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terça-feira, 6 de março de 2012

Besteiras que se lê por aí

Acho que hoje abri o jornal de mau humor. Na seção de Tendências & Debates da Folha, o professor Rogério Cezar de Cerqueira Leite (físico), criticando o corte no orçamento para ciência e tecnologia, encerra o texto com esses dois parágrafos (depois de culpar economistas de "aversão por tecnologia" e jogar no lixo tudo o que já se estudou sobre vantagens comparativas, ideia "obtusa"):
Enquanto na China 80% dos cargos de decisão são ocupados por engenheiros, no Brasil são economistas, quando não advogados, que decidem.
Talvez esse fato explique o desenvolvimento modesto do Brasil em comparação com o da China.
O cientista poderia, primeiro, fornecer alguma evidência de que decisões de investimento público de engenheiros NÃO ELEITOS POR VOTO POPULAR e que, portanto, só prestam contas ao Partido, são melhores do que as de economistas e advogados (ou quaisquer outros profissionais) em uma democracia. Depois, poderia se informar minimamente para não cair na falácia imediatista de que a China é mais desenvolvida que o Brasil - basta ver qualquer ranking de IDH, ou observar há quanto tempo o Brasil atingiu o padrão de vida que se tem na China hoje, depois de anos de crescimento acelerado e (ainda) sem correção dos desequilíbrios do processo. Deve haver muitos bons argumentos para protestar contra o baixo orçamento do Brasil para ciência e tecnologia; infelizmente, o professor preferiu trocá-los por generalizações infundadas e retórica oca.

No mesmo caderno, destaque para a notícia de que a China revisou a meta de crescimento para este ano de 8% para 7,5%. Minha birra aqui é menos com a matéria em si e mais com a noção de que os países podem escolher, ano a ano, o crescimento que vão atingir. Séculos de evidência e falhas de economistas e planejadores ainda não enterraram a ideia de que é possível (e desejável) controlar e prever um fenômeno que envolve tantas variáveis. A dissonância cognitiva de nossos dias é entender o fracasso da União Soviética e de outras economias planejadas e, ao mesmo tempo, acreditar que o modelo chinês atual funciona como um relógio e é imune a falhas. A China, claro, está integrada em um mercado global e respeita mais o sistema de preços, mas guarda muito mais semelhanças com as velhas economias planificadas do que se quer crer. Quando os problemas realmente aparecerem, certamente não se manifestarão como um soft landing onde é possível baixar o crescimento a razão de 0,5% ao ano até um nível "sustentável".

sexta-feira, 2 de março de 2012

Gráfico do dia - chineses, conhaque e relógios suíços

Via Zero Hedge, uma maneira interessante de olhar para a "emergência" da China (clique para aumentar).


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Leituras da ressaca pós-Carnaval

- A Barron's entrevistou Hugh Hendry, que andava sumido. Pérola recolhida: "I am an existentialist. To my mind, the three most important principles when it comes to investing are Albert Camus' principles of ethics: God is dead, life is absurd and there are no rules."

- Dois novos blogs para adicionar à lista de leituras: o flamboyant Xavier Sala-i-Martín, de Columbia e Daron Acemoglu (MIT) / James Robinson (Harvard), que lançam no mês que vem o esperado Why Nations Fail. O livro se propõe a responder a pergunta de vários milhões de dólares do desenvolvimento (meu chute é que é mais fácil determinar porque países dão errado do que conseguir identificar o que leva ao sucesso).

- Timothy Garton Ash defende a busca de uma estratégia de crescimento para a Grécia, não tenho como concordar mais. No Kathimerini, uma defesa do euro; na The Economist, ex-banqueiros centrais da Argentina e do México dizem porque acham que a Grécia não deve sair da moeda única.

- Christina Romer, ex-conselheira econômica de Obama, indica quatro livros sobre a Grande Depressão.

- Simon Wren-Lewis, de Oxford, sobre a polarização da macroeconomia após a crise.

- Eduardo de Carvalho Andrade, do Insper, explicando porque não existe milagre no crescimento chinês (e porque árvores não crescem até o céu).

