- Faça o teste e descubra qual economista famoso pensa como você (o meu: Ray Fair, de Yale).
- Entrevista (em espanhol) de James Robinson.
- O visualizador de dados de cidades da OECD.
- Uma lista de livros para começar a aprender economia.
- Transferências incondicionais de dinheiro começam a virar o benchmark em desenvolvimento.
- Keynes para crianças.
- O plano de Abraham Lincoln para mandar escravos americanos libertados para a Amazônia (?!?)
- A Grã Bretanha já invadiu 90% dos países do mundo. Bolívia e Paraguai que se cuidem.
- Uma crônica sobre o aprendizado de árabe.
- Infográficos em tudo.
- Porque beber no trabalho.
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Leituras da Semana
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Leituras da Semana
- Duplo autojabá: falei para uma matéria da revista InfoMoney sobre o papel do Twitter em investimentos e um texto meu em inglês sobre livre comércio no Brasil.
- Relatório do Credit Suisse sobre infraestrutura no Brasil.
- O mais recente relatório anual da OECD sobre educação.
- Relatório anual da UNCTAD sobre investimentos globais.
- Robert Gordon e uma teoria para a estagnação dos EUA.
- Entrevista de José Alexandre Scheinkman para a Folha. Scheinkman está trocando Princeton por Columbia.
- Um modelo econômico para o mercado de etanol no Brasil.
- Dylan Grice sobre o valor intrínseco do ouro.
- Timothy Garton Ash sobre a liderança da Alemanha na Europa.
- Duas conferências de Barry Eichengreen em São Paulo.
- Entrevista do FT com Edward Tufte.
- Os filmes favoritos de Kubrick, Scorsese, Woody Allen, Coppola, Tarantino... A lista de filmes que Spike Lee recomenda a seus alunos na NYU.
- Problemas envolvendo o Microsoft Word.
- As semelhanças entre Walter White, Steve Jobs e Marc Zuckerberg.
- Como escolher as melodias mais bonitas já compostas.
- Relatório do Credit Suisse sobre infraestrutura no Brasil.
- O mais recente relatório anual da OECD sobre educação.
- Relatório anual da UNCTAD sobre investimentos globais.
- Robert Gordon e uma teoria para a estagnação dos EUA.
- Entrevista de José Alexandre Scheinkman para a Folha. Scheinkman está trocando Princeton por Columbia.
- Um modelo econômico para o mercado de etanol no Brasil.
- Dylan Grice sobre o valor intrínseco do ouro.
- Timothy Garton Ash sobre a liderança da Alemanha na Europa.
- Duas conferências de Barry Eichengreen em São Paulo.
- Entrevista do FT com Edward Tufte.
- Os filmes favoritos de Kubrick, Scorsese, Woody Allen, Coppola, Tarantino... A lista de filmes que Spike Lee recomenda a seus alunos na NYU.
- Problemas envolvendo o Microsoft Word.
- As semelhanças entre Walter White, Steve Jobs e Marc Zuckerberg.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
Onde é melhor nascer no Brasil?
Claro que não pretendo dar uma resposta objetiva para a pergunta do título, apenas cruzei os dados do IDH e Gini por estado. Entendo que é melhor nascer na melhor combinação possível de IDH alto e Gini baixo, para que aumente sua probabilidade de aproveitar o IDH (assim fica fácil justificar porque é melhor nascer em Santa Catarina do que no Distrito Federal, assumindo que você não há como escolher vir ao mundo como filho de servidor público federal):
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Os IDHs do Brasil
Ontem saiu, depois de muita espera, o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, trabalho conjunto colossal da PNUD, Fundação João Pinheiro e IPEA. Os dados mais recentes são baseados no censo de 2010 e abertos para 5.565 municípios, devem ser fonte riquíssima para pesquisadores e a turma de visualização de dados (o Estado já montou alguns mapas bacanas: 1, 2, 3, 4). A este humilde diletante, com poucos recursos e pouco tempo livre, coube montar a tabelinha abaixo, comparando os IDHs dos estados brasileiros com o de alguns países (dados também de 2010). O Brasil é algo entre Botswana e Eslovênia, muito diverso e desigual, como era de se imaginar (entre os municípios, vamos de Uganda - comparável a Melgaço-PA, último do ranking a Espanha - comparável a São Caetano do Sul-SP, na outra ponta):
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Leituras da Semana
- A ingratidão brasileira com commodities.
- NY Times sobre os preços brasileiros (precisa escolher melhor as fontes...)
- Porque estudar história econômica.
- 12 lições de investimentos, por Daniel Kahneman.
