quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Capitalismo como objeto impossível e o inconsciente coletivo*

Provavelmente o Bruno Maron nunca viu a arte encomendada pela Artemis Capital que coloquei aqui, mas sua tira mais recente abre com esse quadro:

* Perdão pelo título, mais apropriado para uma tese de doutorado amalucada do que para um simples post.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Nate Silver, o cara

Um negro, nascido no Havaí de pai queniano e que passou parte da infância na Indonésia; e um judeu, gay, nerd, de 34 anos, formado em Chicago e morador do Brooklyn são os grandes personagens das eleições dos EUA. O primeiro todo mundo sabe quem é; o segundo é Nate Silver, o estatístico que fazia previsões sobre a carreira de jogadores de beisebol (como o personagem de Jonah Hill em Moneyball) e ganhou destaque ao prever com grande acurácia o resultado das eleições presidenciais de 2008. Este ano ele justificou o hype e o dinheiro que o NY Times gastou para colocar seu blog embaixo do portal do jornal, cravando o resultado da votação em todos os estados - calando a boca dos que o acusavam de um viés democrata e enchendo a bola das pesquisas e métodos estatísticos, quando bem utilizados.


É evidente que o modelo de Silver não é infalível - em alguma eleição futura ele vai errar (ou encerrar a carreira antes, no auge). Por enquanto, vai desfrutar da fama merecida e vender alguns milhares de cópias a mais (alô, editoras brasileiras) do seu livro recém lançado, The Signal and the Noise: Why So Many Predictions Fail-but Some Don't. Este escriba já vai ter que adquirir a sua, para cumprir a promessa que fez caso ele repetisse o sucesso das previsões nesta eleição.

Mais Nate Silver:

- Nate Silver e as lições de 2012

- Entrevista para o Huffington Post

P.S. O xkcd diz verdades:



terça-feira, 6 de novembro de 2012

A média de 200 dias

Alguém disse que era importante. Como muita gente acredita, passa a ser, mesmo que não tenha nenhuma propriedade intrínseca. Vale (quase) o mesmo para as eleições nos EUA ou o valor do dólar.

Fato é que vários preços importantes de mercado (ação da Apple, Nasdaq, Ibovespa, câmbio euros / dólares, índice DXY, deve ter outros mais) estão perto da tal média, e isso faz com que eu fique pensando na maldita média de 200 dias, e não em algo mais interessante pra escrever. Logo deve passar.

Apple
Nasdaq
Ibovespa
EUR/USD
AUD/USD
Dollar Index (DXY)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ricardo Paes de Barros

A última piauí tem um perfil longo do cara (por enquanto na rede só para assinantes), a quem se atribui a paternidade intelectual do Bolsa Família - fato que, junto com seu cargo na Secretaria de Assuntos Especiais da presidência, faz dele um dos economistas mais influentes na formulação de políticas no Brasil (no critério usado por alguns brilhantes conselhos regionais, ele não contaria como economista, já que fez graduação em engenharia, no ITA).

A matéria segue a tradição de boa qualidade da piauí, com algumas escorregadas que não comprometem o resultado final (exemplos aleatórios: meio forçado dizer que o Paes de Barros é um dos "mais respeitados especialistas mundiais em pobreza e desigualdade", e não precisava tacar uma foto dele escrevendo equações na janela, à moda do Russell Crowe - John Nash de Uma Mente Brilhante). Destaco algumas passagens que me chamaram a atenção:

1. Não tinha ideia que o Carlos Langoni escreveu um artigo seminal (no início dos anos 1970) sobre desigualdade no Brasil. Pergunta para o pessoal da área: é seminal, mesmo, ou o repórter exagerou?

2. Paes de Barros foi para o doutorado em Chicago mal sabendo falar inglês, algo inimaginável hoje (mais ainda considerando que ele sempre passou por boas escolas, vindo de uma família que aparentemente dava importância à educação). É muito curiosa a mudança, em duas ou três gerações, na importância dada por aqui a saber falar mais uma ou duas línguas.

3. Sei que o Paes de Barros está longe de ser unanimidade entre quem trabalha com problemas de desenvolvimento no Brasil. Pela matéria, as ideias dele tem muita ênfase em reduzir o índice de Gini, concentrando esforços no quê, pelos modelos econométricos, provoca essa redução de forma mais eficiente. É essa a principal crítica?

4. Diz o Moreira Franco na matéria:
"Foi entre 2001 e 2002", recorda o hoje ministro da SAE. "Fizemos um grande seminário, o texto foi aprovado. Fomos apresentar o documento ao Serra, durante uma reunião, como manda o figurino, num hotel no Rio de Janeiro. Dessa reunião participaram Marcos Lisboa, Ricardo Henriques, Michel Temer. Ao final do encontro, o Serra me chama e diz: ´Pô, Wellington, como você gosta desse pessoal de direita! Você não tem jeito, você só anda com a direita!'"

