este ponto, pensei na relação do governo com as montadoras, mas talvez isso seja menos relevante e de fato estejamos numa situação de mudança estrutural nos preços da mão-de-obra, que deveria levar a uma revisão de planos de negócios, e, com o tempo, a demissões.

7. Falta de ambição com reformas

Talvez, contra a intuição, tempos de bonança não sejam favoráveis a reformas, que só são feitas com a corda no pescoço. De qualquer jeito, é desanimador ver um executivo com ampla base de apoio popular e no legislativo ousar tão pouco.

8. A estratégia do BNDES

cansei de falar disso aqui, mas ainda não entendi (ou não quero entender) o que leva o BNDES a investir tanto em empresas tão pouco promissoras e promover um modelo de empreendedor que toma poucos riscos, tem acesso a financiamento subsidiado e torna-se bilionário antes de suas empresas retornarem o investimento.

9. O "heroísmo" dos bancos públicos

Banco do Brasil e Caixa resolveram compensar a queda na disposição dos bancos privados emprestarem, seja porque os juros ficaram menos atrativas ou as taxas de inadimplência começaram a preocupar (ou uma combinação dos dois fatores). O Jorge Browne, nos comentários, disse que isso pode ser uma aposta numa mudança de paradigma que o setor privado não enxerga - que os ganhos na renda sustentaram uma alta no padrão de endividamento que beneficiará quem mais conceder crédito agora. Pode até ser verdade, só não acho que cabe aos bancos públicos tomarem esse risco (de novo, se der errado, todos os contribuintes pagam a conta, criando a situação em que o trouxa é quem não tomou crédito e teve que pagar pelos que tomaram de qualquer jeito).

10. Guido Mantega

Bem, no fim das contas, ele é groovy.


30 comentários:

Pokémon disse...


O Karl Guido Marx!

Tá explicada a bagunça!

Pokémon disse...

Drunk,

Vc já venceu o Prêmio de Marketing 2013!

Anônimo disse...

Lembro que a indexação do salário mínimo tem data para acabar, então podemos se ver livres dessa praga criada pelos nossos gênios. A convergência não-linear é no longo prazo, então teremos um alívio na inflação já em 2015.
Se bem que sempre vai ter um Paim pedindo reajuste de 137% para o salário mínimo, para acabar com a desigualdade e a opressão.
Maradona

Anônimo disse...

Sobrou alguma coisa boa?!

haha

Anônimo disse...

Queridos

Eu prefiro esperar, pelo menos um ano, para poder afirmar, tão categoricamente assim, que medidas como a redução nas tarifas de energia e a desoneração da folha de salários são meras medidas pontuais, e portanto de alcance limitado

A princípio eu acho essas medidas bem mais estruturais do que muita coisa que o Mantega já anunciou em outros anos, por isso vou esperar para ver

Ou será que a Dilma enfrentou aquela batalha toda com o setor elétrico a troco de nada???



Quanto á regra do salário mínimo, discordo de você Drunkeneysian, meu fofo.


Você tem que lembrar que o Brasil vive atualmente um forte processo de formalização da sua economia, isso dá cada vez mais importância ao salário mínimo enquanto instrumento de distribuição de renda, muito mais do que o Bolsa Família, aliás...

Não sou cega para os inconvenientes que isso pode causar em alguns setores da economia - não creio que sejam em todos - mas não posso deixar de constatar o quanto os aumentos reais do salário mínimo foram importantes para o surgimento da classe c na última década.

Para mim foram os dois movimentos: os aumentos reais, concomitantes à formalização



Lavínia

PS: Porque há muito mais homens que mulheres aqui hein?

Lucas disse...

" isso dá cada vez mais importância ao salário mínimo enquanto instrumento de distribuição de renda, muito mais do que o Bolsa Família, aliás."

O Marcelo Neri fala exatamente o contrário, que o impacto do BF é maior q o SM na diminuição da pobreza, ao menos nos últimos anos. até 2007 o SM faria sentido.

Drunkeynesian disse...

Acho que a proporção homens / mulheres aqui segue as dos departamentos de economia por aí...

Anônimo disse...

Ambas as políticas foram importantes, só que no caso da ascensão da classe C, os aumentos reais do SM pesaram mais do que a Bolsa Família.

Parêntesis aqui para lembrar do avanço (isso mesmo) educacional como fator determinante desse processo também

O caso da redução da pobreza (ou seria extrema pobreza?) é diferente. Aqui o ator principal foi, sem dúvida, o Bolsa Família.

Foi isso que eu quis dizer, fofo

bjs

Lavínia

Arthur disse...

Concordo em maior ou menor grau com a maioria.

Mas a numero 6 me deixou um pouco intrigado.

Como o governo faz isso? Mesmo pressão direta em empresas parece uma ação tremendamente marginal. Não acho que o governo consiga de modo nenhum fazer isso.

Principalmente considerando o baixissimo desemprego mesmo com aumentos tremendos do salario minimo, que tendem a aumentar o desemprego, não me parece que isso é o governo indo contra os fundamentos ruims pra manter os empregos. Parece exatamente o contrário.