- Um arranca-rabo dos bons entre Amartya Sen e Jagdish Bhagwati.
- Leituras sobre desigualdade.
- Mais uma amostra da aberração dos gastos com saúde nos EUA.
- O declínio da energia nuclear.
- 10 livros sobre os grandes tópicos dos nossos dias em ciência política.
- Os 10 assuntos mais polêmicos do mundo.
- As mentiras que os leitores contam.
- NY Times sobre os preços brasileiros (precisa escolher melhor as fontes...)
- Porque estudar história econômica.
- 12 lições de investimentos, por Daniel Kahneman.
- Um arranca-rabo dos bons entre Amartya Sen e Jagdish Bhagwati.
- Leituras sobre desigualdade.
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Gráfico do Dia - precisamos falar sobre as universidades públicas...
Gráfico que ilustra o artigo de Gustavo Ioschpe na famigerada Veja com a capa do congresso-alienígena. Fala por si só, e serve como ilustração das microaberrações do gasto público por aqui.
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quarta-feira, 26 de junho de 2013
Leituras da Semana
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| Damn It Feels Good to Be a Gangsta |
- Marc Rich, o lendário negociante de commodities que furou o embargo ao petróleo iraniano e foi perdoado por Bill Clinton (em seu último dia de mandato) morreu hoje, aos 78.
- Faltam médicos no Brasil? (resposta: sim e não)
- Um jornalista da The Economist visita a Coreia do Norte
- Malcolm Gladwell sobre Albert O. Hirschman
- Dani Rodrik sobre crescimento econômico
- Entrevista de Marcos Nobre ao Valor
- Sobre a moralidade da meritocracia
- Onde se bebe mais uísque, rum, gim e tequila.
- Porque as cozinhas chinesa e mexicana dominam o mundo.
- A estranha fronteira entre EUA e Canadá
- Fui procurar sobre procrastinação estruturada depois de ler o livro do Leo Monasterio. Este blog é produto disso, em certa medida.
- As bandeiras mais legais da história
- Avós pelo mundo e a comida que fazem.
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segunda-feira, 17 de junho de 2013
Leituras das Últimas Semanas
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| Tweets pela Europa |
- Entrevista de Nassim Taleb no FT.
- Entrevista de Nate Silver na Folha.
- Entrevista de Barry Eichengreen no Valor.
- A fabulosa base de dados do Fed de St. Louis ficou mais fabulosa ao incorporar mais de 10.000 séries do Banco Mundial.
- Como o governo brasileiro redistribui renda, só que de baixo para cima.
- Bresser e a Argentina.
- Contribuí para esse diálogo Europa - América Latina sobre a crise.
- Dani Rodrik está indo de Harvard para o Institute for Advanced Study.
- O empobrecimento de Portugal.
- Gideon Rachman, do FT, indica cinco livros sobre o mundo pós-1978.
- Um país onde bebês dormem em caixas de papelão.
- Mapas dos tweets do mundo desde 2009.
- Mapas de todos os rios dos EUA.
- Werner Herzog pelo mundo.
- Novos na Companhia das Letras este mês: uma coletânea de textos de FHC sobre pensadores brasileiros, uma nova antologia de Celso Furtado e críticas de jazz de Vinícius de Moraes.
- Arte no Excel.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
Leituras das Últimas Semanas
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| Adam Smith faria 290 anos hoje |
- Entrevista com a brasileira Leda Braga, da BlueCrest, uma das gestoras (de qualquer gênero) de fundos mais bem sucedidas do mundo.
- Apresentação de Dani Rodrik sobre a crise europeia.
- Uma volta dos bond vigilantes?
- Keynes: “How long will it be found necessary to pay City men so entirely out of proportion to what other servants of society commonly receive for performing social services not less useful or difficult?”
- Bresser-Pereira, depois de longos anos, jogou a toalha com a economia argentina. Salve-se quem puder.
- Longa reportagem do Financial Times sobre a Colômbia.
- Uma resenha da autobiografia de Benoît Mandelbrot.
- Versão eletrônica grátis da autobiografia de Deirdre McCloskey.
- Boa análise da política econômica do futebol brasileiro.
- As hospedagens mais caras do mundo.
- Porque a educação na Finlândia é tão boa.
- Dambisa Moyo x Bill Gates.
- Tyler Cowen sobre Borgen.
- Um ótimo ensaio sobre ensaios.
- Os 15 países mais difíceis de se visitar.
- O que se aprende usando apenas produtos do Google.