De onde pode-se especular ou concluir que: i) uma equipe econômica do Serra, se tivesse ganhado a eleição em 2002, seria bem mais heterodoxa do que a do Lula; ii) com Serra, não existiria Bolsa Família; iii) o definhamento político do Serra não é obra do acaso.

5. Também da matéria, falando sobre o período após Marcio Pochmann assumir a presidência do Ipea, do qual Paes de Barros era funcionário:
Paes de Barros disse acreditar que Pochmann tinha como objetivo deliberado minar as suas resistências, o que quase conseguiu. "Porque isso não é assim, e o Marcio sabia: 'Esse cara vai resistir um ano, dois anos, três anos. Uma hora esse ostracismo, essa falta de demanda, essa falta de tudo vai...' Eu não resistiria a um novo governo assim. Se eu não tivesse sido convidado para vir para cá, para a SAE, teria procurado outra coisa para fazer. Dificilmente eu iria passar esse governo Dilma no Ipea."

Enfim, vale ir atrás da revista, que está muito boa - ainda não terminei de ler, mas além desse perfil, tem um editorial bom do Fernando de Barros e Silva sobre as eleições municipais, um relato-gonzo engraçado e desesperador da Vanessa Barbara nos "cinemas VIP" de São Paulo, a tradução de um trecho muito bom do livro novo (sobre experiências com drogas) do Oliver Sacks e o Marcos Nobre sobre a última onda de modernização do Brasil. E, não, o João Moreira Salles não me mandou um cheque-jabá.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Randomized trials

Dilbert de hoje.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Leituras atrasadas

"50 years of excitingly detonated hardware
and women breathing “Jaaames” in states
 of postcoital gratitude, thousands of air
miles clocked en route to tropical lagoons
where villainy lurks among the ravenous
barracuda"
- Eichengreen e O'Rourke sobre multiplicadores fiscais.

- Perfil de Felix Salmon na The New Republic.

- Sheila Bair propõe cinco reformas para Wall Street.

- Os BRICs continuam perdendo o apelo.

- Os entrevistadores casca-grossa do Spiegel falam com Mario Draghi.

- Um documentário sobre o Fed, a ser lançado em breve.

- Jeffrey Frankel e as dificuldades da disciplina fiscal em tempos de crise.

- Boas conversas: Hugh Hendry e David Einhorn na conferência da The Economist; Paul Krugman e Joseph Stiglitz.

- Como mudou, em 200 anos, a terminologia de desenvolvimento.

- O Brasil é o país que tem mais cachorros pequenos per capita do mundo.

- Sir Mervyn King e Don Diego Maradona.

- A paulistanização do Rio.

- Um livro sobre as origens do neoliberalismo.

- Steven Pinker explica como os estados americanos se tornaram democratas ou republicanos.

- Robert D. Kaplan sobre a arte de viajar.

- Simon Schama sobre o novo James Bond.

- Uma vida com livros - os bibliófilos certamente vão se identificar. Trecho:

The world is changing, but I am not changing with it. There is no e-reader or Kindle in my future. My philosophy is simple: Certain things are perfect the way they are. The sky, the Pacific Ocean, procreation and the Goldberg Variations all fit this bill, and so do books. Books are sublimely visceral, emotionally evocative objects that constitute a perfect delivery system.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Fed, por Linus van Pelt


Aviso que as ideias desse post são descaradamente copiadas dos e-mails do amigo C.R., a quem agradeço.

Noite de Halloween. Linus van Pelt, o melhor amigo do Charlie Brown, espera a aparição da Grande Abóbora, concorrente menos popular do Papai Noel. Antes do Halloween, Linus sempre escreve para a Grande Abóbora. Para melhor entendimento pelas gerações mais novas de economistas, podemos imaginá-lo como um operador de mercado ou banqueiro, e substituir "Grande Abóbora" por "Fed":


Dear Great Pumpkin, I am looking forward to your arrival on Halloween night. I hope you will bring me lots of presents. You must get discouraged because more people believe in Santa Claus than in you. Well, let’s face it; Santa Claus has had more publicity, but being #2, perhaps you try harder. Everyone tells me you are a fake, but I believe in you. 

P.S.: If you really are a fake, don’t tell me. I don’t wanna know.

E, a essa altura, não acreditar na Grande Abóbora Fed sai caro:


Esse Charles Schulz sabia das coisas. Boa Noite da Abóbora a todos.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Linques

Atualizei e reorganizei a lista aí do lado, avisem se eu tiver comido alguma bola.

