quarta-feira, 28 de março de 2012

Gráfico do dia - vinho no Brasil

A ridícula proposta de aumento do imposto sobre a importação de vinhos foi parar na capa da Folha de hoje - não basta o vinho importado no Brasil já ser muito caro, nem a indústria nacional ter mais de 3/4 do mercado. Para os interessados no assunto, recomendo a leitura desta carta aberta do Ciro Lilla, dono da melhor importadora de vinhos que temos. Abaixo, a medida de quanto vinho no Brasil é um negócio incipiente.


13 comentários:

Leonardo Monasterio disse...

Quem foi o sacana que colocou o asterisco no Kazaquistão?? Rs rs rs ....

Drunkeynesian disse...

Hahaha, fui eu mesmo que fiz o gráfico...

Jorge Browne disse...

Sendo do Sul acho que cabe dar uma de advogado do diabo.

Primeiro, a questão é no segmento de vinhos finos. Onde a participação nacional é de apenas 21,3%. A defesa da medida pelo Ibravin está aqui:
http://www.ibravin.org.br/int_noticias.php?id=869&tipo=N

Segundo, ao que parece o Campos Lilla está se referindo a vinhos de alta qualidade. Não parece algo que interesse mais do que os 0,01%.

Terceiro, parece que mesmo estes não conseguiriam descobrir a diferença entre um bom nacional e um bom importado hehe...
“Our main finding is that individuals who are unaware of price do not, on average, derive more enjoyment from more expensive wine. In fact, unless they are experts, they enjoy more expensive wine slightly less.”

http://www.nypost.com/p/news/opinion/opedcolumnists/wine_it_all_in_your_head_Bh2Z0Vi3lRcvDH0kc5Ec8H/0

Drunkeynesian disse...

Opa, é sempre bom ter um advogado do diabo. Obrigado pelos dados.

Sim, de fato parece afetar os 0,01%, fração que passará a ser menor se os impostos aumentarem. O tema aqui, creio, é diminuir a liberdade de escolha do consumidor contra proteger uma indústria que, creio, gera pouco emprego e tem pouco potencial de aumentar a arrecadação.

E, mesmo se ninguém consegue distinguir entre os vinhos que toma, ainda prefiro o mundo em que as pessoas possam escolher pelo rótulo ou acharem que estão bebendo um produto melhor - seguramente o prazer do negócio não está só no paladar.

Jorge Browne disse...

Acertaste em cheio! O prazer do vinho: it's all in your head segundo as pesquisas apresentadas pelo NYP.
Pode ser que o setor queira ganhar participação da forma mais fácil. E aumentar o lucro com preços maiores e custos menores (menos necessidade de desenvolvimento do produto).
Continuo não me preocupando com a liberdade de escolha dos 0,01%, mas se vai aumentar o preço dos vinhos portugueses sou contra também.
Quanto ao emprego, no Brasil deve estar na 32ª casa decimal, mas na Serra gaúcha...

Danilo Balu disse...

Uma vez que a qlide do vinho se baseia apenas no preço dele, é como aumentar o imposto sobre os livros baseado na proteção de quem publica livros caros, mesmo que seja pequena parte do mercado. Bananópolis.

Drunkeynesian disse...

Nesses casos eu gosto da ideia do Jim Rogers, que vive sugerindo para o governo dos EUA pagar uma renda vitalícia para os agricultores locais pararem de produzir. E a próxima geração, sabendo disso, que procure outra atividade.

JGould disse...

Tempos interessantes! Por que não radicalizar? legítimos pinot noir da serra gaúcha ou jundiaí, ipods da Elebra, iphones gradientes, TV led Cineral e possantes Gurgels!!! Esse é um país que vai pra frente tã tã tã!!!

@ocartesiano disse...

A solucao de mercado, e saudavel a todos era focar no que fazem bem, nesse caso espumantes. Alguem viu a Salton, a M. Chandon ou as menores como Geisse reclamarem da competicao?

Drunkeynesian disse...

Eu li que a Salton tinha participado do pedido de salvaguardas, mas retirou depois.

Ticão disse...

Pelo que li, uma das exigências é acrescentar algumas informações em português no rótulo principal. O que dificulta o pequeno produtor e/ou importador.

Uma bela experiência sociológica seria todos os rótulos em português. Todos os vinhos com cara de "nacional".

Num mercado que vive mais de glamour do que de sabor seria fatal?

De qualquer forma pouco me importa. Prefiro vodka.

Anônimo disse...

Caros colegas,

O espumante brasileiro está começando a se colocar como um vinho de destaque internacional. Outros tipos não vêm tendo o mesmo sucesso.

Proteção tem limite. Deve ser praticada em doses limitadas e desde que haja probabilidade de viabilizar uma produção futura competitiva.

A produção de vinho no País é uma indústria já antiga, que deveria estar apta a competir.

Temos que respeitar o consumidor também né?!

Eu, por exemplo, prefiro o português e o francês e acho o brasileiro fraco. Não sei porque devo bancar a referida falta de competitividade.

Abraços

Varela disse...

Bem, já vimos esse filme. A gente sabe que quando o Brasil quer ser bom em tudo, não é bom em nada. Falar em proteção ao emprego numa indústria ínfima e em franco crescimento é piada de mal gosto.

Vejo que passarei a tomar só Uísque (o prejuízo é do meu fígado). Isso enquanto não me obrigarem a comprar Teachers, Old Eight, Passport ou Drurys.

Pelo menos as passagens de avião estão mais baratas e existem os free shops. Essa é a vantagem em relação aos 70/80.