Noticiou-se no fim de semana que o governo avalia alternativas para evitar a cobrança de preços “abusivos” durante a Copa do Mundo. Os principais potenciais “abusadores” são hotéis e companhias aéreas, sendo que, no caso destas, estuda-se abrir, por meio de medida provisória, o mercado de voos domésticos para companhias estrangeiras. Nas palavras da ministra chefe da casa civil Gleisi Hoffmann, em entrevista para a Folha de S. Paulo: “Queremos que os preços deem retorno para os empresários, mas que sejam preços justos na época dos grandes eventos.” A definição de “preço justo”, no caso, passa por qualquer metodologia, menos a mais simples e menos arbitrária: deixar o mercado definir.
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
As últimas leituras do ano..
... já que semana que vem começam minhas provas e não deve sobrar tempo pra diletantismo:
- McKinsey sobre os efeitos dos juros muitos baixos no mundo na distribuição.
- Stiglitz descendo a lenha na política de subsídio agrícolas dos EUA.
- O último Journal of Economic Perspectives sobre os 100 anos do Fed, com textos de Bernanke, Eichengreen, Feldstein, Sandel...
- Na visão (bem mercantilista) de Dani Rodrik, os verdadeiros heróis da economia global são: Áustria, Canadá, Filipinas, Lesoto e Uruguai.
- Robert Solow sobre crescimento igualitário.
- Teoria dos jogos aplicada a jantares.
- Coletânea de gráficos bacanas sobre as megacidades do mundo.
- Pankaj Mishra dá seus pitacos sobre o arranca-rabo entre Amartya Sen e Jagdish Bhagwati.
- Esporte e crescimento com redistribuição.
- A Irlanda está destruindo projetos residenciais abandonados.
- A América Latina enriqueceu e diminuiu desigualdade, mas o crime nunca foi tão alto.
- Tim Harford sobre renda mínima universal. A Suíça vai votar um pagamento mensal de 2.500 francos para cada adulto.
- O megatorneio de previsões de Philip Tetlock e Dan Gardner.
- Mangabeira Unger no BBC Hardtalk.
- Philip Roth x Bertrand Russell.
- John Gray esculachando Malcolm Gladwell.
- Os muros do mundo no Guardian.
- Já é aquela época do ano, de novo: as listas de melhores livros do ano do New York Times e do Financial Times.
- Os cinco melhores ensaios de George Orwell.
- A viagem de ônibus de 96 horas e 5.800 quilômetros (mesma distância de Nova York a Ocotal, Nicarágua) entre São Paulo e Lima.
- Se os times da NFL fossem para o futebol europeu...
- Forte candidata a foto do ano.
- McKinsey sobre os efeitos dos juros muitos baixos no mundo na distribuição.
- Stiglitz descendo a lenha na política de subsídio agrícolas dos EUA.
- O último Journal of Economic Perspectives sobre os 100 anos do Fed, com textos de Bernanke, Eichengreen, Feldstein, Sandel...
- Na visão (bem mercantilista) de Dani Rodrik, os verdadeiros heróis da economia global são: Áustria, Canadá, Filipinas, Lesoto e Uruguai.
- Robert Solow sobre crescimento igualitário.
- Teoria dos jogos aplicada a jantares.
- Coletânea de gráficos bacanas sobre as megacidades do mundo.
- Pankaj Mishra dá seus pitacos sobre o arranca-rabo entre Amartya Sen e Jagdish Bhagwati.
- Esporte e crescimento com redistribuição.
- A Irlanda está destruindo projetos residenciais abandonados.
- A América Latina enriqueceu e diminuiu desigualdade, mas o crime nunca foi tão alto.
- Tim Harford sobre renda mínima universal. A Suíça vai votar um pagamento mensal de 2.500 francos para cada adulto.
- O megatorneio de previsões de Philip Tetlock e Dan Gardner.
- Mangabeira Unger no BBC Hardtalk.
- Philip Roth x Bertrand Russell.
- John Gray esculachando Malcolm Gladwell.
- Os muros do mundo no Guardian.
- Já é aquela época do ano, de novo: as listas de melhores livros do ano do New York Times e do Financial Times.
- Os cinco melhores ensaios de George Orwell.