Conheça Christopher Cole

Se você acompanha mercados financeiros globais e tem alguma familiaridade com o conceito de volatilidade e afins (elementos na intersecção desse conjunto com o de leitores do blog: aproximadamente 2), não deixe de conhecer o trabalho de Christopher Cole. Cole passou anos na Merrill Lynch estruturando transações com derivativos e dívida, e hoje dirige a Artemis Capital Management, gestora independente focada em operações que envolvem opções e outros derivativos.

Cole é o "pensador" de mercados mais original que conheci desde Hugh Hendry - daqueles caras de cujas conclusões pode-se concordar ou discordar, mas geralmente vai trazer um jeito diferente de olhar para as coisas. Os relatórios dele (o mais recente aqui) são recheados de muitos dados não-triviais derivados de preços de mercado e referências à arte. Ele é o tipo do cara que paga um artista para fazer uma versão alusiva a economia dos nossos tempos do famoso Waterfall, de M. C. Escher (para ele, o capitalismo de hoje também é um objeto impossível - e essa ilustração daria uma bela capa de livro):


Outra sacada artística muito bacana foi essa representação das economias do mundo como barcos, entre o fogo da inflação e o abismo da deflação - a manobra para escapar de um extremo pode levar a outro (notem onde está a nau brasileira):


No início do ano, ele tinha produzido esse vídeo, ilustrando os diferentes regimes de volatilidade das ações americanas nas últimas duas décadas:



Ele também é bom de frases. Do último relatório que ele escreveu:
A "black swan" is not dying because your parachute didn't open while skydiving... it is dying because the guy whose parachute didn't open landed on you while you were golfing.
E uma que pesquei de orelha numa conferência em que fui e ele estava falando:
Acreditar que é impossível um governo calotar a dívida interna porque sempre pode emitir moeda para pagar é o mesmo que acreditar que sua casa nunca pode ser vítima de um roubo, porque sempre há a opção de atear fogo na casa com tudo dentro.
Enfim: acompanhem o cara, tem valido a pena.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Livros para o fim do ano

Como de costume, voltei dos EUA com a mala cheia de livros (sim, podia comprar tudo no Kindle, mas ainda prefiro o velho e bom papel - sou um caso clássico de dependência do meio). Entre as coisas que comprei e as que vão ser lançadas até o fim do ano, aí vão algumas que me chamaram a atenção (ainda não li nenhum deles, porém) - talvez em breve sirva como dicas de presente de Natal para quem tiver alguns gostos estranhos e parecidos com os meus:

- The Fractalist: Memoir of a Scientific Maverick, de Benoît Mandelbrot. As memórias póstumas do grande matemático de curiosidade intelectual insaciável. O lançamento oficial é amanhã, e Nassim Taleb já escreveu uma resenha para a Amazon:


"I have never done anything like others", Mandelbrot once said. And indeed these memoirs show it. He really managed to do everything on his own terms. Everything. It was not easy for him, but he end up doing it as he wanted it.

Consider his huge insight about the world around us. "Clouds are not spheres, mountains are not cones, coastlines are not circles, and bark is not smooth, nor does lightning travel in a straight line", wrote Benoit Mandelbrot, contradicting more than 2000 years of misconceptions. Triangles, squares, and circles seem to exist in our textbooks more than reality—and we didn't notice it. Thus was born fractal geometry, a general theory of "roughness". Mandelbrot uncovered simple rules used by nature (and men) that, thanks to repetition, by smaller parts that resemble the whole, generate these seemingly complex and chaotic patterns.

Self-taught and fiercely independent, he thought in images and passed the entrance exam of the top school of mathematics without solving equations; he was both precocious and a late bloomer producing the famous "Mandelbrot set" when he was in his fifties and got tenure at Yale when he was 75. Older mathematicians have resisted his geometric and intuitive method—but the top prize in mathematics was recently given for solving one of his sub-conjectures.

Mandelbrot, while a bit of a loner, had perhaps more cumulative influence than any other single scientist in history, with the only close second Isaac Newton. His contributions affected physics, engineering, arts, medicine (our vessels, lungs, and brains are fractal), biology, etc. But he was unheeded by the very field he started in, economics, where he proved in the 1960s that financial theories vastly underestimate market risk and need total revamping—in spite of the current crisis.

I met him when he was in his late seventies, as he was writing these memoirs long hand. He was the only teacher I ever had, the only person for whom I have had intellectual respect. But there was something else that made him magnetic: he was a raconteur with a profound sense of historical context ... Reading these memoirs put me back in the unusual atmosphere he created around him. The reader is made to feel he are at the center of twentieth century science as it was produced with fields invented almost from scratch: Max Delbrück with molecular biology, Paul Lévy with the mathematics of probability, Robert Oppenheimer with nuclear physics, even Jean Piaget the psychologist for whom Mandelbrot worked as a scientific assistant. And many more.