- Duas boas análises do Nomura: Richard Koo argumenta que os banqueiros centrais e políticos ainda não entenderam a natureza da crise e insistem apenas no estímulo monetário; Bob Janjuah segue preocupado e afirma que os preços da onça de ouro (hoje em US$ 1.780) e do índice Dow Jones (13.000) vão se encontrar nos próximos anos.

- Recomendado por Dani Rodrik, texto do NY Times sobre a Apple e os empregos que a China absorveu. Ele argumenta que a produção não segue nenhum critério de vantagem comparativa, mas não vejo como não acreditar que a China possui essa vantagem para quase qualquer atividade que exija trabalho semi-qualificado intensivo.

- Como a internet pode ameçar a serendipity.

- Domingo é dia de Oscar (zzzzzzzzzzzzzz). O Valor fez uma ótima análise do zeitgeist americano pelos filmes indicados. Para os maníacos por dados, doze maneiras criativas de visualizar informações sobre filmes (via Alex Bellos). Quantos Oscar Meryl Streep deveria ter.

- Quanto custaria construir a Estrela da Morte (boa motivação para Dr Evil em um futuro filme da série Austin Powers).

- Kassab também olha para coisas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Frases do dia - BRICs, pelo criador

Ele nos juntou e agora vem com essa?
"Esses quatro países compartilham muito pouco: dois são democracias, dois não; dois são produtores de commodities, dois não; Brasil e Rússia têm nível semelhante de riqueza, a Índia está muito atrás. O resultado é que os países têm prioridades muito diferentes. Eles não conseguiram nem concordar em relação a um nome para liderar o FMI quando Strauss-Kahn saiu."

Jim O'Neill, da Goldman Sachs, dizendo o evidente que às vezes deixa de ser enxergado (está na Folha de hoje). Falei sobre o tema aqui.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Gráfico do dia - Brasil e China, 2002-2011

Pode escolher entre vantagens comparativas ou desindustrialização; por enquanto, não há como negar que a vida do brasileiro médio melhorou desde então.



Mais na última The Economist.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Leituras da Semana

De novo, lista mais longa do que o usual... A proximidade do Natal deve estar fazendo meu critério amolecer. Ah, hoje é dia de 20 anos da independência do Greatest Country in the World.

- 10 previsões realistas para os mercados em 2012.

- As apostas pessimistas com a China começam a render.

- Bill Gross, o Total Return Fund e seu momento sic transit gloria mundi.

- 10 coisas que achávamos que sabíamos sobre economia, por Stephen King, do HSBC.

- Daron Acemoglu, aposta certeira para um futuro Nobel, indica cinco livros sobre desigualdade.

- Dani Rodrik sobre a ocupação das aulas de introdução à economia de Harvard. Parágrafo que vale ser destacado, sobre a graduação em economia:

In our zeal to display the profession’s crown jewels in untarnished form – market efficiency, the invisible hand, comparative advantage – we skip over the real-world complications and nuances, well recognized as they are in the discipline. It is as if introductory physics courses assumed a world without gravity, because everything becomes so much simpler that way. 

- Economistas ouvidos pela BBC escolhem os gráficos que definiram 2011.

- Magno Karl, do OrdemLivre, teve a paciência de compilar todas as previsões furadas de Guido Mantega para o crescimento do Brasil neste ano.

- O lado liberal da Suíça: alguns cantões da parte francófona liberaram o cultivo doméstico de maconha, e um estudo do governo concluiu que o download de material para uso pessoal não deve ser criminalizado.

- O guia de economia comportamental para presentes de Natal.

- A piauí deste mês tem dois bons textos: um sobre o Banco PanAmericano e outro sobre Farouk al-Kasim, um imigrante iraquiano que contribuiu enormemente para o tratamento primoroso que a Noruega dá a seu petróleo. O último ainda não está aberto para não-assinantes; na falta dele, vale ler outro perfil feito pelo Financial Times, há dois anos.

- Um tributo a Christopher Hitchens.

- Os livros do ano, pela The Economist.

- Química orgânica aplicada: convertendo açúcar em cocaína e tequila em diamantes.

- O que deveríamos saber sobre o tempo.

- A versão 2011 do Julgamento de Paris, agora com vinhos... chineses!

- 2011 em Lego.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Leituras da Semana

A procrastinação anda em níveis críticos, por isso tenho lido muito...