- A viagem de ônibus de 96 horas e 5.800 quilômetros (mesma distância de Nova York a Ocotal, Nicarágua) entre São Paulo e Lima.
- Se os times da NFL fossem para o futebol europeu...
- Forte candidata a foto do ano.
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segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Leituras Perdidas
- O blog novo da Helen Joyce, editora da The Economist que deixa o Brasil em breve.
- Hal Varian sobre o negócio de jornais.
- Entrevista do Spiegel com George Soros.
- Físicos e o mercado financeiro.
- Conheça o escritório de Alvin E. Roth, Nobel de Economia do ano passado.
- Chris Blattman sobre o livro novo de Angus Deaton. Deaton sobre Reinhart & Rogoff.
- Stiglitz sobre desigualdade.
- Entrevista de Lula para o El País.
- Onde estão os 1% mais ricos do mundo.
- No quê cada país é líder mundial.
- Pankaj Mishra sobre a Indonésia.
- Como o Grateful Dead levou o basquete masculino da Lituânia aos seus primeiros Jogos Olímpicos.
- Resolvendo problemas de tradução... com vetores, claro.
- Sugestão de presente de Natal para seu amigo estatístico.
- Hal Varian sobre o negócio de jornais.
- Entrevista do Spiegel com George Soros.
- Físicos e o mercado financeiro.
- Conheça o escritório de Alvin E. Roth, Nobel de Economia do ano passado.
- Chris Blattman sobre o livro novo de Angus Deaton. Deaton sobre Reinhart & Rogoff.
- Stiglitz sobre desigualdade.
- Entrevista de Lula para o El País.
- Onde estão os 1% mais ricos do mundo.
- No quê cada país é líder mundial.
- Pankaj Mishra sobre a Indonésia.
- Como o Grateful Dead levou o basquete masculino da Lituânia aos seus primeiros Jogos Olímpicos.
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- Sugestão de presente de Natal para seu amigo estatístico.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Gráficos do Dia - Moneyball
Do último relatório Football Money League, da Deloitte. O glorioso alvinegro paulistano foi o time com maiores receitas fora da Europa, mas atrás de potências como Fulham, Sunderland e Valencia.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Leituras da Semana (passada)
- A depressão na Grécia, que deve ser pior que a Grande Depressão dos EUA.
- Os economistas mais influentes de 2012.
- Um grande fato subversivo sobre investimentos.
- Uma heurística para o limite do valor de mercado de empresas.
- Richard Koo sobre o "novo" Japão.
- Juros reais pelo mundo - pelo menos no Chile, Rússia, Polônia e Austrália andam maiores que os nossos.
- A Lei de Benford aplicada aos dados da economia chinesa (adivinhem o resultado).
- Deirdre McCloskey está no Twitter, e, por enquanto, tem menos seguidores do que este escriba. Ajudem a corrigir essa injustiça.
- Confissões de cientistas sociais.
- Como livros de estatística podem pesar 0kg.
- Quando engenharia encontra economia.
- Porque não jogar fora os livros de papel.
- A pergunta anual do Edge: "What should we be worried about?"
- A história do pebolim (totó, etc), um verdadeiro esporte globalizado.
- Os filósofos mais importantes de todos os tempos.
- Os autores mais citados em sociologia.
- Os economistas mais influentes de 2012.
- Um grande fato subversivo sobre investimentos.
- Uma heurística para o limite do valor de mercado de empresas.
- Richard Koo sobre o "novo" Japão.
- Juros reais pelo mundo - pelo menos no Chile, Rússia, Polônia e Austrália andam maiores que os nossos.
- A Lei de Benford aplicada aos dados da economia chinesa (adivinhem o resultado).
- Deirdre McCloskey está no Twitter, e, por enquanto, tem menos seguidores do que este escriba. Ajudem a corrigir essa injustiça.
- Confissões de cientistas sociais.
- Como livros de estatística podem pesar 0kg.
- Quando engenharia encontra economia.
- Porque não jogar fora os livros de papel.
- A pergunta anual do Edge: "What should we be worried about?"
- A história do pebolim (totó, etc), um verdadeiro esporte globalizado.
- Os filósofos mais importantes de todos os tempos.