- Para quem gosta de drogas pesadas, vários downloads gratuitos de Anthony Braxton.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Os 1%
Gráficos do novo trabalho de Facundo Alvaredo, Anthony B. Atkinson, Thomas Piketty e Emmanuel Saez sobre como evolui a renda do primeiro percentil da população em vários países da OECD. Aqui fica sugerida a importância do papel da política tributária para a redução de desigualdade (clique nas figuras para aumentar)..
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
O mochilão de Albert O. Hirschman, 1964
El Salvador—electric power plant
Ecuador—roads in Guayas Province
Peru—San Lorenzo irrigation project
Uruguay—pasture improvements for livestock
Ethiopia—telecommunications and roads
Uganda—electric power transmission and distribution
Sudan—irrigation project
Nigeria—railway modernization and Bornu extension line
India—Damodar Valley Corporation and selected industries in Mysore
West Pakistan—Karnaphuli Paper Mills
East Pakistan—Karnaphuli Paper Mills
Thailand—Chao Phya irrigation project
Italy—irrigation in South
Roteiro de um ano sabático tirado a partir de 1964 por Albert O. Hirschman para examinar projetos de desenvolvimento do Banco Mundial - ou uma excelente desculpa para conhecer o mundo com financiamento da Brookings Institution (notem que termina na inóspita Itália, já que ninguém é de ferro). Está na ótima biografia dele por Jeremy Adelman, na qual estou pelo meio.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
Leituras da Semana
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| Cuidado com o tomate |
- Jim O'Neill sobre sua aposentadoria.
- O melhor livro sobre a crise recente? Resenha entusiasmada de Roger B. Myerson (Nobel 2007) de The Bankers' New Clothes.
- Olivier Blanchard e cinco lições da crise para economistas.
- Barry Eichengreen sobre Chipre e União Europeia.
- Os possíveis sucessores de Ben Bernanke.
- Curso novo da Marginal Revolution University sobre a economia do México.
- O país mais afetado pela Grande Depressão (não foram os EUA).
- Edward Chancellor sobre o Japão recente.
- Charles Gave sobre o poder dos governos e supressão de livres mercados.
- Uma cantina contra a "bolha" nos preços do tomate em São Paulo, que, claro, é culpa do governo. Como agir nesses tempos.
- John Kay relembrando Jane Jacobs.
- Salários de professores na OCDE. Alguém já cruzou isso com os resultados nos testes padronizados?
- O mapa dos EUA redesenhado pelo movimento do papel-moeda.
- Usando SimCity para melhorar o trânsito de São Paulo.
- Escolhendo destino de férias aleatoriamente (e economizando).
- Os 25 países menos visitados no mundo.
- Os livros de viagem mais influentes da história.
- Entrevista bacana com Ted Gioia, sobre escrever e jazz.
- Os 70 anos de Manfred Eicher, da icônica ECM.
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Mais IDH do Brasil
Dois textos bons da Folha de hoje sobre o novo IDH:
- Do Flavio Comim:
- Do Delfim, com esse gráfico:
- Do Flavio Comim:
Fiquemos com o mais correto e mais simples. Evitemos o mirabolante. Assumamos nossas deficiências estruturais em prol da justiça social no nosso país.
- Do Delfim, com esse gráfico:
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segunda-feira, 18 de março de 2013
Gráficos do Dia - Comutação no Brasil
Ontem a Folha citou esse estudo do IPEA sobre o tempo de deslocamento de casa para o trabalho nas principais regiões metropolitanas do Brasil. Os gráficos são de lá.
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sexta-feira, 15 de março de 2013
Leituras da Semana
- Ótima entrevista de Stanley Fischer para a GloboNews.
- Vanity Fair sobre a guerra envolvendo as ações da Herbalife.
- Charlie Rose entrevistando Jeremy Grantham.
- O fundo soberano da Noruega está vendendo títulos da França e Reino Unido. O impressionante balanço do banco central do país.
- O mamute BTG Pactual.
- Cristiano Costa e Flavio Comim comentam os novos números do IDH.
- Preços de sorvete pelo mundo.
- Acemoglu e Robinson sobre o Chavismo.
- A geopolítica de Girls.
- 36 mapas que ajudam a explicar o mundo.
- Geoff Dyer e sua relação com livros de papel.
- Uma nova coletânea de ensaios de Leszek Kolakowski, já foi pro carrinho da Amazon.
- A ciência da junk food.
- Vanity Fair sobre a guerra envolvendo as ações da Herbalife.
- Charlie Rose entrevistando Jeremy Grantham.
- O fundo soberano da Noruega está vendendo títulos da França e Reino Unido. O impressionante balanço do banco central do país.