- A PIMCO, maior gestora de fundos de renda fixa do mundo (US$ 1,3 tri de ativos), está abrindo um escritório no Rio de Janeiro (claro que, podendo escolher, alguém criado em Newport Beach não viria para São Paulo).

- O mundo em 2012, por Jim Rogers.

- Richard Koo sobre a Europa.

- Nunca é demais relembrar a contribuição de Benoît Mandelbrot para as finanças...

- ... nem a de Amartya Sen para o desenvolvimento econômico. A Índia batizou um deserto uma sobremesa (obrigado ao anônimo que corrigiu) com o nome dele.

- Como emular o "sucesso" da China: começa com uma insurreição comunista e anos de guerra civil.

- Um raio-x das exportações brasileiras. Impressionante ver que o valor das exportações para a China aumentou quase 40 vezes desde 2000. Quando a China espirrar, o Brasil pegará uma bela pneumonia.

- Lembre-se disso quando reclamar do trânsito: o governo brasileiro é o maior financiador das montadoras estrangeiras que produzem aqui.

- Bom comentário sobre a compra de um pedaço da Companhia das Letras pela Penguin e os rumos do mercado editorial no Brasil.

- Indícios de corrida bancária na Grécia.

- Greg Mankiw está assessorando um candidato republicano, mas não vê o estudo de economia carregado de ideologia.

- Uma cutucada nos austríacos: a (falta de) importância de Hayek para a macroeconomia.

- Efeitos colaterais do liberalismo: uma família do Tennessee não pagou a taxa anual dos bombeiros e assistiu ao próprio trailer ser queimado, sem ter o que fazer.

- A Bloomberg lançou um blog de história econômica (incrivelmente não tem RSS, mas devem arrumar isso logo).

- Um dos "Dois Liberais" sobre blogs de economia.

- John Kay sobre limites do conhecimento.

- Do que se falou em 2011 no Twitter e no Facebook.

- 45 imagens de 2011.

- Porque daguerreótipos do século XIX podem ser mais detalhados do que fotos digitais de última geração.

- Para os quem tem crianças, sugestões de presentes de Natal: os cinco melhores brinquedos de todos os tempos.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Leituras pré-Dezembro

Hoje é dia da independência de Barbados, terra da Rihanna e do lindo brasão aí do lado (o dístico, por algum motivo, me lembra o poético lema da Gaviões da Fiel: Lealdade, Humildade e Procedimento).

- Novo paper de Martin Feldstein sobre o euro e a Europa, bem conciso e informativo (e livre de equações).

- Um enorme trabalho da Nomura sobre a China.

- John Paulson tenta explicar seu annus horribilis.

- A Rovio, que criou o Angry Birds, recusou uma oferta de US$ 2,25 bi. E diz-se que o Facebook vai fazer uma oferta inicial de ações que precificará a companhia em US$ 100 bi (isso é o DOBRO de uma avaliação feita em Abril, que comentei aqui). O "bolhômetro" parece estar chegando no nível 7.

- Timothy Garton Ash fala sobre a Europa para o Spiegel.

- A nova lista de 100 pensadores globais da Foreign Policy. Contei 20 economistas e afins entre eles, e ainda não consegui concluir se isso é bom ou ruim. Também não sei se é bom ver que o livro mais citado pelos listados é uma história dos banqueiros centrais durante a Grande Depressão (o excelente Lords of Finance).

- Economistas são bons cientistas?

- Noruega, manual do usuário.

- Stanley Kubrick fotografando os tipos de Nova York, nos anos 1940.

- Uma homenagem a Renato Russo, em quadrinhos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Frases do Dia - Há cento e poucos anos...

The average citizen wakes in the morning at the sound of an American alarm clock; rises from his New England sheets, and shaves with  his New York soap, and Yankee safety razor. He pulls on a pair of Boston boots over his socks from West Carolina, fastens his Connecticut braces, slips his Waterbury watch into his pocket and sits down to breakfast... Rising from his breakfast table the citizen rushes out, catches an electric tram mande in New York, to Shepherds Bush, where he gets into a Yankee elevator, which takes him on to the American-fitted railway to the city. At his office of course everything is American. He sits on a Nebraska swivel chair, before a Michigan roll-top desk, writes his letter on a Syracuse typewriter, signing them with a New York fountain pen, and drying them with a blotting sheet from New England. The letter copies are put away in flies manufactured in Grand Rapids.