- Os autores mais citados em sociologia.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Espanha e os 0,1%, aplicado ao futebol
Anteontem, na premiação da FIFA de melhores de 2012 no futebol, foi escolhida uma seleção mundial - os 11 jogadores mais votados por mais de 50.000 outros jogadores profissionais. Em teoria e descontados alguns vieses, são os melhores jogadores do mundo em suas respectivas posições - ou pelo menos é seguro afirmar que estão entre os três ou cinco primeiros em todos os casos. Chamou-me a atenção que todos, 100%, os 11, jogam em clubes espanhóis - cinco no Real Madrid, cinco no Barcelona e um no Atletico de Madrid.
A Espanha, como sabemos, terminou o ano passado com mais de 25% de desemprego - 56,5% para os jovens com menos de 25 anos. Passou mais da metade dos últimos quatro anos em recessão. Ainda assim, seus clubes têm dinheiro para pagar e manter os onze maiores futebolistas em atividade no mundo. Onde está o erro?
Dá pra falar de vários aspectos desse caso (quer dizer, daria se eu entendesse alguma coisa dos assuntos), todos fascinantes: a capacidade do futebol descolar do ambiente da sede dos clubes, tanto pela transcendência do esporte quanto pelo dinheiro globalizado aplicado nos times grandes; a atual fase do futebol espanhol (mais da metade dos eleitos) e a tendência desses jogadores preferirem jogar no país / clube de origem, mesmo com potenciais ofertas melhores; o efeito "winner takes all" que o atual esquema de receitas alimenta; a enganação que são os "dois melhores laterais do mundo" brasileiros, etc... Vou me concentrar em um que especialmente me incomoda: os subsídios cruzados que ajudam a sustentar o futebol.
Os times da liga espanhola, segundo estudo de um professor da Universidade de Barcelona (mais, muito mais no ótimo The Swiss Ramble) acumulam cerca de €3,5 bilhões em dívidas - Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid, somados, correspondem a quase metade desse valor. Os clubes devem a bancos, outros clubes e ao fisco espanhol (€426 milhões para este). No mundo ideal, essas dívidas um dia seriam devidamente pagas. Clubes de futebol, porém, não estão entre os melhores pagadores, talvez porque não têm grandes incentivos para tal: como executar um grande clube? Decretar sua falência, liquidar e encerrar a história? Quem vai lidar com a pressão popular, ou dos torcedores poderosos (apenas o rei da Espanha, no caso do Real Madrid)? Para piorar, estamos numa conjuntura em que bancos não podem mais quebrar, e suas más decisões de crédito, emprestar a times de futebol entre elas, acabam sendo bancadas pelo contribuinte.
No fim das contas, todos os contribuintes acabam sustentando os clubes - o governo precisa arrecadar de outra maneira os impostos que deixa de cobrar, resgata os bancos que emprestaram aos clubes e, pelo exemplo brasileiro (deve haver muitos outros), resgata os próprios clubes, quando preciso. É um crowdfunding compulsório, tendo como fundo a ideia que clubes de futebol são, ao menos parcialmente, bens públicos. Podem até ser, mas isso deveria ficar mais claro para que os eleitores decidam se é legítimo manter essa casta de multimilionários às custas da população.
O caso específico da Espanha hoje parece particularmente imoral pelo descolamento entre a conjuntura do país e a riqueza da liga de futebol, mas não é o único. Nem é o futebol - o mundo está repleto de negócios que criam milionários indiretamente subsidiados por contribuintes. É ridículo políticos defenderem uma era de austeridade geral enquanto esses casos não se tornarem explícitos, analisados e repensados.
A Espanha, como sabemos, terminou o ano passado com mais de 25% de desemprego - 56,5% para os jovens com menos de 25 anos. Passou mais da metade dos últimos quatro anos em recessão. Ainda assim, seus clubes têm dinheiro para pagar e manter os onze maiores futebolistas em atividade no mundo. Onde está o erro?
Dá pra falar de vários aspectos desse caso (quer dizer, daria se eu entendesse alguma coisa dos assuntos), todos fascinantes: a capacidade do futebol descolar do ambiente da sede dos clubes, tanto pela transcendência do esporte quanto pelo dinheiro globalizado aplicado nos times grandes; a atual fase do futebol espanhol (mais da metade dos eleitos) e a tendência desses jogadores preferirem jogar no país / clube de origem, mesmo com potenciais ofertas melhores; o efeito "winner takes all" que o atual esquema de receitas alimenta; a enganação que são os "dois melhores laterais do mundo" brasileiros, etc... Vou me concentrar em um que especialmente me incomoda: os subsídios cruzados que ajudam a sustentar o futebol.