- O mamute BTG Pactual.
- Cristiano Costa e Flavio Comim comentam os novos números do IDH.
- Preços de sorvete pelo mundo.
- Acemoglu e Robinson sobre o Chavismo.
- A geopolítica de Girls.
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segunda-feira, 11 de março de 2013
Os Ginis do Brasil
Fui matar uma curiosidade e montei essa tabela com os índices de Gini dos estados do Brasil (dados daqui e do Banco Mundial). Nosso padrão de desigualdade é espantoso, nada impressionante nos melhores estados e entre os piores do mundo no geral e na maioria das unidades da federação.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Leituras da Semana
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| Helicópteros de dinheiro são para os fracos |
- Uma comparação interessante entre os índices de inflação de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Venezuela e variações de preços na internet. O resultado é o que você imagina. Dica do leitor J.
- Aviões de dinheiro (literais) teriam salvado a Grécia de uma corrida bancária. O euro esteve incrivelmente perto de se esfacelar ano passado.
- Mansueto Almeida duas vezes sobre bancos públicos: aqui e aqui.
- A (falta de) competitividade internacional do Brasil.
- A Argentinofilia de Paul Krugman.
- Moisés Naím sobre Hugo Chávez. Ótimo gráfico comparando a evolução dos termos de troca nos países da América Latina, reforça o tamanho da sorte que acompanhou os mandatos de Chávez. O editorial da última The Economist.
- Os bairros mais caros do Brasil.
- O Índice Starbucks.
- Ótimo guia para ratings de crédito soberano.
- Uma introdução à desigualdade global, por Branko Milanovic.
- Entrevista da Folha com Ricardo Paes de Barros.
- As cidades com quartos de hotel mais caros do mundo.
- Você anda lendo demais o Zero Hedge?
- Uma carta para Marissa Mayer, a CEO do Yahoo! que proibiu os funcionários de trabalharem de casa.
- Entrevista com John Gray.
- Entrevista com Teju Cole, sobre drones e mais.
- Do que fala a literatura brasileira contemporânea.
- Um projeto para ler todos os romances mais vendidos dos últimos 100 anos.
- Uma resenha muito interessante de Django Livre.
- Candidatando-se para a vaga de papa.
- Jacques Derrida entrevistando Ornette Coleman.
- Criei um Tumblr para alimentar (como se precisasse) meu lado diletante.
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quarta-feira, 6 de março de 2013
A Venezuela antes e depois de Chávez
Vou deixar uma análise qualitativa e política do chavismo para quem estudou mais do que eu - o Flavio Comim conseguiu, muito rapidamente, produzir uma ótima, sucinta e bastante ponderada. Aqui vou me limitar a apresentar e comentar alguns dados, e que o leitor tome-os com os devidos grãos de sal quanto à confiabilidade. Os números de inflação parecem razoáveis (ver esse estudo do Alberto Cavallo); vejo como principal problema as conversões para dólares, já que o câmbio oficial, mesmo após a desvalorização deste ano, é uma peça de ficção.
Todos esses indicadores melhoraram - a crítica aqui pode ser contrafactual (melhoraram apesar de Chávez, não por causa dele) ou no relativo, já que foi um período em que o mundo e o continente melhoraram bastante.
A coisa fica feia aqui (clique para aumentar se as últimas colunas aparecerem cortadas):
Durante toda a era Chávez, o crescimento do PIB da Venezuela foi menor do que o da América Latina e muito menor do que dos produtores de petróleo. O PIB per capita cresceu 27%, contra uma alta de quase 70% para o continente. Como proporção do PIB mundial, a economia do país ficou estagnada. A dívida pública bruta aumentou (assim como as reservas internacionais), a inflação caiu (mas ainda ficou alta demais para o padrão do resto do mundo) e as exportações de petróleo aumentaram cinco vezes (aumento médio dos outros produtores: nove vezes). No período, o preço do barril de petróleo aumentou 7,5 vezes.
Por essa ótica, o fracasso da era Chávez é enorme, desperdício de uma janela de oportunidade que não deve ocorrer outra vez nesta geração (já tinha chegado nessa mesma conclusão, olhando outros dados, aqui). E se partirmos da (boa, acho) premissa que o maior indutor de desenvolvimento é o crescimento, ganha mutia força a crítica contrafactual dos indicadores da tabela anterior melhoraram, mas poderiam ter sido muito melhores. Que a Venezuela encontre seu rumo no futuro, longe do populismo, do militarismo e da retórica bocó de não-alinhamento.
