sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Imagem do dia - Austeridade

Cartoon da The Economist desta semana:

4 comentários:

Danilo Balu disse...

Sensacional!!
Vou ler logo mais o texto da experiência da Republica Democratica Popular da Africa do Norte com o Trem Bala....

Igor T. disse...

Drunk, tenho uma dúvida: como é que se pode defender, ao mesmo tempo, austeridade e aumento de dívida pública com ajuda trilhardária aos bancos (que, segundo Krugman, é pequena)? Não me parecem ações complementares.

Há uma briga entre as correntes ou estão tentado ajeitar isso como dá? Ou não há o que ajeitar, pois já deram o dinheiro que "tinham" que dar, e agora estão cortando na carne (da população pagadora de impostos, é claro)?

Drunkeynesian disse...

Igor, acho que a maior crítica que tem sido feita é que as intervenções dos EUA foram, primeiro, para salvar os bancos e, segundo, de política monetária (o que também acaba beneficiando principalmente os bancos). O resultado prático foi que os bancos se salvaram, as grandes empresas estão bem (conseguindo financiamento relativamente barato e cortando custos) e o americano médio ainda não viu efeito, sobretudo porque os empregos não estão aparecendo (minha impressão é que as empresas ainda estão muito cautelosas para investir / contratar e, no fim das contas, se os lucros estão vindo, não há muito incentivo para tomar mais risco). Ainda vão estudar isso, mas o estímulo como tem sido feito nos EUA parece ser fortemente regressivo - gerando dívida pública que é paga por todos os contribuintes e beneficiando alguns poucos grupos.

O que ainda não foi tentado, e acho que essa é a principal crítica dos que tem algum viés keynesiano / liberal de esquerda (o próprio Krugman, Brad DeLong), é o uso da política fiscal para gerar empregos diretamente, à la New Deal - começar obras gigantes de infraestrutura, dar incentivo para indústria, etc. A briga é exatamente por ter gente achando que "já deram o que tinham que dar" e agora seria hora de austeridade, dividir a conta do que já foi feito mesmo entre os que não tiveram nenhum benefício.

Igor T. disse...

Hmmm... Acho que já deu para me situar melhor na evolução dessa história. Valeu!