Os times da liga espanhola, segundo estudo de um professor da Universidade de Barcelona (mais, muito mais no ótimo The Swiss Ramble) acumulam cerca de €3,5 bilhões em dívidas - Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid, somados, correspondem a quase metade desse valor. Os clubes devem a bancos, outros clubes e ao fisco espanhol (€426 milhões para este). No mundo ideal, essas dívidas um dia seriam devidamente pagas. Clubes de futebol, porém, não estão entre os melhores pagadores, talvez porque não têm grandes incentivos para tal: como executar um grande clube? Decretar sua falência, liquidar e encerrar a história? Quem vai lidar com a pressão popular, ou dos torcedores poderosos (apenas o rei da Espanha, no caso do Real Madrid)? Para piorar, estamos numa conjuntura em que bancos não podem mais quebrar, e suas más decisões de crédito, emprestar a times de futebol entre elas, acabam sendo bancadas pelo contribuinte.
No fim das contas, todos os contribuintes acabam sustentando os clubes - o governo precisa arrecadar de outra maneira os impostos que deixa de cobrar, resgata os bancos que emprestaram aos clubes e, pelo exemplo brasileiro (deve haver muitos outros), resgata os próprios clubes, quando preciso. É um crowdfunding compulsório, tendo como fundo a ideia que clubes de futebol são, ao menos parcialmente, bens públicos. Podem até ser, mas isso deveria ficar mais claro para que os eleitores decidam se é legítimo manter essa casta de multimilionários às custas da população.
O caso específico da Espanha hoje parece particularmente imoral pelo descolamento entre a conjuntura do país e a riqueza da liga de futebol, mas não é o único. Nem é o futebol - o mundo está repleto de negócios que criam milionários indiretamente subsidiados por contribuintes. É ridículo políticos defenderem uma era de austeridade geral enquanto esses casos não se tornarem explícitos, analisados e repensados.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Leituras da Semana e Meia
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| Índia, 65 |
- Mark Dow sobre as dificuldades dos fundos global macro.
- Uma lista de leituras para o verão europeu, por Barry Eichengreen.
- Nicholas Kaldor, há 41 anos, sobre a União Européia.
- A Companhia das Letras lança ainda esta semana a versão brasileira do livro de Sylvia Nasar sobre pensamento econômico. A Folha publicou um trecho e a resenha do NY Times. Eu havia resenhado aqui.
- John Kay sobre a abordagem de Keynes para probabilidade.
- 36 indicadores econômicos bizarros.
- Nassim Taleb acha que não é mais uma boa ideia trabalhar na indústria de investimentos.
- Uma retrospectiva da crise argentina.
- McKinsey sobre a Austrália.
- Começa a esquentar o debate pré-eleições nos EUA: Simon Schama e a escolha entre Franklin Roosevelt e Ayn Rand. A matéria de capa da última Newsweek, com Niall Ferguson panfletando para os republicanos. Entre as dezenas de reações, a de Noah Smith e o comentário de John Cassidy. Ezra Klein e o melhor caso contra o mandato de Obama.
- Jeremy Grantham sobre a crise de alimentos.
- O Oikomania faz um resumo sobre as hipóteses correntes para o desenvolvimento.
- As desigualdades regionais na Europa e uma boa reflexão sobre educação.
- Um manual do Brasil, pelo J.P. Morgan.
- William Easterly prova que as Olimpíadas não produzem medalhas.
- Os guias de viagens e suas concessões a tiranias.
- Como tem crescido o consumo de cerveja no mundo.
- Das Kapital em mangá.
- Caso não saibam, é proibido entrar com livros em estádios de futebol no Brasil.
- O Financial Times lê o quadro de medalhas das Olimpíadas de Londres.
- As 10 verdadeiras lições de gestão dos jogos.
- Sonny Rollins na New York Review of Books.
- A globalização segundo a revista Cosmopolitan (Nova, por aqui).
- Os bons tempos em que se podia beber no trabalho.
- Fotos dos 65 anos de independência do Paquistão e da Índia.
- Escândalo: o bolovo é uma invenção escocesa.