Alguns dados roubados de outras fontes:
(de um post do Leonardo Monasterio)
(de um post do Lucas Llach)
(do Guardian, com typo e tudo)
(do Valor Econômico de hoje - clique para aumentar)
P.S. Como melhorou o acesso a essas bases de dados dos multilaterais desde que eu comecei a usá-los (2001)... Acho que devemos agradecer o Hans Rosling pela briga para liberar informações coletadas com dinheiro público.
P.P.S. Dica de leitura sobre a Venezuela: essa reportagem recente de Jon Lee Anderson na New Yorker.
Todos esses indicadores melhoraram - a crítica aqui pode ser contrafactual (melhoraram apesar de Chávez, não por causa dele) ou no relativo, já que foi um período em que o mundo e o continente melhoraram bastante.
A coisa fica feia aqui (clique para aumentar se as últimas colunas aparecerem cortadas):
Por essa ótica, o fracasso da era Chávez é enorme, desperdício de uma janela de oportunidade que não deve ocorrer outra vez nesta geração (já tinha chegado nessa mesma conclusão, olhando outros dados, aqui). E se partirmos da (boa, acho) premissa que o maior indutor de desenvolvimento é o crescimento, ganha mutia força a crítica contrafactual dos indicadores da tabela anterior melhoraram, mas poderiam ter sido muito melhores. Que a Venezuela encontre seu rumo no futuro, longe do populismo, do militarismo e da retórica bocó de não-alinhamento.
Alguns dados roubados de outras fontes:
(de um post do Leonardo Monasterio)
(de um post do Lucas Llach)
(do Guardian, com typo e tudo)
(do Valor Econômico de hoje - clique para aumentar)
P.S. Como melhorou o acesso a essas bases de dados dos multilaterais desde que eu comecei a usá-los (2001)... Acho que devemos agradecer o Hans Rosling pela briga para liberar informações coletadas com dinheiro público.
P.P.S. Dica de leitura sobre a Venezuela: essa reportagem recente de Jon Lee Anderson na New Yorker.
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segunda-feira, 4 de março de 2013
Qual classe média?
Terminei no fim de semana The Haves and the Have-Nots: A Brief and Idiosyncratic History of Global Inequality, do economista do Banco Mundial Branko Milanovic. O livro é uma ótima introdução não-técnica (quer dizer, até onde consegue ser para adentrar o tema) sobre os vários jeitos de medir desigualdade, temperado com pequenas vinhetas sobre casos específicos.
Uma delas (3.2) pergunta e se propõe-se a responder se há uma classe média global. Nos cálculos do autor, a classe média global (por um critério que considera como classe média famílias que têm renda a até 25% da renda mediana) abrange 850 milhões de pessoas, com renda média diária entre $2,5 e $4 por dia (já ajustados por poder de compra). A reflexão final desse ensaio merece ser compartilhada, sobretudo num país que tem celebrado uma "nova classe média" com renda per capita entre R$291 e R$1.019 por mês (o critério brasileiro é diferente e mais opaco):
Uma delas (3.2) pergunta e se propõe-se a responder se há uma classe média global. Nos cálculos do autor, a classe média global (por um critério que considera como classe média famílias que têm renda a até 25% da renda mediana) abrange 850 milhões de pessoas, com renda média diária entre $2,5 e $4 por dia (já ajustados por poder de compra). A reflexão final desse ensaio merece ser compartilhada, sobretudo num país que tem celebrado uma "nova classe média" com renda per capita entre R$291 e R$1.019 por mês (o critério brasileiro é diferente e mais opaco):
Due to the technological revolution (there were no cell phones ten years ago) and the decline in relative prices, consumer goods are now available to a lot of people. Far be it from me to deny their value and importance, but a cell phone does not a middle class make. If one lives in a shack, in insalubrious conditions, with a volatile income that is barely above subsistence, and is unable to send his kids to school or offer to his family decent health care, it makes no sense to classify him as part of some imaginary "global middle class" because he can dial a cell phone.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
As mentiras que os homens contam: a cartilha de 10 anos do PT no poder
Fui conferir a tal cartilha que o PT encomendou para comemorar seus 10 anos na presidência. É claro que não se pode esperar desse tipo de publicação um tom neutro ou simpático à oposição, mas ela tem tantas omissões que resolvi documentá-las, para marcar a diferença entre alguns fatos e as versões que o partido resolve contar. A cartilha trata quase o tempo todo de desempenho econômico, de forma que posso falar de seu conteúdo com alguma propriedade e sem recorrer às minhas precárias habilidades de análise política.
O texto completo está no Amálgama.
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