- Ótima entrevista de Stanley Fischer para a GloboNews.
- Vanity Fair sobre a guerra envolvendo as ações da Herbalife.
- Charlie Rose entrevistando Jeremy Grantham.
- O fundo soberano da Noruega está vendendo títulos da França e Reino Unido. O impressionante balanço do banco central do país.
- O mamute BTG Pactual.
- Cristiano Costa e Flavio Comim comentam os novos números do IDH.
- Preços de sorvete pelo mundo.
- Acemoglu e Robinson sobre o Chavismo.
- A geopolítica de Girls.
- 36 mapas que ajudam a explicar o mundo.
- Geoff Dyer e sua relação com livros de papel.
- Uma nova coletânea de ensaios de Leszek Kolakowski, já foi pro carrinho da Amazon.
- A ciência da junk food.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
Leituras da Semana
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Leituras das últimas duas semanas
| Skål! |
- Nova carta de Jeremy Grantham, da GMO, sempre pertinente.
- Uma boa lista de livros sobre história das finanças; outra de filmes sobre mercado financeiro.
- Mark Dow defende Hillary Clinton como próxima secretária do tesouro americano.
- Entrevista com Eugene F. Fama.
- Luiz Felipe de Alencastro acha que a reeleição de Obama é uma vitória do keynesianismo (não sei se concordo).
- John Kay sobre o fetiche da manufatura.
- Nassim Taleb e cinco princípios para uma sociedade antifrágil. A Economist resenhou seu novo livro, que sai nos EUA semana que vem.
- Acemoglu, Robinson e Verdier sobre variedades de capitalismo (ou porque não podemos ser todos nórdicos).
- O fundo soberano da Noruega tornou-se o maior do mundo, ultrapassando o de Abu Dhabi.
- A história da participação de mulheres em trabalhos científicos. Economia é dos campos com menos presença feminina.
- O Santa Fe Institute abriu seu primeiro curso online, gratuito.
- Coisas mais novas que Oscar Niemeyer.
- A história do piso de cacos de lajota das casas paulistas.
- Ganhe um Nobel de Física... e uma torneira com cerveja ilimitada.
- Uma entrevista longa, meio velha e muito boa com João Moreira Salles.
- Cartões de visita dos personagens de Star Wars.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2012
O que aprendi sobre a Noruega
- Sim, a Noruega é o Peter Perfeito dos países. Lá, como disse uma vez meu amigo e anfitrião-remoto Henrique, é o zerésimo mundo: tudo funciona, os trens e aviões saem na hora, tem internet wifi em praticamente qualquer lugar, é dos melhores lugares do mundo para se ter filhos (não à toa a taxa de fertilidade é bem maior que a média da Europa - 1,78 filhos por mulher, bem próxima a do Brasil - consta que o governo oferece uma bolsa de algo como US$ 35 mil para cada cidadão que nasce) e onde igualdade de direitos entre os sexos é levada bastante a sério (uma lei polêmica determina que pelo menos 40% dos cargos executivos em empresas deve ser ocupado por mulheres).
- A ministra da cultura da Noruega é uma mulher, muçulmana (família paquistanesa), de 29 anos.
- Nada me preparou para o choque com alguns preços. OK, todo mundo sabe que é dos lugares mais caros desta galáxia, mas nada pode te preparar para entrar num tram em Oslo e paga 50 coroas (quase R$ 18) para andar uns três quilômetros. Por que tudo tão caro (evitando sacar direto o efeito Balassa-Samuelson)? O Seth Kugel, do Frugal Traveler, arrumou a seguinte explicação:
A propósito, ele conseguiu sobreviver na Escandinávia com US$ 125 por dia. Parte da estratégia: passar menos tempo na Noruega e mais entre Suécia, Dinamarca e Finlândia. Blé.
- A paranóia com o consumo de álcool é quase parecida com a da Islândia: supermercados só vendem cerveja, mas até um horário determinado (20h30, se não me engano). Bebidas mais fortes, só nas lojas estatais. Ah, essa cerveja aí embaixo custou, num ferry, algo como 30 reais. Skål!
- O fundo de pensão do governo tem cerca de US$ 560 bilhões em ativos - mais de US$ 100 mil por habitante. É tanto dinheiro que o governo planeja gastar menos do que a taxa de retorno do fundo para não superaquecer a economia. Boa parte do mundo gostaria de ter esse tipo de problema fiscal...
- Ludvig Ravensberg, pintor:
- O Rosenborg, único time de futebol digno de nota no país (tente lembrar de outro) não é da capital: é de Trondheim, terceira maior cidade. O Rosenborg ganhou 16 das últimas 20 edições do fortíssimo campeonato nacional.
- Estou tirando sarro do futebol norueguês, mas nossa seleção de futebol nunca ganhou da deles.
- Trondheim é o lugar em que mais vi clínicas de bronzeamento artificial no mundo. A cidade tem menos de cinco horas diárias de sol no inverno, mas deve haver outra explicação.
- Seasonal affective disorder, existe.
- Isso só eu não sabia, mas vai lá: o Nobel da Paz é decidido por um comitê norueguês, e entregue em Oslo, nesse prédio bonitão:
Update e P.S.:
- A (o?) Steph, nos comentários, pegou a presepada do Lonely Planet (e deste escriba:
- A ministra da cultura da Noruega é uma mulher, muçulmana (família paquistanesa), de 29 anos.
