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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

1 ano de Abenomics

Há pouco mais de um ano, num domingo, milhares de corinthianos em Tóquio (este escriba entre eles) se preparavam para tomar um trem para Yokohama, ver seu time bater o Chelsea e conquistar o Mundial de Clubes. O outro campeão no Japão naquele dia foi Shinzo Abe, eleito novamente primeiro ministro do país com a promessa de tirar o país da estagnação que prevalece desde o estouro das bolhas de ações e imobiliária, em 1990. Na semana seguinte, o índice Nikkei 225 subiu 2%, começando uma impressionante escalada de (até agora) mais de 60%.
O resto do texto está no Estadão.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Brasil, na contramão do mundo

A tabela abaixo é uma versão resumida da que aparece no ótimo Central Bank News (tirei os países menores e quem não mexeu nos juros este ano).


Com exceção de Brasil e Egito (poupem os comentários da "mistura do Brasil com Egito", por favor), há um padrão claro: o mundo está cortando juros, ou, quando esses já estão muito próximos a zero, embarcando em outros experimentos monetários menos católicos (estou pensando em EUA e, sobretudo, Japão). O crescimento global aparentemente está mais lento do que se esperava, preços de commodities vêm caindo e, como consequência desses dois fatores, a inflação está caindo em boa parte do mundo. Para pegar um caso típico: na Turquia, o índice de preços ao consumidor acumulava alta mais de 11% nos doze meses terminados em abril do ano passado; hoje, a mesma medida é de pouco mais de 6% (e o banco central turco deve seguir cortando juros amanhã, para uma taxa real ainda mais negativa).

O Brasil compartilha do problema global de crescimento, mas por aqui a resiliência e o patamar da inflação fazem com que muita gente sensata ache que o BC deveria divergir ainda mais do padrão mundial e subir os juros mais rapidamente. Grande parte da explicação para isso está numa peculiaridade do mercado de trabalho, também divergente do resto do mundo, com baixo desemprego e salários reais em alta. Essa explicação, por sua vez, encontra raízes em uma combinação de forças demográficas (tem uma matéria bacana na última piauí sobre isso, ainda fechada para não-assinantes) e um governo francamente trabalhista, que fez da indexação do salário mínimo uma de suas principais políticas de redistribuição de renda.

Disso todo mundo já sabe. A questão agora é: como evitar que o cenário atual vire uma estagflação prolongada ou mais acelerada? Não há resposta fácil (claro que o leitor chegou até aqui esperando uma solução mágica, desculpo-me). Nos EUA, a estagflação dos anos 70 terminou com o choque de juros comandado por Paul Volcker e a desmontagem progressiva do poder dos sindicatos durante o governo Reagan. Aqui, creio, antes da eleição do ano que vem será feita uma tentativa de não mexer muito nos juros, e, ao menos enquanto o poder estiver nas mãos de um partido criado a partir de sindicatos, uma saída daquele tipo parece altamente improvável (e lenta, de qualquer maneira).

Me parece que, atualmente, a maior aposta do governo é que as medidas de desoneração passadas e futuras vão, algum dia, resultar em uma dinâmica deflacionária - pouco provável, com base no que aconteceu com um dos maiores possíveis, a queda dos preços de energia elétrica. Tudo isso enquanto se torce para que não ocorra um novo choque desfavorável nos preços de alimentos e tentando evitar que o aperto no mercado de trabalho se resolva com empresas demitindo e desemprego aumentando a meses das eleições. Equilíbrio complexo e delicado, como se nota.

Tendo sucesso em não "balançar o barco" até as eleições e mantida a essência da conjuntura atual, creio que em 2015 o Brasil permitirá uma forte desvalorização cambial, alta de juros e, eventualmente, uma recessão. Porém, há muitas variáveis fora do controle dos nossos planejadores, e as condições de mercado podem adiantar esse ajuste. Muito cedo ainda para especular sobre esse timing, mas é difícil ficar animado com a economia brasileira nos próximos anos (com a ressalva que a situação atual, enquanto mantida, é muito boa para grande parte da população).

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mundo tão desigual

Mapa roubado do Inca Kola News. O amigo Mineiro indicou, na mesma linha, este site.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Leituras da Semana

Not-so-dismal art
- Reinhart & Rogoff disponibilizaram as bases de dados do This Time Is Different.

- O verdadeiro custo do salvamento da AIG.

- A moda México.

- Uma breve história da macroeconomia.

- Charles Goodhart e Vincent Reinhart contra metas pra PIB nominal.

- Resenha da biografia de Paul Volcker. Preciso comprar. O novo livro de Alan S. Blinder, sobre a crise.

- Edward Chancellor e Mike Monnelly sobre a vulnerabilidade do sistema de crédito da China.

- Um "teste de significância" para Davos.

- Debate imaginário entre Keynes, Marx, Lagarde e Schumacher.

- O que economistas sabem sobre imigração.

- Conheça a "Great Gatsby Curve".

- Uma briga (com classe) entre Tim Harford e Gideon Rachman, economista x historiador.

- Boa história sobre o possível fim das empregadas domésticas no Brasil.

- Provavelmente o gráfico econômico mais cool da história.

- A população mundial por latitude e longitude.

- André Lara Resende sobre otimismo.

- Uma entrevista com Edward Tufte.

- Uma visita a Pyongyang.

- 102 grandes artigos do ano passado.

- 38 mil (!!!) livros gratuitos para Kindle. A baixa margem de lucro da Amazon.

- Para os músicos amadores, um ótimo site com partituras dos Real Book.

- Richard Linklater sobre a sequência de Antes de Anoitecer, que estreou no festival de Sundance.

Gráficos do Dia - envelheça, se endivide

Seguindo minha busca por uma grande teoria para ganhar o Nobel, fui testar se há uma relação entre a idade média (mediana, na verdade) da população de um país e seu endividamento. Abaixo os resultados.