Finally, the reader will be presented with something that no longer exists in intellectual life: force of character and independence. Enjoy the book.


Para os mais nerds e fãs fieis que passarem por Nova York, recomendo a pequena (porém cheia de conteúdo) exposição sobre a obra de Mandelbrot que está até janeiro na galeria do Bard Graduate Center.

Antifragile: Things That Gain from Disorder, de Nassim Nicholas Taleb. O esperado sucessor de The Black Swan sai no final de novembro. Taleb já tinha compartilhado vários capítulos do livro no Facebook, e a Amazon já publicou algumas resenhas de quem teve acesso antecipado ao livro (ver no link acima).

Market Sense and Nonsense: How the Markets Really Work (and How They Don't), de Jack Schwager. Schwager dedicou décadas de carreira a escrever sobre os mercados de futuros e a entrevistar grandes personagens do mercado (na série Market Wizards), na tentativa de entender o que os separa de nós, meros mortais. Esse livro parece ser uma compilação desse longo tempo de observação e reflexão, de grande valor para quem acha que cuidar de dinheiro é mais arte do que ciência, dependente, portanto, mais de narrativas do que de modelos matemáticos.

Waiting for the Barbarians: Essays from the Classics to Pop Culture, de Daniel Mendelsohn. Nova coleção de ensaios de um dos grandes críticos culturais americanos, falando de Homero a Mad Men. Espero que seja bem melhor do que a capa, tentativa capenga de imitar quadrinhos.

The Routledge Handbook of Major Events in Economic History, editado por Randall E. Parker e Robert M. Whaples. Esse só sai em abril do ano que vem, mas promete ser uma obra abrangente e bastante útil para quem tenta encontrar pistas do que vai acontecer no futuro no passado (ou simplesmente gosta de cultura inútil).

Land of Promise: An Economic History of the United States, de Michael Lind.  Foi lançado em abril; ouvi falar bem, mas não sei o que acha a turma de história econômica (o autor não é acadêmico da área).

The Jazz Standards: A Guide to the Repertoire, de Ted Gioia. Um dos grandes historiadores do jazz dedica pequenos ensaios a cada uma das maiores obras do repertório do gênero. Saiu uma resenha legal na última The Atlantic, lembrando, claro, da morte do jazzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Building Stories, de Chris Ware. Não é bem um livro, é uma caixa enorme de quase 3kg que ocupou quase metade de uma das minhas malas. Traz quadrinhos em um monte de formas, de cartazes e livretos a um tabuleiro dobrável. Como Jimmy Corrigan, difícil de acompanhar, mas fascinante desde a primeira vista.

How to Tell If Your Cat Is Plotting to Kill You, de Matthew Inman. Para deixar a lista menos pretensiosa, a nova coleção impressa de besteiras (no melhor sentido possível) do autor de The Oatmeal.


Enfim, boa parte disso pode não ser arte, mas a vida continua sendo breve demais para tanta coisa interessante pra ler...

P.S. O Samer acabou de me lembrar da nova biografia de Paul Volcker pelo professor da NYU William L. Silber (Volcker: The Triumph of Persistence), lançada no mês passado.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ouvido por aí

CENÁRIO: trem de Nova York para Boston.
PERSONAGENS: MOSHE, um general aposentado do exército de Israel; JOE NOT THE PLUMBER, ad(e)vogado e incorporador de imóveis em Connecticut; RUTH, esposa de Moshe; um OUVINTE abelhudo.

JOE NOT THE PLUMBER observa uma foto de Obama no jornal, e pede a MOSHE que diga para os judeus que encontrar votarem em Romney.

JOE NOT THE PLUMBER: A política externa do Obama é um desastre. Não podemos aguentar mais quatro anos desse cara.
MOSHE: A política externa do Obama tem sido boa pra Israel, talvez não do jeito que se imaginava.
JOE NOT THE PLUMBER: Muçulmanos precisam ser contidos, fazem mal para o mundo e para os EUA.
MOSHE: Muçulmanos não são maus; muçulmanos radicais fazem mal para o mundo. A maioria dos muçulmanos só quer viver em paz. O radicalismo só vai acabar com uma guerra dentro do próprio Islã, com os moderados se dando conta de quanto são atrapalhados pelos radicais.
OUVINTE: Hmmmmmmm...

FIM

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

US and A

Estou esta semana, como dizem os amigos "a trabalho" por aqui. Não sei se vou ter tempo de escrever; em todo caso, domingo que vem estou de volta à normalidade.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Som da Sexta - Raça Negra Indie (?!?!)

E aí você descobre que: 1) conhece todas as músicas do Raça Negra; 2) reavalia as composições e conclui que algumas são bastante boas. Mais sobre o tributo aqui; abaixo, a melhor, de longe, é a versão de Lulina (com delicioso sotaque pernambucano) para Cigana.