Um jornal londrino de 1902, reclamando da invasão de produtos americanos no Reino Unido (citado pela Sylvia Nasar no Grand Pursuit, que estou lendo). Trocando New York, New England e Boston por Shanghai, Shenzen e Guangzhou, quase dá pra imaginar o mesmo texto publicado num New York Post atual.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Frase do dia - Ricos e Pobres

“China is a poor country with only $4,000 per capita income. To talk and think about China to rescue countries with $40,000 per capita incomes is ridiculous.”

Yu Yongding, economista chinês e ex-membro do comitê de política monetária do país (via The Big Picture). Deveria ser ouvido pela turma que agora inventou que os BRICs devem ajudar a socorrer os países europeus (mais no Valor).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Leituras pra terminar a semana

Para honrar o dia da semana, mais banalidades do que o usual:

- O tamanho (literal) das dívidas americanas.

- Uma boa análise da proposta de reestruturação da dívida da Grécia.

- O "bolhômetro" de tecnologia chega no nívei seis (de dez) - obrigado, Soneca.

- Um programa da Bloomberg sobre Michael Burry, um dos personagens de The Big Short

- A Apple entre os países do mundo.

- Agnes, Dieter e os Papadopoulos, uma fábula de famílias européias - bastante simplista, mas serve para ilustrar parte do espírito.

- Pocalia! Os chineses estão pirateando Apple Stores inteiras.

- Mapas do Brasil distorcidos por vários parâmetros econômicos / sociais - obrigado, Balu (crédito devido: os mapas são do Daniel Bronfen).

- Scott Adams (o pai do Dilbert) sobre confirmation bias: "In a world of 24-hour news, non-stop punditry, and the Internet, my hypothesis is that confirmation bias has moved to critical levels."

- Isso aqui oô, é um pouquinho da Rússia, iaiá (ou, como diria o Tyler Cowen, the culture that is Russia): o país finalmente passará a classificar cerveja como bebida alcoólica (até esta semana, bebidas com menos de 10% de teor alcoólico eram "foodstuff"). E começa a campanha para a volta de Putin à presidência no ano que vem, com um concurso que dará um iPad para que as moças arranquem as roupas pelo czar. Bônus: This Is Russia, propaganda à parte (valeu, Luiz).

- Uma fantástica animação com algumas capas de discos da Blue Note.

P.S. Tem uma entrevista muito boa do Barry Eichengreen no caderno de fim de semana no Valor, vale procurar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Sexo e câmbio

Esse é o título da coluna do Delfim Netto na Folha de hoje (o título deve ter sido escolhido por algum editor com tendências sensacionalistas). Ele cita um trabalho apresentado no seminário anual de economia do leste asiático, organizado pelo NBER, cujo título é "Uma perspectiva darwiniana sobre a taxa de câmbio chinesa" (achei este paper, não é o mesmo título, mas deve tratar do mesmo assunto - update: o paper que o Delfim menciona é este aqui, obrigado, Bisnetto.). Na mesma linha da brilhante relação descoberta entre tamanho do pênis e desenvolvimento econômico, os pesquisadores afirmam que o aumento proporcional no número de homens na China tem como efeito uma desvalorização no câmbio real e consequente aumento do superávit em conta corrente. A cereja do bolo é o corolário extraído da teoria, assim citado pelo Delfim:

"Se o planejador central (talvez alguém com a visão do líder Mao?) puder reduzir a relação entre os sexos (agora matando os nascituros masculinos?), ele produzirá uma redução da conta corrente de acordo com a proposição 2" (que exige uma fantástica coleção de hipóteses para ser demonstrada)."

O último parágrafo da coluna também merece ser citado:

Como disse, nos anos 1910, Vilfredo Pareto, sociólogo e economista matemático sério, "concedam-me as hipóteses e eu lhes demonstrarei qualquer coisa". De que são capazes pequenos matemáticos supostos grandes economistas...

Assim ficamos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Leituras da véspera de feriado

- A taxa de juro natural e a Amazônia: a contribuição de Delfim Netto para a ótima série de conjuntura econômica que o Valor está fazendo.