- Um grande dilema de lecionar.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Leituras da Semana
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| Still crazy after all these years |
- A performance de vários ativos nos cinco anos desde o início da crise.
- Saiu a lista de indicados para o prêmio de livro de negócios do ano pelo Financial Times. Vergonhosamente, ainda não li nenhum deles. A Diane Coyle, do The Enlightened Economist, montou sua própria lista.
- Um repórter do Spiegel, alemão nascido na Espanha, refaz a viagem de férias da sua infância e faz uma bela crônica da crise.
- Ezra Klein, do Washington Post, andou pelo Brasil e montou uma compilação interessante de dados sobre o país.
- Raghuram Rajan volta para a Índia, para um cargo que deve ser muito, muito difícil.
- O fim dos "milagres" de crescimento.
- Grande coletânea de gráficos e dados sobre o mercado imobiliário americano.
- Galeria de fotos sobre ouro, da mineração às medalhas olímpicas.
- Última semana de links olímpicos (e eu finalmente vou ter minha vida de volta): o quadro de medalhas per capita. A final dos 100m rasos no último domingo foi a corrida mais rápida da história. Fotos dos momentos de glória em Londres (a do fundista Mo Farah abraçando o mascote é épica). A saga rocambolesca da família dos boxeadores Esquiva e Yamaguchi Falcão. Coisas estranhas acontecem quando a equipe de handebol de um país de 320 mil habitantes ganha uma medalha olímpica. Algumas lições de desenvolvimento aplicado às Olimpíadas. Hoje completa 35 anos Luciana Aymar, a "Maradona de saias", possivelmente a maior jogadora de hóquei da história, e as Leonas disputam a final olímpica contra a Holanda. Fica a torcida da casa.
- E o gráfico do dia, dessa pesquisa esculhambada do FT Alphaville:
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Leituras da Semana
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| Greatest sungas in the world |
- Barry Eichengreen sobre o desaquecimento da economia da China.
- Suíça: país ou hedge fund?
- Um perfil de Mohamed El-Erian, da PIMCO, no New York Times. Se você acha o bônus de banqueiros absurdo, veja quanto ele e Bill Gross levaram no ano passado (em que os fundos da PIMCO não foram bem).
- 10 cidades americanas onde casas custam menos que um carro (Detroit no topo, para provar que a história gosta de produzir ironias).
- A incapacidade da Europa de fomentar empreendedorismo, ótima matéria na The Economist.
- Cinco livros sobre estatística e risco.
- Compartilhamento de arquivos na internet virou uma religião, na Suécia.
- Saiu a atualização desta década da lista dos melhores filmes da história pela Sight and Sound. Cidadão Kane perdeu o topo que vinha ocupando nos últimos 50 anos.
- Uma bela crítica de O Porto, um dos melhores filmes que vi este ano.
- Susan Sontag sobre amor, ilustrado.
- Os links olímpicos: o The Big Picture sempre tem as melhores coletâneas de fotos - aqui a primeira dos jogos.Cartazes das Olimpíadas de Moscou. As escolhas de grandes momentos olímpicos do ótimo Iconic Photos. Uma classificação dos esportes em duas dimensões.Os significados políticos e históricos da cerimônia de abertura. Uma crítica de Christopher Hitchens aos jogos, de 2010.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Leituras da Semana
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| Enxergar bem é um luxo desnecessário |
- A última carta ao investidor da Greenlight Capital, de David Einhorn.
- Bolhas na ausência de mercados são mais devastadoras, diz Robert Shiller.
- John Kay conta a parábola do boi.
- Oito jovens economistas falam sobre os possíveis rumos da dismal science.
- O mapa do Japão e sua curva de Phillips.
- O fracasso da Europa em fomentar empreendedorismo.
- O que é possível comer com uma renda abaixo da linha da pobreza em 15 países.
- Republicanos, esses socialistas.
- A história de quatro grandes impérios (espanhol, francês, português, britânico) contada como criaturas numa placa de Petri.
- Fui apresentado ao Coursera, um excelente agregador de cursos online de ótimas universidades.
- O aniversário do grande Nelson Mandela foi semana passada, mas vale ver esse vídeo da história da vida dele contada pelas redes sociais.
- Noruega, sempre dando aulas de civilização.