Drunkeynesian disse...

Como disse, pensei nas montadoras porque é o caso mais direto: ameaçam demitir (ou cortar horas), o governo aparece com um pacote. Mas acredito que as grandes empresas que dependem do governo em alguma medida têm um certo "medo" de demitir e provocar represálias.

Jorge Browne disse...

Baita post DK!

Obrigado pela citação, acho que não é questão do setor privado não enxergar e sim cooperação em oligopólio. É justamente por serem públicos que os bancos deveriam ousar, indo Where no brazilian bank has gone before.

Perdoa a ignorância mas não entendi muito bem o teu ponto 6 DK. A quais ajustes no MT tu te referes? E como o governo estaria impedindo? Não captei.

Por fim, perante duas estratégias possíveis para a meta de superávit: matar no peito e dizer que mudou ou ser "criativo", optaram pela última. Foi ruim. Mas a primeira, não tenhamos ilusões, também ia ter muita gritaria e chilique só que pelo menos o governo teria moral para peitar o debate. Mas isso fica só na imaginação...

Delfim Bisnetto disse...

Acho que há uma incompatibilidade básica entre o governo e a maioria dos analistas que leio, que é sobre a solução para os problemas normalmente referidos como "custo-Brasil".

Para os analistas (e os economistas em geral), esses problemas deveriam ser resolvidos por meio dos "fundamentals" que os causam (no caso dos juros, por exemplo, estimular a poupança, reduzir déficit nominal; no caso da energia, reduzir a carga tributária, privatizar os empreendimentos).

O governo acha que pode intervir diretamente sobre os preços para resolver o problema. Parece-me que o governo não apenas não considera essas medidas como pontuais e inócuas, mas também as reputa como algo radicais. Creio que Mantega não apenas discordaria da timidez reformista do governo, como apontaria essas medidas de intervenção e gerenciamento micro como exemplos de transformações profundas.

Se ele está certo eu já não sei. No caso dos juros, por exemplo, houve enorme alarde e empenho do capital político do governo e, mesmo assim, continuamos com taxas de mercado extremamente altas. Não me parece que o caminho adotado tenha sido eficiente. Vejamos o que vai acontecer com energia...

Para a Lavínia, ela tem razão em separar o combate à extrema pobreza da "ascensão" da classe C como problemas distintos. Quanto à proporção de mulheres, a dificuldade é que só aceitamos perfis femininos com fotos de corpo inteiro... :P

Drunkeynesian disse...

Jorge, creio que se o mercado de trabalho fosse menos regulado ou influenciado pelo governo, ano passado o desemprego teria subido - não foi um ano bom para a maioria das companhias.

E eu concordo com a Lavinia, os aumentos de salário mínimo foram muito importantes - só acho que eles chegaram em um ponto em que comprimem os lucros de forma que o gasto em capital parece pouco atrativo.

Delfim Bisnetto disse...

"Mas acredito que as grandes empresas que dependem do governo em alguma medida têm um certo "medo" de demitir e provocar represálias."

Pois é, basta ver o que acabou acontecendo com o Agnelli.

Mas o ponto 6 é problemático mesmo. Ainda que as empresas públicas e as grandes empresas privadas sob as asas do governo não demitam, isso não seria suficiente para explicar porque a taxa de desemprego vem em trajetória decrescente a tanto tempo. Acho que esse ajuste no mercado de trabalho simplesmente não ocorreu ainda...

Anônimo disse...

Gostei muito post, das colocações da Lavinia, apesar de não ser fã da atual fórmula do mínimo pelo que vc mesmo colocou.

Mas, no caso do microgerenciamento se pode melhorar deve faze-lo, afinal estão lá fazendo o quê?

Sobre as reformas, eu não vejo o governo com maioria real para aprovar nada, vide o novo marco regulador do setor de Petróleo, a maioria não é montada em nome de um projeto e sim interesses cartoriais.

Eu não vejo nenhum governo sem crise fazendo algo sem ser forçado pela contingência,a menos que firam interesses de quem marginalmente está na coalizão,infelizmente essa sempre foi a realidade do país com ou sem democracia.

Abçs,

Marcelo

Jorge Browne disse...

Ah, entendi. Estou na linha do Bisnetto aí em cima. Só que parece que a coisa não vai tão mal.

Drunkeynesian disse...

Minha tese leviana e impossível de ser confirmada é que ainda há capital entrando na economia (ou que entrou há pouco) com base em uma expectativa de retorno que é totalmente inalcançável, e isso ainda não se refletiu totalmente na economia.
A ver como anda 2013...

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto.


3 - A regra de reajuste do salário mínimo de 14% de aumento em janeiro de 2012 e de 9% em janeiro de 2013, ou seja um reajuste de tamanha intensidade levou todas as categorias a buscar reajustes com ganhos reais que ou vai gerar inflação ou diminuição das margens das empresas.


4 - Tentativas de enganar todos o tempo todo.

As manobras contábeis, tão comentadas recentemente, já tinham ocorrido na capitalização da petrobrás.