- Uma série do UBS comparando as diferenças de crescimento entre China e Brasil e como isso afetou os retornos dos investimentos: partes 1 e 2.

- Para quem ainda aguenta ouvir falar da Grécia: a exposição dos bancos europeus à dívida (Guardian) e a comparação Grécia / Chipre com Argentina / Uruguai (FT).

- A Oaktree Capital deve fazer um IPO de US$ 100 milhões. Um perfil de Howard Marks.

- Um novo paper de Nassim Taleb, de novo sobre fragilidade e anti-fragilidade. O Universa, fundo do qual ele é sócio, pretende lançar um ETF para proteção contra cisnes negros (Forbes). Se virar moda, vai causar uma distorção no preço das opções fora do dinheiro, e, possivelmente, destruir a estratégia. Aguardemos.

- A história econômica recontada por listas (Boston Globe).

- Seguindo o Guardian, o New York Times também fez uma lista dos livros mais importantes de não-ficção.

- Woody Allen, Duke Ellington, Richard Feynman, Milton Friedman, Bertrand Russell, Quentin Tarantino e outros 229 ícones culturais em áudios e vídeos históricos (Open Culture).

- A série de história da música moderna que o Guardian preparou para o verão britânico.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Leituras da segunda-feira - o outono chegou de vez

- Os hedge funds americanos que mais ganharam em 2010 não foram necessariamente um bom investimento para seus cotistas (NY Times).

- Scott Locklin sobre correlações e porque a produção de manteiga em Bangladesh pode "explicar" o movimento das ações nos EUA (Locklin on Science). Ele não gostou da história das Hathaways.

- Hugh Hendry e uma visão bastante peculiar do afrouxamento quantitativo (Scribd).

- Novo paper de Barry Eichengreen sobre crescimento rápido e a China: "In some circles, the assumption is pervasive that China will continue to grow rapidly. Equivalently, it is assumed that China will be able to avoid the middle income trap and jump to upper-middle-income-country status. But it is worth recalling that only a small group of countries successfully completed this transition in the second half of the 20th century, while a much larger group, in Latin America for example, are still struggling to escape the middle income trap. Given China’s huge size and daunting array of structural challenges, completing this transition is far from a fait accompli." (NBER)

- Chris Blattman fala sobre o novo livro de Dani Rodrik.

- As diferenças regionais de renda no Brasil diminuíram (Folha).

- Mais um ótimo blog está saindo de campo (A Mosca Azul).

- A FEA faz o resumo que eu queria ter feito do I Encontro Nacional dos Blogueiros de Economia. Eu achei o evento muito bom para uma primeira edição, mas deixo duas sugestões construtivas para as próximas: tentar colocar gente de opiniões mais diversas nos painéis (não precisa chegar ao cúmulo de chamar o Luis Nassif, mas os participantes eram muito concentrados em um círculo que passou pela UFRGS em algum momento) e trazer algum escriba estrangeiro.

- Kenneth Rogoff sobre a criação de conselhos fiscais independentes (Project Syndicate).

- Juliet Lapidos assistiu a todos os filmes do Woody Allen (Slate).

- Por que viajamos? Paul Theroux responde (roubado do Leonardo Monasterio).

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Terras Raras

Daily Dilbert de hoje.

Dilbert.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Para quem estiver em São Paulo

Bom seminário sobre a China. Amanhã, grátis.


Inscrições aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dogbert consultoria

Brilhante.

Dilbert.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Frase do dia - flutuação MUITO suja

"O valor do yuan é determinado livremente pela oferta e procura no mercado de câmbio, no qual o BC é o maior comprador e, portanto, o determina."

Zhou Qiren, assessor do banco central chinês, citado na coluna de hoje do prof. Delfim Netto na Folha. Von Mises ficaria orgulhoso de um mercado tão livre.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Leituras da segunda-feira

- Um grande país vende soja e compra laptops (ambos tendo a China como contraparte). Não é o Brasil (Andrew Leonard).
- O mundo de acordo com Hugh Hendry (Investment Week).
- 145 minutos com Nassim Taleb (New York Magazine, via Solon's Warning).
- Leonardo Monasterio entra para a nobre lista de economistas brasileiros que visitaram a Etiópia.
- Gato vs internet, disputa injusta (The Oatmeal).