- Ai. Thomas. Friedman.
- O rabugento e exigente Miles Davis ouvindo alguns discos de jazz, e soltando provavelmente um dos maiores elogios que João Gilberto já recebeu: "He could read a newspaper and sound good!"
- É científico: música pop nunca foi tão barulhenta e chata.
- A relação de escritores com dinheiro.
- Porque Nicolas Cage é o maior ator de sua geração.
- O que lê Lisa Simpson.
- A Ernst & Young sobre o impacto socioeconômico da Copa 2014.
- Os inevitáveis links olímpicos: cinco livros sobre a história olímpica de Londres. O Guardian compilou seis previsões do quadro de medalhas (todas com os EUA voltando à frente da China, sem precisar apelar para a contagem de todas as medalhas ao invés de só os ouros). Xavier Sala-i-Martín e The Economist sobre os métodos por trás dessas previsões. Mais uma receita para criar potências olímpicas. O regularmente brilhante Adam Gopnik, da New Yorker, sobre os jogos. Na Foreign Policy, os oito momentos mais carregados de política da história dos jogos.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
Leituras da Semana
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| Citius, Altius, Fortius |
- Barry Eichengreen falando ao Valor.
- Entrevista de Olivier Blanchard para o WSJ.
- Relatório da McKinsey sobre bancos de varejo na Europa.
- 6 mudanças de política que parecem óbvias para economistas, mas são intragáveis para políticos.
- 8 atributos para bons economistas, inspirados pelo obituário de Alfred Marshall escrito por Keynes.
- Um jeito interessante de medir, pelo Google, o sentimento sobre a economia.
- Marcelo Ballvé produziu um resumo em Inglês para a treta Reinaldo Azevedo x economistas da PUC-RJ.
- Resumo de outra treta, mais high profile: Paul Krugman x Estônia.
- Aí não, ANPEC...
- Um resumo gráfico do novo livro de Nassim Taleb, Antifragile.
- Modesta tentativa de mapear todas as ideias da história.
- A vida de Nelson Mandela contada pelas redes sociais (h/t Mauricio Santoro).
- Uma semana para os jogos começarem - matéria da ESPN Magazine sobre o bundalelê nas vilas olímpicas. Belas fotos de atletas treinando.
- Como criar uma potência olímpica - não é difícil.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
Gráficos (esportivos) do Dia
Faltando duas semanas para o início das Olimpíadas, vamos entrando no clima:
- Gráfico do relatório da Goldman Sachs sobre os jogos, mostrando como um modelo econométrico que não leva em conta nenhuma variável "esportiva" consegue prever com bastante precisão o quadro de medalhas dos jogos (o professor Daniel K. N. Johnson, do Colorado College, mostra isso desde os jogos de Sydney, em 2000):
- Um gráfico de dispersão da BBC com a relação peso x altura dos atletas olímpicos. Na versão interativa, dá para ver que tipo de atleta você poderia ser (no meu caso, é de grande conforto saber que é só melhorar um pouco meu coeficiente gordura / músculos para eu me tornar um halterofilista de sucesso):
- Gráfico do relatório da Goldman Sachs sobre os jogos, mostrando como um modelo econométrico que não leva em conta nenhuma variável "esportiva" consegue prever com bastante precisão o quadro de medalhas dos jogos (o professor Daniel K. N. Johnson, do Colorado College, mostra isso desde os jogos de Sydney, em 2000):
- Um gráfico de dispersão da BBC com a relação peso x altura dos atletas olímpicos. Na versão interativa, dá para ver que tipo de atleta você poderia ser (no meu caso, é de grande conforto saber que é só melhorar um pouco meu coeficiente gordura / músculos para eu me tornar um halterofilista de sucesso):
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sexta-feira, 6 de julho de 2012
Som da Sexta - Muse
Não é nem pelo Muse (banda nota 5,5), mas esse vídeo oficial dos Jogos Olímpicos é de arrepiar - e a música vai bem com ele.
P.S. Este blog tenderá ao insuportável para quem não gosta de esporte durante as Olimpíadas. Estejam avisados.
Obrigado ao Soneca pela dica.
P.S. Este blog tenderá ao insuportável para quem não gosta de esporte durante as Olimpíadas. Estejam avisados.
Obrigado ao Soneca pela dica.
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