9 - O heroísmo dos bancos públicos

Em 1.995 o Banco do Brasil teve que fazer um aumento de capital de 500% em 2.001 houve novo aporte, agora através do governo federal pelo programa de fortalecimento das instituições financeiras federais(BB, Basa, BNB e CEF). Tal heroísmo tem sido cobrado.

Jorge Browne disse...

Anon, o SM realmente atua como farol no mercado de trabalho - MT e fortalece o poder de barganha dos trabalhadores na negociação coletiva. Entretanto o repasse do aumento não é automático, se conseguem ganho real é porque tem espaço dadas as condições atuais do MT.

Dawran Numida disse...

De todo modo, o BF é mais barato que as indexações do SM. Então, o BF seria mais eficiente do que o SM.

Mas, o que rola mesmo, agora, é 2014. Ou seja, manter o governo federal. Todo o resto depende de "novilínguas", que, desde 2003 geram terminologias como a tal "convergência não-linear".

Pensando bem, a coisa está indo mal: 3 anos consecutivos de inflação rodando acima do PIB, não dá margens a qualquer tipo de dúvidas.

Dionísio disse...

Ótimas colocações. E com certeza nenhum "governista" sensato poderia te acusar de parcialidade. Acho que metade dessas criticas existe dentro do próprio mercado.

Agora, acho que sua análise peca ao separar os elementos econômicos dos políticos. Para a administração, eles acontecem simultaneamente e exigem soluções complexas.

Um exemplo claro é o salário mínimo. À época da indexação, a forte alta do SM foi usada de argumento para o governo dar aumentos menores para o funcionalismo (que estava bem inflamado, lembremos).

Quanto às intervencionices e BC, um caso interessante foi esse pedido para adiar os reajustes do transporte público em SP e RJ. O próprio BC mostrou que há um bias em anos que começam com inflação alta para maior inflação. Além disso, compra tempo para a sedimentação do novo patamar de juros, uma briga que para muitos (como o Beluzzo e o Delfim) tem contornos políticos, pois os perdedores da nova situação estariam tentando forçar uma derrota ao governo.

Obviamente, isso não exculpa todos problemas elencados, mas trazendo esses debates a coisa toda parece ter mais nexo.

abraço

Anônimo disse...

Caro Jorge,

Desculpe retornar ao assunto do aumento do salário mínimo e consequentemente das demais categorias. Você comenta que se conseguem ganho real é porque tem espaço. Mas acho que existem "outras condições" atuando no mercado de trabalho, pois a produtividade está congelada. Talvez aí seja o sentido do item 6 - não permitir ajustes do mercado de trabalho.

Jorge Browne disse...

Tranquilo Anon, mas não creio que o governo tenha tanto controle assim. São milhares de acordos coletivos Brasil a fora, montes de sindicatos de trabalhadores e patronais, várias centrais e tal. É muita disperção para se controlar. Não acredito na capacidade do governo influenciar a taxa de desemprego "na marra".

Anônimo disse...

"Avanço educacional" Só pode ser piada. A universidade pública foi liquidada nos governos petistas. Vai acontecer com a universidade federal o mesmo que aconteceu com o ensino médio, universalizaram e a qualidade foi para o brejo. Aliás, isso já está acontecendo, basta considerar as universidades federais em cidades do interior pelo Brasil a fora. Salvas algumas exceções, o quadro é de dar dó. Tem que lembrar também que professores recebem por 40 horas mas trabalham 4 a 8 horas-aula no máximo.

Anônimo disse...

Drunkeynesian, sobre sua tese leviana penso o mesmo. O que vai ainda "irritar" os estrangeiros é ver que o crédito no Brasil tende a criar monopólios, só ver as fusões de grandes grupos financiadas com dinheiro público.

Custos no Brasil são altos, muito altos, mesmo em Petróleo só teríamos a vantagem alguma vantagem se formos pensar na instabilidade de todos os países produtores, por que além dos problemas que conhecemos, aqui é muito caro para extrair o produto.

Abraços,

Marcelo

rodrigo disse...

Ae Drunk vc não tá entendendo? Primeiro: no país de ignorantes em que vivemos, a máxima de Lincoln não se aplica, e acho q vc investe muito do seu tempo explicitando o q vc não entende. Vc sabe sim no seu íntimo que o Brasil está desgovernado, que o atual governo, para ficar ruim, como o do FHC, por exemplo, tem de melhorar muito, e que a única certeza que se pode ter é que cada povo tem exatamente o governo que merece. Vira o disco.

Anônimo disse...

Parte da explicação, você encontra aqui:http://blogs.estadao.com.br/rolf-kuntz/. A outra parte é o voluntarismo exacerbado da turma da Dilma.

Delfim Bisnetto disse...

Belas faixas, hein:

http://f.i.uol.com.br/folha/mercado/images/13022235.jpeg

Drunkeynesian disse...

Sensacional! Os sindicatos sempre querem o melhor para o país.

Jorge Browne disse...

O fogo atrás é montagem.