- Nada me preparou para o choque com alguns preços. OK, todo mundo sabe que é dos lugares mais caros desta galáxia, mas nada pode te preparar para entrar num tram em Oslo e paga 50 coroas (quase R$ 18) para andar uns três quilômetros. Por que tudo tão caro (evitando sacar direto o efeito Balassa-Samuelson)? O Seth Kugel, do Frugal Traveler, arrumou a seguinte explicação:
Most people assume Norway costs so much because of its high tax rates. Not so, said Nils Henrik von der Fehr, chairman of the economics department at the University of Oslo. Taxes play a supporting role — there is a 25 percent value-added tax on most products, for example — but the real reasons are labor costs and agricultural protectionism.
“The most important factor is the way our labor market works: centralized bargaining,” Mr. von der Fehr said. “One has made an effort to have an egalitarian wage structure. While people like me are not well paid compared to our colleagues in other countries, people at the lower end earn much more. You don’t have cheap labor in Norway.
“All the things you want as a tourist — hotels, restaurants — are labor-intensive,” he said. “That’s why it’s nice for us to be a tourist in the U.S.: everything you want is cheap because of the abundance of cheap labor.”
Another factor is the high tariffs on agricultural imports that keep Norwegian farms in business: “We have perhaps the most protected agricultural system in the world,” he said. “It’s not a particularly easy place to grow anything. Farms are small and the season is short.”
A propósito, ele conseguiu sobreviver na Escandinávia com US$ 125 por dia. Parte da estratégia: passar menos tempo na Noruega e mais entre Suécia, Dinamarca e Finlândia. Blé.
- A paranóia com o consumo de álcool é quase parecida com a da Islândia: supermercados só vendem cerveja, mas até um horário determinado (20h30, se não me engano). Bebidas mais fortes, só nas lojas estatais. Ah, essa cerveja aí embaixo custou, num ferry, algo como 30 reais. Skål!
- O fundo de pensão do governo tem cerca de US$ 560 bilhões em ativos - mais de US$ 100 mil por habitante. É tanto dinheiro que o governo planeja gastar menos do que a taxa de retorno do fundo para não superaquecer a economia. Boa parte do mundo gostaria de ter esse tipo de problema fiscal...
- Ludvig Ravensberg, pintor:
- O Rosenborg, único time de futebol digno de nota no país (tente lembrar de outro) não é da capital: é de Trondheim, terceira maior cidade. O Rosenborg ganhou 16 das últimas 20 edições do fortíssimo campeonato nacional.
- Estou tirando sarro do futebol norueguês, mas nossa seleção de futebol nunca ganhou da deles.
- Trondheim é o lugar em que mais vi clínicas de bronzeamento artificial no mundo. A cidade tem menos de cinco horas diárias de sol no inverno, mas deve haver outra explicação.
- Seasonal affective disorder, existe.
- Isso só eu não sabia, mas vai lá: o Nobel da Paz é decidido por um comitê norueguês, e entregue em Oslo, nesse prédio bonitão:
Update e P.S.:
- A (o?) Steph, nos comentários, pegou a presepada do Lonely Planet (e deste escriba:
O Nobel da Paz é entregue no salão principal da Prefeitura de Oslo, querido keynesiano ébrio!Esse prédio aí da foto é uma antiga estação de trem, que apenas recentemente foi transformada em museu.Se você não visitou o interior da prefeitura, pode se lamentar: é uma das coisas mais fantásticas que eu fiz em Oslo!- Por lá tem uma revista de futebol chamada Josimar, em homenagem a ele, mesmo, o da Copa de 1986. Parece bacana, pena que não consigo ler em norueguês:
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Gráfico do Dia - juros no Brasil, esta vez é diferente?
Hoje, pela primeira vez desde Maio de 2007, os juros de mercado de cinco anos em reais (curva DI, para os familiarizados) operam abaixo de 10%. Naquela ocasião, a Selic estava em 12,5%, a inflação em 12 meses rodando perto de 3% e, por poucos dias, o mundo se convenceu de que o Brasil estava entrando na tal "rota de convergência" e choveu real money (dinheiro de investidores estrangeiros de longo prazo, como fundos de pensão e soberanos) para os títulos da dívida longa (NTN-F). A aposta, no melhor dos casos, demorou muito para se pagar - após alguns dias abaixo de 10%, os juros iniciaram uma trajetória de alta que só parou a perto de 18% (em Outubro de 2008) e machucou muita gente pelo caminho.
Hoje o cenário global é muito diferente (para dizer o mínimo), a Selic está perto das mínimas históricas e a inflação é mais alta, mas, novamente, parece ser o tal real money que está tentando empurrar os juros longos para níveis de um dígito. Ontem soube-se que o fundo soberano da Noruega está investindo em títulos em reais, e, creio, essa vai ser uma tendência para os próximos anos - em um mundo de baixos retornos e créditos ruins, o Brasil oferece a rara combinação do contrário para os dois quesitos. Talvez desta vez seja diferente, mesmo (sim, digo isso mesmo sabendo que essas são as palavras mais caras para qualquer um que trabalhe com investimentos).
Hoje o cenário global é muito diferente (para dizer o mínimo), a Selic está perto das mínimas históricas e a inflação é mais alta, mas, novamente, parece ser o tal real money que está tentando empurrar os juros longos para níveis de um dígito. Ontem soube-se que o fundo soberano da Noruega está investindo em títulos em reais, e, creio, essa vai ser uma tendência para os próximos anos - em um mundo de baixos retornos e créditos ruins, o Brasil oferece a rara combinação do contrário para os dois quesitos. Talvez desta vez seja diferente, mesmo (sim, digo isso mesmo sabendo que essas são as palavras mais caras para qualquer um que trabalhe com investimentos).
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